True Blood é bom?

A sexta temporada da série de vampiros mais legal e cheia de nudez do mundo vai estrear tanto no Brasil quanto nos EUA nesse domingo, dia 16. Se não conhece — ou ignora por achar que é igual a Crepúsculo ou The Vampire Diaries —, vou dar uma pincelada no porquê de eu amar a quantidade absurda de sangue e luxúria na TV. 
Imagine que os japoneses tenham inventado o Tru:Blood, sangue sintético. Imagine que nessa oportunidade, numa inversão social, histórica e política, uma nova espécia resolva se pronunciar publicamente. Poderiam ser alienígenas a causar tamanho pânico, mas por que aliens se pronunciariam por causa da invenção de sangue sintético? Não, não são aliens. São vampiros. Vampiros vêm a público pedir direitos iguais, de respeito e parceria, para conviver com humanos agora que não precisam se alimentar deles (necessariamente).

Vampiros mais rebeldes se recusam a beber de garrafas. Humanos conservadores eliminam até vampiros inocentes, formando grupos de ódio como vemos contra etnias. O negócio do momento é o sangue de vampiros, que funciona como uma droga estimulante na cama e no dia-a-dia, mas causa dependência absurda (e sai caro porque não é fácil conseguir sangue de vampiro). A prostituição alcança novos níveis, não mais por dinheiro, mas por sangue: eles bebem o seu, você bebe o deles. E nisso tudo, uma garçonete tropeça no pior pesadelo do homem.
A cidade é Bon Temps, sem graça, sem sal. Até o vampiro Bill aparecer e despertar o interesse de Sookie Stackhouse (Anna Paquin, a Vampira dos X-Men, que irônico). O negócio já começa bizarro porque Sookie consegue ler a mente das pessoas. Como Bill tá mortinho da silva (porque Bill e Silva são nomes que combinam), ela fica instigada e acaba salvando a não-vida dele. A partir daí, sangue e sexo.

Parece bobão, eu sei, mas é a única série que conseguiu retratar bem até a 5ª temporada a “real” natureza dos vampiros, criaturas imortais, dobradas ao abuso da sexualidade (tanto com homens quanto com mulheres, já que os conceitos sociais morreram com eles durante os séculos) pra matar o tédio, buscando algo novo pra distrair até o próximo século. Principalmente sangue. E mais sexo. Sexo com sangue.
Bill se apaixona por Sookie e ela por ele. Depois, Eric se apaixona por Sookie e ela por ele. Coisa de Edward e Bella? Não, meu bem. A série não é pra crianças. Aqui a gente tá falando de sadomasoquismo e dominação a níveis sobrenaturais, claro. Sookie tem cheiro inigualável (que é explicado mais pra frente) e todo mundo quer um pedaço e isso dá briga, com direito a explosão de tripas, gosma e orgasmos.
E por se tornar um ponto de forte presença mística, muitas criaturas sobrenaturais resolvem passear por lá: lobisomens, avatares de deuses da orgia e vinho, bruxas, metamorfos, fadas, fantasmas, panteras, necromantes… enfim, uma porrada de coisa. Mesmo numa confusão que poderia surgir de roteiros ruins e afobados, tudo consegue ser claro nos 12 episódios por temporada e sempre, sempre, com humor extremamente negro, começando pelo sotaque sulista do áudio original.

Então esqueça a melação. Esqueça o amor platônico. Esqueça o tabu onde homem só beija mulher e vampiros que têm filhos. Dê um oi para o banho de sangue sem motivo, para a heresia, para anarquia, para relações sexuais baseadas em mordidas sobre lençóis de vermelho intenso e decoração clássica. Se você jogou Vampiro: A Máscara, vai reparar que a hierarquia dos vampiros é bem inspirada de lá, o que torna a rede de acontecimentos mais complexa e “possível”. 
O trailer da 1ª temporada aí embaixo foi o único que achei legendado em português, então a imagem nem tá lá grande coisa, mas dá pra ter noção. 

O trailer da 6ª temporada é esse, também legendado em português:

Se puder, assista na qualidade de Blu-ray (720p ou 1080p). Você não vai querer perder detalhe algum, anota o que tô falando. E já tá na agenda um post na coluna Festa em Casa para uma social True Blood!

DICA DO SEM H: brincar de beber o sangue dos outros é caô, então pense duas vezes antes de matar o coleguinha ou bichinho pra fazer isso, tá? Primeiro que você vai estar cometendo assassinato. Segundo que pode pegar 12376123 doenças mortais. Terceiro porque seu estômago não foi fabricado pra processar grandes quantidades de sangue na digestão, o que poderá ocasionar enormes dores estomacais, diarreia, inchaços (inclusive internos) e refluxos (vômito) por dias! Dias! Também adoraria brincar de vampiro com osgatin da festa, mas seria meio estúpido, né não?

Filmes para festa do pijama

Ontem ensinei como organizar uma festa do pijama pra quem quer passar a madrugada dançando com os amigos, jogando videogame ou só comendo e conversando. A gente sabe que toda festa do pijama que se preze tem um pouquinho de cinema, né? Selecionei quatro filmes que são a cara de uma noite dessas!

1. A Mentira (Easy A) – 2010
Se quer saber, Emma Stone me ganhou não em Zumbilândia, mas quando escolheu participar da produção de Easy A, ou como foi chamado por aqui, A Mentira. Emma interpreta Olive, garota com inteligência e senso crítico acima da média mas invisível como qualquer outra pessoa no ensino médio. Um dia, tentando ajudar um colega homossexual a ganhar respeito, finge que transou com ele.

Com isso, passa a ser conhecida como a grande piranha, vista e reconhecida por todos. No começo aproveita a nova fama, o que lhe oferece, mas quando perde a certeza sobre sua integridade, decide reparar os erros e todas as mentiras contadas para que ele acontecesse. É comédia, é divertido e não é besteirol. É um dos poucos conteúdos jovens com teor inteligente, que não menospreza o espectador, mas o faz rir dos absurdos mostrados.

