Gossip Girl Psycho Killer – Resenha

Sou apaixonado demais pela série literária Gossip Girl, do primeiro ao décimo terceiro volume. Em 2012, quando Gossip Girl Psycho Killer foi lançado aqui, fiquei louco pra ler, mas por causa da faculdade não deu. Eis que semana passada comprei e numa bocada li, pensando em desistir diversas vezes. É um pouco arrastado, perde identidade e não faz sentir nostalgia. Sabe por quê?

Porque não é engraçado, nem divertido e não tem novidade nenhuma que faça valer a compra do livro, infelizmente. A história é a mesma do primeiro volume, pois Cecily von Ziegesar apenas reescreveu e enfiou um monte de sangue, referências a séries como Dexter e filmes como Sexta-Feira 13:
Depois de desaparecer durante um ano entre viagens pra Europa e o internato, Serena van der Woodsen retorna para Manhattan roubando a atenção (e o namorado) de quem deveria ser sua melhor amiga, mas acaba se tornando sua pior inimiga, Blair Waldorf. Entre assassinatos de pessoas avulsas, apartamentos gigantes, roupas da moda, montes de dinheiro, rodadas de drinques, sexo e a narrativa irônica da “Garota do Blog” (me recuso, em nome de Jesus) a dúvida que fica é: Serena vai decepar a cabeça de Blair antes que Blair estripe a ex-melhor amiga?
Na série original, uma sinopse dessa soa fútil, mas lendo a história você percebe que mesmo que role certa admiração por um mundo de riquezas e exageros, a narrativa é irônica, crítica. Isso não dá pra perceber em Psycho Killer, o que deveria se traduzir pelo fato de meninas do terceiro ano matarem quem quiserem, a torto e a direito, só porque estão de chilique, criticando o egocentrismo da alta sociedade, que acha que pode fazer tudo. Mas isso é sufocado por uma tentativa boba de fazer mais dinheiro reescrevendo o primeiro volume da série, transformando todos em potenciais assassinos.
As mortes poderiam beirar o ridículo para serem, ao menos, engraçados, mas são tão pouco explorados que ficam mais deslocadas do que a real intenção do livro. Tudo bem que Serena é uma loira altíssima, a garota mais sedutora que seus olhos jamais viram, mas sua tranformação em psicopata é vazia e, repito, nem um pouco engraçada.
É só no final, com todo mundo querendo se matar, que a coisa parece pegar o ritmo, mas aí o livro acaba com aquela sensação escrota de “que merda é essa?!”. E não é conclusivo, o final não é fechado. Fica aberto, dando corda pra qualquer outra maluquice que Cecily pense pra ganhar mais dinheiro.

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Durante todas as mortes em lugares como elevadores do prédio, calçada da pizzaria na frente de todo mundo, tentei visualizar cenas de sitcom, absurdas como um Todo Mundo em Pânico dentro de sapatos Louboutin, mas não rola. Primeiro que poucas mortes têm uma descrição decente e o clima que Cecily gera pra cena não fica leve, não fica cômico. Ela não tem jeito pra isso e as mortes ficam comuns, sem sal, só com exagero de sangue e cabelo queimado. Fica gore e patético.
O que me fez ser fã da série de livros original, além da acidez da narradora Gossip Girl, foi a sensibilidade de Cecily tratar das amizades que permanecem desde que as personagens eram pequenas, as viagens de família, a primeira vez, essas coisas de “menininha”. A maior qualidade dos livros não foi aproveitada aqui, se tornando um pedaço de madeira oca, sem nada a dizer, sem nada por dentro. Sem alma, apesar das personagens serem impecáveis em temos de construção (excluindo os momentos de psicopata), suportando nas costas o peso-pena dessa história.
Isso sem falar no formato do livro, que mede 22,5cm de altura contra os 20,5cm do formato original, ou seja, ele não vai uniformizar a coleção na sua estante (que bom que na minha ele não vai ficar, já que vou no sebo trocar por qualquer outro livro, talvez algo do Stephen King pra ficar no clima).

Gossip Girl Psycho Killer

É uma decepção, realmente. Cecily é uma de minhas autoras preferidas só por causa da série que a deixou famosa, mas se The Carlyles (spin-off da série original) seguir o modelo de futilidade encontrada em Gossip Girl Psycho Killer, vou ter de dar as costas pra ela. 