Destaque enorme para Stanley Tucci e a diviníssima Patricia Clarkson, que também fez a mãe de outra atriz/personagem que amo muito, a Jamie (Mila Kunis) de Amizade Colorida. Patricia é realmente o máximo e Stanley não fica nunca pra trás. Queria muito deixar a cena do cartão musical que a avó de Olive manda pra ela, mas vai estragar uma das maiores cenas do filme, em que você fica voltando pra rir e rir, cantando junto. A música até virou ringtone do meu celular.


2. A Escolha Perfeita (Pitch Perfect) – 2012

Beca, interpretada por Anna Kendrick – que fez a amiga da Bella de Crepúsculo – gostaria mesmo de seguir a carreira musical como DJ, misturando músicas, inventando mashups, mas seu pai a obriga a estudar na universidade em que dá aula. Vendo como ela está infeliz, fazem um trato: ela se esforça pra gostar do curso por um tempo e se não conseguir, a deixa fazer o que quiser.

Nisso ela acaba entrando para um grupo de jovens coristas e descobre um mundo gigantesco na competição de corais, algo meio Glee, só que menos viajado. Mesmo assim, a vibe é ótima! Eles fazem covers de músicas existentes e todos os instrumentos são tocados por eles mesmos, usando a boca e partes do corpo. A perfomance de Cups, usando copos para percussão, virou hit em dois dias quando liberado na internet.

É pra assistir e cantar junto.


3. Garota Infernal (Jennifer’s Body) – 2009

Se a intenção da noite for brincar um pouco com o sobrenatural e o tabuleiro Ouija, recomendo Jennifer’s Body. As críticas não deram mole, dizendo que Diablo Cody (mesma roteirista de Juno e Jovens Adultos) escreveu algo totalmente sem sentido pra existir. Eu e todos os meus amigos discordamos. 

Jennifer (Megan Fox)é uma popular líder de torcida nem um pouco santa. Quando uma banda indie aparece na cidade com a intenção de sacrificar uma virgem para o pacto com um demônio, pegam Jennifer, que se diz virgem só pra dar em cima do vocalista (Adam Brody). O que acontece quando uma não-virgem é sacrificada no lugar de uma imaculada? O demônio passa a habitar o corpo da garota. 

Sua melhor amiga, Needy (Amanda Seyfried), percebe que tem algo errado e escava informações pra entender o que aconteceu com sua melhor amiga e ícone de admiração profunda. É teen, é descolado, é indie. A trilha sonora é mais monstruosa que Jennifer e com leite condensado pra dar dor de barriga é o filme ideal pra assistir em grupo desde que você tenha mais de um banheiro.


4. Meninas Malvadas (Mean Girls) – 2004

Lembro que quando saiu e nos anos seguintes, todo mundo só falava desse filme no colégio. Não só falavam como marcavam de ver trinta vezes no mesmo dia. Eu, todo alienígena que era, nunca tinha visto e não sentia a mínima vontade. Como bom aprendiz de Marina & The Diamonds, ficava em casa queimando bíblias ao invés de ser a rainha do baile

Sério, tem pouco mais de uma semana que assisti Meninas Malvadas e não dei muita fé, não achei que algo maneiro pudesse sair da história de Cady (Lindsay Lohan), que morou na África e sempre estudou em casa e que agora teve de voltar para os EUA e se matricular no colégio como parte de uma “inserção social” guiada pelos pais. O problema, nós sabemos, é que as savanas podem ser bem menos perigosas do que o ensino médio.

Ninguém é amigável além do “gordinho gay” e da “roqueira lésbica”, que logo se unem a ela num plano pra derrubar Regina George (Rachel McAdams), a diaba-extremamente-popular-só-não-tenho-iphone-porque-não-existe. O problema é que a cada vez que Cady tenta derrubar as mentiras e falsidades de Regina, ela se torna a própria Regina! É o famoso caso de que quando falamos muito mal de algo, talvez tenhamos um desejo enrustido.
O filme fala da prática do bullying e apesar de teen é bem encorpado por causa da comédia não-burra. Aposto que todo mundo na festa do pijama já deve ter assistido Mean Girls, mas não acredito que vão reclamar da escolha.

Esses foram os 4 filmes delicinhas pra curtir com a galera enrolada no edredom. Façam brigadeiro de panela e sintam frio até não aguentarem manter os olhos abertos. Aproveite que outono e inverno estão aqui na porta.

10 razões para assistir Dexter

Dexter entra ja foi encerrada mas temporada, a 8ª, Estados Unidos. Se não conhece ou teve saco pra começar a assistir, separei 10 motivos para ganhar pique e pegar todas as 7 temporadas de uma vez. Ainda dá tempo de alcançar o resto do público pra não perder o fim de uma das séries mais interessantes dos últimos tempos.

1. O PROTAGONISTA É GATO
Michael C. Hall é o nome do ator que interpreta Dexter, um serial killer que só mata gente que merece morrer dentro do conceito que seu pai adotivo estabeleceu depois que descobriu que seu filho tinha compulsão por matar. Já que não deu pra tirar isso do menino, o ensinou a punir apenas gente que merecesse pagar pelas mãos da justiça, nunca os inocentes.

Além da personalidade de um cara que finge sentimentos para se misturar com as pessoas — pois ele não sente nada quando não mata —, trabalha como especialista em sangue e assassinatos em Miami, junto com a polícia, tem de fingir para a própria irmã e mantém um relacionamento onde não consegue sentir nem prazer sexual com uma mulher traumatizada pela violência doméstica de seu antigo relacionamento.
O cara é lindo, é matador e tem lábia. Esse motivo não é o suficiente? Tenho mais 9 pra te convencer.

2. É SOBRE UM SERIAL KILLER (QUE NARRA SUA PRÓPRIA VIDA)
Os mecanismos sob quais Dexter funciona são peculiares e muito legais. É quase como ter um serial killer “do bem”, um vigilante. Já que a moda atual é a matança como arte (Hannibal, alô) e temos tendência esquisita de torcer para os vilões, Dexter nos dá uma desculpa para torcer para o cara errado do lado certo.

É o Batman com um bisturi.

3. FOTOGRAFIA DO CARALHO
A iluminação e a fotografia são muito bonitos desde a 1 ª temporada, que teve seu início em 2006. As aberturas, o cenário paradisíaco, as cores quentes: o verão acontece na série, mesmo dentro de casa. E a câmera capta o suor, as mais finas camadas de sangue, os detalhes em macro que fazem toda a diferença para suspirar a cada cena.

Faz a barba aqui em casa, sô!

4. TRILHA SONORA DA PORRA
Músicas latinas que deixariam Lana Del Rey com vontade de acordar e balançar a bunda na frente do bar inteiro. É tudo muito típico quando se trata do trabalho sonoro, envolvente, principalmente quando precisa delimitar ou unir momentos de comédia com tensão.

5. SÓ TEM 12 EPISÓDIOS POR TEMPORADA
Desnecessárias são essas séries que têm 27 episódios por temporada, mantendo o espectador escravo de um monte de ladainha dispensável e encheção de linguiça sem trema. Em Dexter, assim como em True Blood, só temos 12 episódios por temporada.

O que significa menos tempo de frente pra cada hora de episódio e mais tempo sofrendo entre uma temporada e outra.

6. FINAL PICA JÁ NA 1ª TEMPORADA
Justamente por ter menos episódios que séries comuns, Dexter fecha a primeira temporada com final inesperado, do tipo que você só espera no fim da série! Se a 1ª acaba dessa forma, de que maneira vai terminar a série em si? Pior que nem posso comentar sobre o final sem revelar spoilers importantíssimos, então assim que começar, veja até o fim do episódio 12. Não vai se arrepender, te prometo.

7. TODAS AS PERSONAGENS SÃO DIVERTIDAS
A série é sobre um psicopata, a gente sabe. Só que além disso, é sobre como um serial killer se mistura no ambiente comum da sociedade. Assim até ele sucumbe a momentos de comédia, de frases incríveis e risadas espontâneas.

Esse tipo de investida no gênero comédia/suspense não deixa que a trama fique presa a uma ponta só, podendo verter para os lados, aliviando tensões e alongando expressões.

8. MIAMI

9. É UM TRUE BLOOD ACESSÍVEL
Se você assiste True Blood e se revira de prazer na cama ao ver aquele monte de gente assassinando pessoas e tomando banho de sangue, vai adorar Dexter, sabe por quê? Porque vampiros são muito difíceis de encontrar para se tornar uma vítima.

Serial killers você acha até no colégio.

10. DÁ PRA FICAR BÊBADO ENQUANTO ASSISTE
É só colocar o DVD (ou baixar, né) e recortar um bigodinho de papel pra colar na TV. Depois é só seguir essas instruções aqui e se divertir.
E aí, te convenci agora?

filmes que nunca canso de assistir

Tenho poucos filmes realmente favoritos, daqueles que nunca paro de ver não importa quanto tempo passe. Falei de dois deles no especial Ressaca de Halloween 2012 (Jovens Bruxas e Os Garotos Perdidos) e de outro aqui (De Repente, Califórnia), então hoje vou falar do que nos sobrou: Jovens Adultos, Amizade Colorida, A Origem e Donnie Darko. E essa é só a primeira parte…

1. JOVENS ADULTOS (Young Adult), 2011
Diablo Cody é minha roteirista favorita, sabe? Foi em Juno que ela me pegou, na época que assistir ao filme umas quatro vezes por semana era rotina. Quando veio Garota Infernal, detonado pela crítica, achei um jeito muito “Diablo” de falar do sobrenatural e brincar com os arquétipos das meninas. Quando soube que Jovens Adultos sairia, esperei um tempão e não me decepcionei.

Charlize Theron (que se tornou uma de minhas atrizes preferidas aqui) interpreta Mavis Gary, ghost-writer ranzinza, depressiva e alcoólatra que apesar de ter envelhecido, não perdeu os traços da popular líder de torcida que era na juventude. Por escrever romances para adolescentes, ainda usa gírias e trejeitos de uma garota metida de dezesseis anos. 
Quando recebe um e-mail para a cerimônia de batismo do filho do namorado do ensino médio, Buddy Slade (Patrick Wilson), encontra a chance perfeita pra voltar para a cidadezinha tosca que deixou no passado para resgatá-lo por acreditar que ele vive uma vida que não gosta, já que bebês são entediantes e casamentos podem não dar certo (como o dela).

O filme parece meio arrastado no começo mas é genial! Os milhões de litros de Coca-Cola, as manias de escritores e como pessoas podem realmente não ser mais adultas por serem adultas. É o melhor roteiro da Diablo e um dos melhores lançamentos de 2011.

2. AMIZADE COLORIDA (Friends With Benefits), 2011
Outro lançamento do caralho é esse! Comédias românticas não fazem meu estilo, acho escrotas demais. Só que Amizade Colorida é uma comédia romântica que faz piada com o próprio gênero e brinca com ele mesmo! Sem falar que o casal principal é Mila Kunis e ninguém menos que Justin Timberlake, né?

Dylan Harper é tentado a comparecer a uma entrevista de emprego para a GQ Magazine em Nova Iorque por Jamie (Mila), uma caça-talentos de personalidade muito singular (o tipo de pessoa que você adora só de trocar duas palavras). Ele acaba aceitando o emprego e se vê sozinho na nova cidade, o que o torna muito amigo de Jamie
Numa noite de tédio, depois de algumas cervejas, ele propõe que transem sem comprometer a amizade, só pra matar vontade mesmo. No fim das contas, ela acha uma boa ideia e a brincadeira vai acontecendo sem problema algum por um booom tempo, como se a amizade não pudesse ser afetada por nada, nem mesmo a falta de depilação.