Pretty Little Liars: quarto nerd

Quero compartilhar com vocês o quarto do Lucas, da série que eu adoro assistir pela amizade das meninas, pelas roupas e pela decoração, Pretty Little Liars. É quase um “como fazer decoração nerd”, pois o cara é um maníaco por quadrinhos, super-heróis, card games e RPG! Olhe e se inspire!

1. Quando fecha a porta, tem um pôster com tiragem limitada a 100 unidades da Wondercon 2012, da Califórnia, chamado de Choose Your Ride. É um pôster oficial da DC Comics e custava US$ 49,90 no evento, hoje deve custar MUITO mais.

Pretty Little Liars: quarto nerd

2. Não entendi muito bem a finalidade dessa cortininha pela metade. Só pra impedir o Sol de acertar os olhos do Lucas ou influenciar na iluminação do computador? Enfim, se fosse uma cortina maior, a estampa ficaria foda demais, influenciada por séries de ficção científica como Star Wars.
3. A ideia da coleção de quadrinhos raros pendurada na parede é ótima e queria muito reproduzir no meu quarto. Como prender na parede? Repare que todas as HQs estão ensacadas (custa uns R$ 5,00 o pacote com 50 na loja de quadrinhos) e estão vendendo uma massinha que dá pra colar coisas leves nas paredes sem danificar nada (o pôster/quadrinho ou a parede), chamada de Multi-Tak. Procure em papelarias, casa de material de construção ou sites. Eu penso em prender com fita dupla-face espumada, mas quando for tirar, corro sério risco de perder o saquinho protetor e descascar a parede.
4. Na mesa, mouse pad, caneca e mug de café pra viagem estampados com o que parece ser o super-herói preferido dele, o Superman. O legal de ter objetos temáticos é que eles dão efeito no ambiente sem ser necessário que o lugar inteiro siga o padrão. Você vê que a mesa dele não é nada de mais, mas com esses objetos ela ganha vida. São baratos e úteis.

como montar quarto Pretty Little Liars

5. Quadrinhos históricos do Homem de Aço estão fixados na porta do closet do mesmo jeito que as HQs nas paredes. 
6. A coleção de bonecos de vinil são expostas em nichos (com vidros são opcionais, mais caros e acho que feitos sob medida), desses que saem a menos de R$ 20,00 em lojas como Leroy Merlin.
7. A coleção de livros de RPG e card games é absurda! Até morreria de inveja se eu não tivesse uma caixa cheia de cards e livros do mesmo assunto. Logo em cima, temos estatuetas LINDAS de edições deluxe, caríssimas lá fora e aqui mais caras ainda.
8. As figuras de ação a.k.a. bonecos articulados estão lacrados e armados nessa prateleira super barata que também dá pra encontrar em lojas como a Leroy. A estante sem graça ganha e expressa a personalidade do dono do quarto.

9. A beliche em “L” com estantes facilita quando há visitas ou se você divide o quarto. Além de parecer aquelas cabanas que adorávamos fazer com lençóis quando mais novos. Me sinto num navio quando durmo numa dessas ♥
10. O baú é pra esconder bagunça, serve pra sentar, não é caro e é totalmente customizável. O quarto do Lucas tem mobiliário e design MUITO comuns! Tire todos os elementos enumerados aqui e o ambiente perde a graça toda! Se apoiar em coleções pra decorar é uma boa pra quem mora em casa alugada ou quer mudar sempre.
E eu, como bom amante dessa temática “nerd” (apesar de não ser), acho que esse quarto é tudo de bom. Tenho até vontade de ser amigo dele, de boa.
CHECKLIST:

1. Quadrinhos Novos 52, DC Comics, publicados no Brasil pela Panini Comics – preços variam, mas essas duas revistas (Superman e Lanterna Verde) custam hoje R$ 7,20 e R$ 6,50, respectivamente.

2.Beliche em “L”, preços a partir de R$ 600,00.

3.Trading Card Game Magic, The Gathering – Duel Deck Venser vs. Koth, R$ 55,00.