É muito divertido e inteligente porque mostra que o sexo pode ser menos íntimo que um beijo, por exemplo, já que beijos precisam de muito mais sensibilidade do que enfiar mangueiras em jardins alheios. E os dois têm uma química que vou te falar: diálogos leves, quase que improvisados, naturais, corpos bonitos… Atenção para a atriz que faz a mãe de Jamie, Patricia Clarkson (falei dela em A Mentira), que é uma figurona! Filme imperdível!

3. A ORIGEM (Inception), 2010
Dirigido por Christopher Nolan — o mesmo cara que revitalizou a trilogia Batman moderna — é de se esperar material de extremo bom gosto e conteúdo. Inception é um dos filmes de ficção-científica mais incríveis que assisti durante meus 20 anos de vida e até hoje não sai do replay.

Dom Cobb, interpretado pelo cada vez melhor Leonardo DiCaprio, é foragido da polícia internacional por ser o melhor ladrão de segredos da mente das pessoas. Isso mesmo, o cara rouba segredos dos outros usando alguns aparelhos e algumas drogas que faz com que ele compartilhe os sonhos das vítimas num complexo sistema de construção mental. 
Por ser foragido, não pode entrar em contato com a única família que lhe restou depois de perder a esposa, seus dois filhos. Sabendo disso, um tipo de trabalho considerado impossível de ser feito lhe é oferecido: implantar uma ideia na cabeça de alguém. Até então, Cobb apenas roubava, mas já que pode ser sua chance de voltar pra casa, aceita o trabalho com uma puta equipe que inclui até Ellen Page.

Assim um dos roteiros mais maravilhosos da ficção-científica ganha vida. Parece confuso, mas dá pra entender tudinho. E o final… ai, Cristo! Que final! Se você já assistiu mas não entendeu nada, esse link aqui vai explicar. Se você ainda NÃO assistiu, não clique na porra do link! Vai estragar tudo!

4. DONNIE DARKO (Donnie Darko), 2001
Jake Gyllenhaal interpreta uma das personagens que mais gosto: Donnie Darko, garoto caracterizado como esquizofrênico que é salvo pela presença de um coelho monstruoso, que o acorda de madrugada pouco antes da turbina de um avião esmagar seu quarto. Como se não fosse suficiente uma coisa daquelas, o coelho lhe diz que o mundo vai acabar e dá data com hora pra isso.

Procurando respostas para o que está acontecendo, entra numa jornada de questionamentos sobre a realidade, relacionamentos, ideologias, tempo, espaço, vida e morte. É uma ficção-científica também muito inteligente, de trilha sonora melancólica e proposta diferente. O roteiro é um daqueles círculos, que dá uma volta enorme e termina com uma resposta óbvia, mas muito criativa, muito esperta.
Me lembro de passar diversas tardes na cama, depois de jogar Sonic, assistindo a esse filme e cantando Mad World. Teve continuação, mas nem assisti. Quem viu, fala mal. Não é pra menos. Filmes geniais como esse não podem ter continuações! São pérolas, precisam ser únicos, mantidos com esmero. 

E esses foram meus 4 queridinhos nessa sexta! Numa outra qualquer trarei mais 4 e assim em diante, até terminar minha listinha amada que cresce devagar. Baixe agora ou corra pra comprar!

Somos Tão Jovens (2013) Bom?

Clichê. Daqueles enjoados. Se propor a narrar a história de um ícone é pra ser feito com cuidado. Primeiro que não pode se tornar documentário. Segundo porque não pode ficar restrito apenas aos fãs. Precisa ser claro e ainda assim, fiel. Somos Tão Jovens foi um cuspe pro alto, o primeiro filme do ano que fez com que me arrependesse de pagar ingresso.
Só pra você ter uma ideia da trama antes de eu descascar em cima, a gente conhece o início de carreira de Renato Russo, famoso vocalista e compositor da banda Legião Urbana, aquele grupo de rock meio diferente, com letras incríveis, sempre nadando entre agressividade irônica e doces melodias. Começando nisso, a marcação temporal desse “início” é frouxa, perdida a ponto de tornar algo extremamente curioso em totalmente desinteressante

é bom Somos Tão Jovens ?

Pra arrastar o circo de tristezas do que poderia ser um PUTA filme, os atores parecem ter saído de uma escolinha de teatro no melhor estilo Malhação. Se não fosse por Thiago Mendonça, que interpreta o próprio Renato, a desgraça seria ainda maior. Mesmo assim, não consegui assistir Thiago como grande ator. Apesar de toda a composição da personagem e seus movimentos, trejeitos e personalidade, apenas consegui enxerga-lo como um ótimo “imitador”. Talvez seja problema da direção…
Porque é caricato demais. O garoto que faz Herbert Vianna, Edu Moraes, é sensacional, mas também como imitador, não como ator. O Dinho Ouro Preto, da Capital Inicial, consegue ser mais esquisito que o real, só que bastante sem sal. Laila Zaid, que interpretou Aninha, melhor amiga de Renato, tem seus ótimos momentos, mas com péssimas edições e texto mole, o que me fez acreditar que a culpa de tamanho descaso com a preparação técnica dos jovens atores advenha de uma direção imatura, despreparada para filmar algo como esse filme.

Tive de me segurar na cadeira pra não ir embora, impulso que veio três vezes durante a exibição a ponto de me fazer levantar da cadeira. Fazia tempo que algo assim não acontecia. Isso me deixou muito decepcionado, pois apesar de não esperar muito de Somos Tão Jovens, não esperava tão pouco. Não esperava a forçação de barra para alimentar arquétipos do “jovem roqueiro” regado a vodka, cigarro, cerveja e rock por reprovar um mundo de mordomias no qual estão inseridos.
Porque a grande impressão (e quase sempre extremamente real, vejo pelos jovens roqueiros que conheci e conheço, além de ídolos como Cazuza) é que filhinhos de papai só querem ter algo pra fazer barulho sobre. Querem matar o tédio com fósforo e gasolina, querem afrontar pais legais e um pouco babacas. Parece que é um bando de mimados buscando identidade na novidade, no que ainda nem chegou à massa, só pra vestir, fazer parte.

A intenção talvez tenha sido de mostrar isso mesmo, mas ficou feio, mal executado. Deixou a impressão de que essa imagem só veio pra tela por “defeito”, não por planejamento. Houve medo para ousar na exibição das drogas, dos romances (principalmente com homens, onde nem rola beijo) no desenvolvimento da mente de um garoto feio que se tornou Deus para milhões de pessoas. Não que fosse necessário falar do fim, mas já que o foco era o começo, por que não fazer com vontade?
Por outro lado, figurinos são impecáveis, fotografia é ótima, e apesar das boas músicas, o áudio estava uma porcaria nas cenas do quarto de Renato. Nos créditos vem escrito que é uma obra de ficção BASEADA na biografia do cantor. Por isso não há desculpas pra expressar a falta de criatividade, talvez até de paixão e empenho para produzir um resultado melhor, encorpado. 

Foi perda de dinheiro. Foi perda de paciência, de tesão, de esperanças e isso me deixa muito triste. Não gostaria de estar escrevendo essa crítica, não por ser um filme brasileiro, mas por falar de um cara que nas telonas se parece com um personagem de novelinha teen ao invés de falar do poeta avassalador que mesmo depois de tantas décadas continua inspirando mentes, tirando lágrimas dos olhos e fazendo nos perguntar: que país é esse? Que porra de mundo é esse? E quem somos nós?
Que os bons atores desse fiasco alcem voos a personagens e roteiros muito mais lapidados, pois foram eles que me seguraram na sala do cinema excessivamente gelado.

Drinking games com séries de TV

Saudades da inocência de quando festa em casa se resumia a jogar Banco Imobiliário e assistir O Rei Leão dezenas de vezes. Ou comer mais do que beber. Os tempos mudaram, nós descobrimos que bolo de chocolate engorda e que as festinhas em casa se chamam “sociais”. E nelas a gente pode ficar bêbado fazendo o que é cotidiano: assistindo programas de TV!

Nem todo mundo. Mas boa parte dos jovens do planeta. A discussão aqui não é pra saber se ficar embriagado é fútil ou se você consegue muito bem se manter extremamente animado sem uma gota de vodca no sangue, não. O que quero mostrar é que mesmo assistindo Hora da Aventura você pode ter desculpas pra se divertir com um pouco de etílico e copos de vidro.
Já imaginou? Você chama seus amigos pra uma maratona de The Walking Dead com bastante pipoca, pizza e suquinho. Mas aí assistir aqueles episódios de quase uma hora fica chatinho, ficar sentado vai perdendo a graça com aquele monte de gente e você abre o Santo Google pra achar algo de diferente, animado, pra fazer enquanto assiste essa série.
Eis que você abre o DDPP e dá de cara com isso:

Não é legal? É claro que dependendo da intensidade de você e seus parceiros, vocês podem terminar a noite acabadíssimos, dormindo, vomitados, sei lá. Mas o diferencial é: você não precisa deixar de assistir a série pra encontrar sua festa! Nem sair de casa! Ninguém vai ficar desanimado e todo mundo vai querer ver mais e mais – até não aguentarem, claro!
Enrique-sem-H, não gosto de The Walking Dead, e aí?
– Você pode inventar suas regras pra suas séries, filmes, games preferidos ou colocar Breaking Bad pra rodar:

– Mas Breaking Bad é adulto demais, Enrique-sem-H. E aí?
– E aí que eu amo Hora da Aventura! É desenho que passa em canal de criança, mas não é nada bobo. Além de ter ótimas piadas, trata de assuntos muito legais em alguns episódios e é realmente engraçado. Além da estética, que é foda. Saca só como animar os vinte minutinhos de cada episódio com um pouco de tequila:

Viu? Então chama a galera, invente suas regras e se derreta com seus programas de TV favoritos. Encontrei essas ideias no tumblr (só a de Breaking Bad eu traduzi sem modificar muitas situações indicadas, porque tava perfeito), a partir desse post. Caso queira ver os autores originais, é só ir lá. Mudei um pouco aqui e ali e pronto, os três drinking games de séries de TV estão prontos pra download.
Na próxima, nessa nova categoria do DDPP, vou trazer um joguinho muuuuuito diferente também, pra ser jogado em casa, assistindo TV. Só vai precisar de uma folha de papel, caneta e, claro, cachaça. Se preparem, meus Jovens!

Django Livre (2012) Critica

Imagine faroeste. Jogue escravidão e um ex-escravo com altíssimo senso pra moda. E cérebros explodindo direto. E sangue pra todo lado. E hip-hop. E Quentin Tarantino. Conseguiu visualizar? Django Livre é o que chamam de salada pop, misturando gêneros, fazendo referências e divertindo como todo filme que Tarantino se propõe a fazer (mesmo que eu não seja o maior fã de Bastardos Inglórios).
Apesar de ter gostado muito dos trailers, assumo que envolver faroeste me deixa com a pulga atrás da orelha, porque não gosto. Não a ponto de odiar, mas de nem ler a sinopse, se assim for. É como filme falando do sertão brasileiro, por exemplo: viro a cara. Mas tem o dedo de Tarantino e apesar de não ser fanboy, reconheço que ele é um dos poucos diretores que consegue fazer filme pra massa mantendo um estilo próprio, deixando claro que acima da fome dos estúdios, ele pensa por si, e isso me faz dar chances ao cara.