4. Pokémon Trading Card Game Black 2 & White 2 – Poderes Emergentes, R$ 25,00.

5. Yu-Gi-Oh! Trading Card Game – Malik Structure Deck, R$ 65,00.

6. EstatuetaBatman Black Costume – Kotobukiya Art FX, 28cm, US$ 90,00.

7. Estatueta Catwoman DC Direct Deluxe, 48cm, US$ 335,00.

8. Estatueta New 52 Superman – Kotobukiya Art FX, 19cm, US$ 39,99.

9. Pop! Heroes – Batman, a partir de R$ 50,00.

10. World of Warcraft Aftermath Trading Card Game – Dungeon Deck The Deadmines, R$ 65,00.

11. Pôster Choose Your Ride – Wondercon 2012, US$ 50,00.

12. Caneca Superman, a partir de R$ 15,00.

13. Mug de café para viagem, a partir de R$ 50,00.

14. Estatueta Yu-Gi-Oh! Yami Yugi, 24cm, R$ 70,00.

15. Estatueta Star Wars Darth Maul Art FX, com sabre que acende, 28cm, US$ 119,00.

E serve também como lista de presentes, pra quem quiser me dar. Meu aniversário é dia 11 de setembro, fica a dica. Quero muito!

Romance de primavera

Não sei se você leu algum texto meu sobre relacionamentos pra saber que sou daqueles que esperam um príncipe. Não num cavalo branco (talvez numa Harley) e nem precisa ser loiro. Só precisa mesmo transformar em realidade os carinhos físicos e verbais que devaneio todos os dias antes de dormir. E os romances de primavera são assim: têm validade e mudam sua vida.

Romance de primavera

Tive meu romance de primavera. Considerei muito escrever essa postagem, logo agora, bem depois do começo mágico e final trágico, que carrega em essência toda a esperança que um dia quis pra mim. Só acho que seria legal compartilhar com vocês a experiência, o sabor do doce ao amargo. Do início ao fim, enfim.
Pois é quando a estação muda. É quando você decide sair de casa à meia-noite, ignorando todas as probabilidades de não haver mais conduções para as duas horas que levará pra chegar na casa do cara que você conheceu na mesma noite, pela internet. E você pensa: ele vai embora em menos de um mês. Se eu deixar esse sábado pra lá e encontrá-lo apenas na segunda, deixarei dois dias se afastarem. Estaremos dois dias mais mortos. 
E é quando você é surpreendido na portaria por um cara pouco mais baixo, de sorriso fofo e roupas comuns. O cara não tem nada de especial, não chama atenção nenhuma, mas mesmo assim você sente curiosidade, quer saber quem ele é, de onde veio. No sofá, numa conversa de apresentação, você descobre que se sente mais à vontade com ele do que com o cara por qual sente paixão desde os 15 anos. É aí que você sabe que a viagem valeu a pena, só pela conversa.

Romance de primavera mais detalhes

E é quando vocês atravessam a noite sem calar a boca, quando você vê o cansaço nos olhos dele e decide dormir ali, compartilhar a cama na inocência idiota de qual todo mundo adora rir. E é quando, quatro horas depois, você não aguenta ver a boca dele se mexer e a puxa para junto da sua, só pra mapear os lábios que só falam coisas azuis. Só pra quebrar o paradigma. Você beija um estranho e sente que estranho é o mundo que você conhecia até então.
E é quando a semana voa e você compartilha quase todos os dias com aquele presente amaldiçoado, aquela bomba-relógio de corações taxidermistas. É quando aproveita cada centímetro de pele e cada tonicidade do sotaque, porque sabe que ele vai embora, porque sabe que ele tem um avião pra pegar, porque sabe que as flores só desabrocham pra morrer. É pra isso que nascemos, pra morrer. Romances assim nos deixam clara a alternativa de viver nesse meio-tempo. 
E é quando, no sábado posterior ao que vocês se conheceram através da alma, quando você não consegue mais conter o impulso de quebrar todas as regras da sociedade e roubá-lo desse planeta para qualquer buraco escondido que possa abrigar a realização de seus mais profundos desejos de carinho, que ele te diz ter outra pessoa. Que te diz já ter encontrado alguém com quem ele gostaria de passar o resto da vida.