Django Livre

E com o dedo dele, sabia que a temática faroeste + escravidão + resgate da amada não ficaria presa na realidade. Se tem uma coisa que gosto muito nesse diretor é a capacidade de usar o lúdico, de criar cenas que fogem da realidade com carisma, sem deixar que apontemos o dedo e digamos, num tom de crítica, que aquilo tudo é “a maior mentira”. A gente sabe que é mentira e amamos os filmes dele por isso. E pela quantidade absurda de sangue aguado espirrando.

Para assistir o filme na tv fechada esta passando no Warner Channel, mas não deseja pagar um valor absurdo para na sky ou claro para ter esse canal? conheça o um servidor cs o você tem todos canais por um valor 90% mais barato.
Django é libertado por um caçador de recompensas/dentista alemão contratado pelo governo americano [?], Dr. Schultz (referência à Paula Schultz, de Kill Bill, nome do túmulo em que Budd enterra Beatrix Kiddo?) porque sabe que o escravo já serviu aos homens que está procurando. Dr. Schultz não apóia escravidão e logo os dois se tornam bons amigos, fazem uma ótima quantidade de dinheiro matando procurados pela justiça e comprando roupas cada vez mais extravagantes. Depois, a grande missão dos parceiros é encontrar e libertar a esposa de Django, presa em Candyland, lugar dominado pela personagem de Leonardo DiCaprio, Calvin Candie.

Django Livre opinião sincera

O filme tem 2hrs45mins e não consegue ficar chato. A trama, apesar de não ser láááá muito original, recebe corpo pela estética, pelo lúdico que falei ali em cima, pela trilha sonora que vai de músicas super antigas ao hip-hop atual e pelo roteiro orgânico que não faz perder o ritmo. Parece mesmo uma brincadeira, que Tarantino tem 18 anos e joga suas ideias e diálogos incríveis nas telas. Não de uma forma infantil, mas jovem, viva, mesmo que o longa seja baseado em faroestes dos anos 60/70. 
Ele cria um faroeste pop, moderno, brinca com clichês e desenvolve cenas de ação maravilhosas (apesar de eu ter esperado mais sangue e cortes nas cenas com chicote). A cena de tiroteio na Grande Casa, cara, é maravilhosa! E ele parece fazer referência aos próprios filmes, como Pulp Fiction (e temos Samuel L. Jackson incrível como o velho/peste Stephen) e o próprio Kill Bill (como a cena dos Crazy 88 no restaurante, quando A Noiva corta todo mundo, até as frases são parecidas). 

Além disso, ele, o diretor, participa do filme e se torna uma ótima piada, mas não supera a cena da Ku Klux Klan, o grupo que odiava negros, lembra? Tarantino coloca os caras como um bando de Kuzões atrapalhados e fica hi-lá-ri-o! Se bobear, a melhor cena de comédia de Django.

A fotografia não é belíssima, mas tem seu sex appeal, sabe? Tem estilo. E mostra muito bem os óóótimos cenários! Isso sem falar nas atuações de Cristoph Waltz (Dr. Schutlz) que desenvolve uma personagem absurdamente querida, irônica e cheia de identidade, e DiCaprio, que a cada dia se torna cada vez melhor ator pra mim (e mais bonito conforme envelhece, já que quando mais novo o achava bem comum). O cara só escolhe filme bom pra fazer! Nicolas Cage e Milla Jovovich têm que aprender com ele…
Vale o ingresso, vale as risadas, vale o drama, vale replay! E eu vou correndo baixar a trilha sonora, porque, porra, é de tirar o chapéu de caubói. Adorei esse trocadilho.

Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo

Do pôster ao elenco, tem cara de comédia, daquelas que vão tentar ensinar algo, lição de moral. Não num sentido negativo, mas mostrando que sim, dá pra brincar e ironizar as filosofias diárias como amor, morte, desapego e o escambau. Quando começa, você sabe que o mundo vai acabar, mas durante todo o desenrolar tive expectativas de que a sinopse estaria redondamente enganada.
Um asteróide vai colidir com a Terra e todo mundo vai morrer. Ponto. Dodge (Steve Carell), o protagonista, acaba tendo sua vida cruzada com a vizinha que ele nunca deu atenção: Penny (Keira Knightley), uma daquelas mulheres carismáticas de filmes desse tipo, amável, quase inocente, estranha, fofa, viciada em discos de vinil e corajosa. Mas é uma preguiçosa do cacete. Todas as correspondências que Dodge deixou de receber da mulher que foi o amor de sua vida, são entregues à Penny, que nunca se deu o trabalho de devolvê-las ao cara.

Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo

Numa dessas cartas, o amor da vida dele diz que sente saudade, que precisa dele. Mas faltam duas semanas para o fim do mundo e o que ele pode fazer? O cara bebe xarope pra ficar bêbado e toma um vidro inteiro de limpador de janela e, quando acorda no parque, tem um bilhete no peito escrito “Sorry” e, na sua frente, um cachorrinho lindo que ele passa a cuidar. Daí o prédio é atacado por vândalos e ele resgata Penny. Culpada, ela decide ajudá-lo a reencontrar a tal namorada do ensino médio.
Dodge: — Então, o que vai fazer quando chegar em casa?
Penny: — […] Vou fazer todas as coisas que deixei de fazer. Não vou perder tempo com a pessoa errada. Não vou gastar o tempo em que poderia estar com meus pais pra sair com um completo estranho. Não vou passar meus dias escolhendo o que usar para noites sem significado. Vou deixar de perguntar se estou com a pessoa certa ou se é com esse tipo de cara que vou ter filhos. Todas essas perguntas ridículas. É libertador.
Seria uma simples historinha tola se não fossem as ótimas ironias e personificações dos diferentes tipos de reações ao fim do mundo. Bem no começo, na festa dos amigos de Dodge, temos cenas hilárias, surreais, do tipo que fez perguntar como tudo poderia ser pior na vida real, sem o toque de piada, sem o humor cinza (porque não chega a ser tão obscuro). É inteligente e sensível quando aborda decisões: você vai foder com todo mundo sem se preocupar de engravidar ninguém, vai usar heroína, vai assaltar bancos, vai incendiar casas e pessoas, vai se jogar do alto do prédio ou vai continuar sua rotina como se o fim dos tempos não fosse nada além de um ponto no futuro que mesmo previsível, ainda não chegou?

Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo

O relacionamento entre Penny, Dodge e Sorry (o cachorro) é o marco-zero pra questionar todos os tipos de atitudes, tudo que fizemos, que poderíamos ter feito e o que poderíamos fazer. Maximiza essa necessidade boba que temos de nos vitimizar, reclamar e deixar tudo na merda (já que o fim é a única certeza que temos, com ou sem apocalipses).
O fim do mundo não é o período de juízo final. Ele é sobre deixar o passado pra trás e tentar aproveitar cada segundo ou milênio da melhor forma possível, para todos os envolvidos. Pois bem dito no filme, “nunca teríamos tempo suficiente”, e é a realidade! Se parar pra pensar, a gente nunca vai ter tempo suficiente pra amar, pra odiar, pra respirar, pra tomar Coca ou pra mandar as pessoas tomarem no cu e esquiar logo depois. Ou a ordem inversa. Cada momento é importante (parece comercial de câmera digital…).

— Tá, mas isso tudo é clichê! Milhões de filmes falam sobre a mesma coisa! Por que eu deveria assistir Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo, Enrique-sem-H?
— Pela perspectiva! pela chance de olhar seus sonhos, suas esperanças, suas fomes e sedes de outra maneira!
Tem essa parte do filme que acho legal citar pra deixar bem claro o que quero dizer:
Dodge: — Minha esposa fugiu recentemente, tão rápido quanto qualquer ser humano poderia. Só precisou do Armagedon pra ela ter coragem. O que é irônico, pois não morrer sozinho foi uma das razões que me levaram a casar.
Penny: — Sua colega de quarto era sua esposa (quando Penny diz, mais cedo, que via a companheira de quarto dele entrando em casa com o namorado, sendo que essa mulher era esposa de Dodge e o traía).
Dodge: — Minha esposa era minha colega de quarto.

E o final, o desenrolar, as conclusões de que cada coisa acontece no momento em que tem que acontecer… cara, ainda tô absorvendo o filme. Fiquei na dúvida entre dar 4 estrelas ou 4,5. As últimas cenas são tão dilacerantes quanto navalhas dentro de um terno Hugo Boss: elegantíssimas. E leves. Engasgaram meu choro até o presente momento, em que escrevo tentando pôr no lugar tudo que o filme se propôs a dizer.
E espero que esse fim do mundo se torne o começo de um 2013 (ou do resto do mês, pra que esperar?) onde você possa tentar, assim como eu, sentir cada sabor oferecido pela vida e parar de dar atenção somente ao amargo.

Indagações cinematográficas

Por mais realista que seja o filme, por mais intenso que seja o enredo e por mais envolvido que você esteja, não tem jeito, sempre haverá um momento em que a sua cabeça irá indagar. Pode ser em um drama, ação, romance, comédia, terror… a tal “licença poética” do diretor ou do roteiro, vai bater em você como em um aluno da 5ª série na aula de sexologia. E faz total sentido quando essas ideias se repetem, filme após filmes, tornando tudo uma espécie de “regras toscas que ninguém vai ligar de ver de novo, porque já se acostumou”.

Indagações cinematográficas

Aqui, lembrei 20 delas. Você consegue se lembrar de outras, certeza.

1– Por que na cena da escolha do vestido o amigo ou amiga nunca gostam das 10 primeiras opções?

2– Por que quando alguém vai abrir um arquivo importante no computador a tela fica tão brilhante que reflete na cara do fulano e na sala inteira (que por sinal está escura)?

3– Por que sempre que tem um café da manhã bem gostoso servido na mesa… o nego sai correndo sem comer nada: “to atrasado, um beijo, tchau”?

4– Por que as pessoas sempre vão lá fora averiguar um barulho sabendo que tem um maníaco, louco, psicopata, andando pela vizinhança?

5– Por que quando alguém está digitando no computador ou máquina de escrever não usam a barra de espaço?

6– Por que mesmo se você estiver em uma ilha asiática escondida do mapa todo mundo vai entender se você falar em inglês? Regra serve também para extraterrestres.

7-Por que escapar de uma perseguição em dupla, no final, um vai virar para o outro e fazer uma piadinha do tipo: “O tempo realmente estava bom para uma escapada, não?”.

8– Por que as coisas no espaço fazem um puta barulho?

9– Por que as pessoas são iguaizinhas aos seus antepassados?

10– Por que sempre que se corta o primeiro fio da bomba o relógio anda mais rápido e no segundo ele pára?

11– Por que as pessoas sempre acham vagas bem em frente ao lugar onde querem chegar?

12– Por que a menina feia da escola que não conseguia par na escola sempre fica linda com o passar dos anos?

13– Por que as maletas de dinheiro são todas organizadinhas e nunca com as notas bagunçadas?

14– Por que o atleta que está em campo consegue achar de cara, na plateia de milhões de pessoas, o amor da sua vida?

15– Por que as pessoas à beira da morte sempre conseguem falar as frases que precisam ser ditas?

16– Por que o asiático, que nasce lutando kung-fu e outras milhões de artes marciais, não importa o quanto ele seja bom, sempre vai perder para o americano que teve 5 dias de aula?