E é quando você grita e xinga. É quando chora e não consegue dormir. É quando o odeia por, justamente, gostar demais. Mais do que deveria, mais do que achou que poderia. É quando você chora no escuro do quarto e não consegue dividir a cama. É quando você o abraça e ignora o tempo restante para que ele volte ao país de origem: você sabe que depois que passar por aquela porta, não vai mais vê-lo. Nem por orgulho, nem por falta de vontade, mas por precaução. 
É quando te oferecem o paraíso e o substituem pelo inferno. É quando você lava o rosto na pia do banheiro e cantarola qualquer coisa apenas pra disfarçar a respiração acelerada e a voz tremida. É quando você não consegue ouvir 90% das músicas do seu player sem querer cair no chão e derreter em água e sal. 
É quando você o abraça e, beijando sua testa, sente as escamas de uma granada sem pino, pronta pra explodir e obliterar todos os apartamentos daquele prédio. É quando você passa pela porta e respira fundo: ele te deixou ir. Na rua, uma folha cai sobre seu casaco. É quando você olha para o apartamento e diz um “eu fui seu” sem falar absolutamente nada.
É quando você larga a folha no chão e deixa o vento soprá-la para longe, para junto com a estação das flores: você também precisa deixá-lo ir.
Aqui tem a tradução da música, que apesar de ser “summertime”, traduz muito bem o que um romance de primavera (ou verão) faz com alguém. O que fez comigo.

O “MacGuffin” e o novo velho mestre do suspense

Sir Alfred Joseph Hitchcock, nascido em Londres no ano de 1899, foi um dos mais importantes cineastas da história, por todas as suas técnicas inovadoras.  Por trás das câmeras tinha um estilo único de criar suspense sem perder o bom humor.

MacGuffin

Hitchcock tinha ótimo relacionamento com seus amigos e atores, gostava de brincar e pregar peças em todos de modo que isso os envolvia mais pessoalmente e profissionalmente. Certa vez ele convidou os amigos para um jantar em sua casa e disse para um dos convidados que se tratava de uma festa a fantasia. Enquanto isso, os demais convidados viriam trajando roupas sociais normalmente.

Uma das técnicas usadas pelo mestre do suspense era o chamado elementoMacGuffin , que se resume em uma motivação ou um elemento pelos quais os personagens de um filme agem durante o desenrolar da trama e que, na grande maioria dos casos, perde o significado com a aparição ou descoberta de uma nova ação na história.

A técnica, além disso, também poderia se basear em centrar a atenção do espectador em um objeto mostrado em foco e diversas vezes, como um isqueiro, uma chave, uma maleta, entre outros.

No filme Pacto Sinistro o “MacGuffin” era um isqueiro envolvido na trama No vídeo a seguir vocês podem compreender o conceito também com as próprias palavras de Alfred Hitchcock.

E a tempo do Oscar 2013 a Fox Searchlight irá lançar o filme Hichtcock e ninguém melhor para interpretá-lo do que Anthony Hopkins. O longa contará os bastidores do clássico e renomado Psicose, no elenco além de Hopkins na pele de Hitcock teremos, Jessica Biel (Vera Miles), Scarlett Johansson (Janet Leigh), James D’Arcy (Anthony Perkins, o Norman Bates).

Primeiro poster do filme Hitchcock com Anthony Hopkins

Nicolas é sempre Nicolas

Dizem que ele só começou na carreira cinematográfica, porque era sobrinho do Francis Ford Copolla. Maldade! Nicolas Cage tem um talento incompreendido. Talvez lá no fundo, lá no fundo mesmo, ele seja o cara certo para determinados papéis. E suas escolhas provam isso. A cada filme, a cada produção, esse ator não tão estimado pela crítica, se molda para representar personagens complicados… ou nem tanto, vai. A questão que fica, porém, é: como ele consegue transformar TODOS os seus personagens em Nicolas Cage? Coisa para poucos. A prova são essas rápidas sinopses de seus filmes.

Não importa o personagem. Ele vai ser Nicolas Cage.

A Rocha

Nicolas Cage é um cara frio, com um cabelo muito feio, sofrido pela guerra e conhece muito sobre bombas. Ele se infiltra no presídio de Alcatraz para desmascarar o plano dos malfeitores e salvar os EUA. No fim tudo explode.

Con-Air

Nicolas Cage é um cara frio, com um cabelo muito feio, sofrido pela guerra e conhece muito sobre golpes. Ele vai preso, mas, na hora de ser libertado, algo dá errado no avião. Ele se infiltra entre os bandidos para desmascarar o plano dos malfeitores e salvar os EUA. No fim tudo explode.

A Outra Face

Nicolas Cage é um cara frio, com um cabelo não tão feio, sofrido pela guerra contra o crime, que matou seu filho. Ele se infiltra no presídio – depois que troca de cara com o seu inimigo – para descobrir o plano dos malfeitores e salvar os EUA. No fim alguma coisa explode.