17– Por que a polícia nunca pergunta ao herói se ele teve realmente que matar aquelas 28 pessoas?

18– Por que ninguém paga os táxis?

19– Por que quando cai a linha do telefone o nego fica batendo no gancho e repetindo “alô, alô”?

20– Por que no escuro tudo é azul?

Melhores Filmes Para Assistir de Terror no Halloween

Bem, eu já estou melhor da virose, obrigada a todos que me desejaram melhoras. Mas não há nada que um vidro de xarope e um fim de semana no quarto assistindo fazendo uma sessão de horror não resolva, ou quase hahaha.
Sei que o normal é assistir e indicar antes do feriado, mas eu realmente não vejo filmes de terror a um bom tempo. Acho que já fazia quase oito anos que eu não assistia filmes assim, lembro que parei de por que meio que deu uma explosão de filmes escrotos, não dava pra saber se o filme seria de humor retardado ou realmente de terror, mas aproveitei as indicações de alguns blogs e aqui está minha lista com a sessão de terror que eu vi, espero que gostem.

O Mistério das Duas Irmãs

The Uninvited

Título Original: The Uninvited
Ano de Produção: 2009
Direção: Charles Guard e Thomas Guard
Elenco: Emily Browning, Arielle Kebbel, David Strathairn, Elizabeth Banks, Jesse Moss, Kevin McNulty e Maya Massar.

Após sua mãe morrer em um incêndio, a jovem Anna (Emily Browning) tenta o suicídio. Como resultado, vai parar em uma clínica para tratamento. Dez meses depois, Anna continua sem lembrar o que aconteceu na noite em que a mãe morreu. Apesar disto, o dr. Silberling (Dean Paul Gibson) resolve lhe dar alta. Anna é então levada de volta para casa por seu pai, Steven (David Strathairn), um escritor de sucesso. Lá ela encontra Rachel Summers (Elizabeth Banks), a enfermeira de sua mãe, como sua madrasta e também sua irmã, Alex (Arielle Kebbel). Logo Anna passa a ser assombrada por fantasmas, que a fazem acreditar que Rachel matou sua mãe.

A Última Casa da Rua

Título Original: House At the End Of Street
Ano de Produção: 2013
Direção: Mark Tonderai
Elenco: Jennifer Lawrence, Max Thieriot, Gil Bellows, Elisabeth Shue.

Elissa (Jennifer Lawrence) e sua mãe Sarah (Elisabeth Shue) encontram a casa de seus sonhos numa pequena cidade no sul dos Estados Unidos.A casa delas é a penúltima da rua,depois de uma breve floresta está a última casa da rua e nesta mesma aconteceu um assassinato há 4 anos atrás,onde a filha Carrie Ann matou os pais com um martelo.O único sobrevivente da tragédia é o irmão mais velho Ryan Jacobson (Max Thieriot) que se envolve amorosamente com Elissa.Sua mãe a avisa que não quer que ela fique sozinha com ele em sua casa pois todos dizem que Ryan é muito misterioso.Infelizmente,Elissa não ouve sua mãe.

Deixe-me Entrar

Título Original: Let Me Im
Ano de Produção: 2011
Direção: Matt Reeves
Elenco: Chloë Grace Moretz, Kodi Smit-McPhee, Richard Jenkins, Sasha Barrese  e Cara Buono.

Owen (Kodi Smit-McPhee) é um garoto solitário, que vive com a mãe e é sempre provocado pelos valentões da escola. Um dia ele conhece, perto de sua casa, Abby (Chloe Moretz). Sempre nas sombras, ela aos poucos de aproxima de Owen e logo se tornam amigos. Só que Abby possui um segredo: ela é muito mais velha que sua aparência indica e necessita de sangue para sobreviver. Para consegui-lo, seu acompanhante (Richard Jenkins) realiza assassinatos na surdina, de forma a retirar o sangue das vítimas e levá-lo para Abby.

A Orfã

Orphan

Título Original: Orphan
Ano de Produção: 2009
Direção: Jaume Colete-Serra
Elenco: Vera Farmiga, Isabelle Fuhrman, Peter Sarsgaard, Aryana Engineer, Jimmy Bennett  e CCH Pounder

Kate (Vera Farmiga) e John Coleman (Peter Sarsgaard) ficam arrasados devido a um trágico aborto. Apesar de já ter dois filhos, Daniel (Jimmy Bennett) e a surda muda Maxime (Aryana Engineer), o casal decide adotar uma criança. Durante uma visita a um orfanato, os dois se encantam pela pequena Esther (Isabelle Fuhrman) de nove anos e optam rapidamente por sua adoção. O que eles não sabiam é que estranhos acontecimentos fazem parte do histórico da menina que passa a se tornar, dia após dia, mais misteriosa. Intrigada, Kate desconfia que Esther não é quem aparenta ser, mas devido ao seu passado de alcoolismo tem dificuldades de provar sua teoria.

O Segredo da Cabana

 O Segredo da Cabana

Título Original: The Cabin in the Woods Ano de Produção: 2012 Direção: Drew Goddard Elenco: Kristen Connolly, Chris Hemsworth, Anna Hutchison (e mais)
A jovem Jules (Anna Hutchinson) resolve levar seus amigos Curt (Chris Hemsworth), Dana (Kristen Connolly), Holden (Jesse Williams) e Ronald (Tom Lenk) para uma viagem diferente nas montanhas, numa cabana situada no meio da floresta, isolada de tudo. Mas o que era para ser somente um momento de muita curtição entre a turma, acaba se transformando em algo que suas mentes jamais imaginariam.
Todos são incríveis, com momentos de suspense e horror que eu realmente gostei, talvez uma exceção seja “O Segredo da Cabana”, por que, bem… é aquele estilo de filme que eu citei no inicio, porem com uma melhorada. E vocês, o que viram nesse fim semana? Comentem!