Cidade dos Anjos

Nicolas Cage é um anjo frio, com um cabelo passável, sofrido por não conhecer o amor. Ele se infiltra entre os humanos para se apaixonar pela Meg Ryan e desmascarar os EUA por gostarem dos filmes da Meg Ryan. No final ela explode.

Olhos de Serpente

Nicolas Cage é um policial frio, com um cabelo feio, e corrupto, que sofre com o sistema. Ele se infiltra entre a máfia do boxe para ajudar um amigo a desmascarar um crime que salvará os EUA. No fim não lembro se algo explode.

8mm

Nicolas Cage é um detetive frio, com um cabelo feio de novo, sofrido por assistir a tanta violência. Ele se infiltra no submundo da pornografia para desmascarar um assassinato que irá chocar os EUA. No fim uma fita explode.

Vivendo no Limite

Nicolas Cage é um motorista de ambulância frio, com um cabelo ruim, e sofrido por ter que lidar com tantos acidentes. Ele se infiltra em sua própria mente para se auto-ajudar e, indiretamente, salvar o sistema de saúde dos EUA. No fim o espectador explode… de depressão.

60 segundos

Nicolas Cage é um ladrão de carros frio, com um cabelo nota 5, sofrido por ser muito foda e não ter carro que não consiga roubar. Ele tem um desafio de roubar 50 carros e se infiltra numa gangue para desmascarar os sequestradores do seu irmão e tentar comer a Angelina Jolie na frente de todos os EUA. No fim muitos carros explodem.

A Lenda do Tesouro Perdido

Nicolas Cage é um Indiana Jones frio com um cabelo tenebroso de feio, que sofre por não ter descoberto nenhum tesouro decente. Ele se infiltra na biblioteca, pega um papel, fala que é um mapa importante e vai desmascarar o sistema de segurança das bibliotecas dos EUA. No fim ele acha o tesouro, mas ele explode.

Motoqueiro Fantasma

Nicolas Cage é um motoqueiro de verdade frio, com um cabelo bagunçado, que tenta lidar com seus medos. Ela faz um pacto com o diabo e se infiltra no submundo do mal para desmascarar as coisas horríveis por entre becos dos EUA. No fim ele pega fogo, mas não explode.

Mas Cage, apesar de todas as suas facetas impressionantes, não é uma peça exclusiva na cena hollywoodiana de repetições. Faça você um exercício de memória e pense mentalmente nas sinopses dos filmes de Tom Cruise, Jack Nicholson, Julia Roberts, Jack Black, Adam Sandler, aqueles em que o Eddie Murphy se transmuta em alguma coisa bizarra… e por aí vai. É como se todos frequentassem a escolinha Eri Johnson de personagens. Um pouco irritante, mas como não amar tanta canastrice?


Feio, cabelo feio pra cacete.

Uma balbúrdia de direção

E se um filme pudesse ser feito em colaboração entre Stephen King, Alfred Hitchock, Oliver Stone, Woody Allen, Tim Burton, Steven Spielberg, Cameron Crowe, Martin Scorsese, Stanley Kubrick, David Lynch e M. Night Shayamalan? Talvez, talvez… ele pudesse ser algo parecido com isso:

É uma noite de 6a feira e nós cinco, amigos de infância, estávamos saindo de uma festa em Nova York. A conversa girava em torno dos tempos em que éramos garotos em uma pequena escola no Maine. As escapadas para o lago, as corridas de bike, a banda, as garotas e o senhor Levinsky. O velho tinha um segredo naquela casa assustadora. A princípio parecia apenas solitário e nada mais. Até o dia em que o cachorro de um dos rapazes morreu atropelado. (aqui entra uma animação em stop-motion para contar como foi a morte do cachorro). Houve um funeral e um enterro. Eu mesmo me encarreguei da cova do pobre animal. Na manhã seguinte, porém, o buraco estava aberto e o cão não estava mais ali. A investigação deu início e o que descobrimos foi horripilante: todas as provas levavam para a casa do senhor Levinsky. Mas por que aquele homem queria um cachorro morto?


Daquele dia em diante revezávamos para observar os movimentos que iam e vinham daquela casa. Eram tempos de guerra e as pessoas andavam desconfiadas. Nada era o que parecia. Meu irmão mais velho era o exemplo sincero e cruel do que os campos do Vietnã faziam aos jovens. As vezes ele saia de casa gritando, se abaixava nos arbustos e fingia atirar contra a casa do senhor Levinsky. Ele dizia que o inimigo nos vigiava. Seria uma coincidência sinistra ou havia mesmo algo acontecendo naquela casa? Contei aos rapazes e decidimos que entraríamos naquele lugar.
O telefone tocou. Meu casamento estava em crise e eu sabia quem era. Há um ano, minha esposa e eu estávamos em Roma. A cidade, que tornou-se meu lugar favorito no mundo, também foi o início de um momento estranho na minha vida. Certa noite, voltávamos para casa e fomos abordados por uma espécie de gangue de palhaços que nos convidaram a um circo de rua. Nos entreolhamos, rimos e aceitamos. Quando chegamos nos vimos em um lugar em que, ao invés de mágicas e malabarismos, tinha o palco central ocupado por casais que falavam sobre suas vidas íntimas. A cada resposta em que havia uma discussão ou discordância, um balde de água caia na cabeça de um deles. Depois, vinha uma torta na cara. No começo achávamos graça… até chegar a nossa vez. De lá para cá nossa relação se tornou uma bagunça. A cada vez que brigávamos e eu falava “olha a torta”, ela me atacava alguma coisa irritada. Numa dessas confusões saí de casa e me encontrei com os rapazes. Agora me lembro que, assim como hoje, falamos também sobre o senhor Levinsky. Lembramos o caso “luz verde”, quando, certa madrugada em que roubávamos algumas amoras no quintal do meu velho e esquisito vizinho, observamos no céu, ao longe, uma luz verde… eliptica e veloz… que caiu bem próxima ao lago. Mas algo estava estranho. Minha cabeça girava e, antes que pudessemos decidir se iríamos ou não ao local da queda, adormeci. E não vi mais os caras. Lembro que acordei ainda no quintal do sr. Levinsky e do seu quarto vinha uma luz forte, brilhante, intensa e verde. Na conversa dessa noite descobri que nenhum dos rapazes tinha visto o que eu vi. Disseram que também adormeceram naquela noite, mas, diferente de mim, acordaram em suas camas. Nunca soubemos o que aconteceu ali, mas era mais um motivo para irmos à casa misteriosa.
Precisávamos de um plano. E o iniciamos. (em meio a papéis, gráficos, risadas, teorias conspiratórias… sobe trilha sonora “Light Years”, do Pearl Jam). Da janela alguém observava e parecia olhar para nós vez ou outra. A ideia era fingirmos um acidente de bicicleta e pedirmos ajuda. Neste momento, um cadilac pára nas proximidades. Três caras vestidos em um terno fino e alinhado tocam a campainha do senhor Levinsky. Garanto que vi um mexer em algo que parecia uma arma. A porta não se abre. Um deles nos vê e parte em nossa direção. “Ei garoto”, diz com sotaque italiano. “Vocês conhecem o velho?”. Todos nós indicamos uma negativa, mas ele insistiu. “Ele tem algo para gente. Estamos juntos há muito tempo. Assuntos pendentes”. Continuamos calados. “Se o virem por aí, digam que Joe Maletti quer vê-lo, certo?”. Sim, respondemos. Nos deram uma nota de 50 pratas e se foram. O cara tinha uma arma, meu Deus. Ficamos em dúvida sobre seguir em frente. Na verdade, desistimos rapidamente. Juramos, então, que se algo acontecesse… voltaríamos.
O celular tocou novamente naquela 6a feira. Acabávamos de nos despedir. Era minha mãe. Meu irmão havia desaparecido há uma semana e ela só me falava disso agora. Precisava da minha ajuda. Voltei naquela mesma noite para o Maine. Ao chegar quis entender com minha mãe sobre o acontecido, os últimos passos do meu irmão e o que ele havia falado. Fiquei pálido. Disse ela que ele falou algo sobre uma luz verde antes de sair. Eram 0h30 quando liguei para os caras e 14h quando todos já estavam na minha antiga residência. Depois de tudo dito, permaneceu um silêncio incomodo. Não havia outra opção a não ser cumprir a nossa promessa.
Nem sabíamos se o senhor Levinsky estava vivo ainda. Minha mãe também não sabia. Nada acontecia naquela casa há anos. Atravessamos a rua e tocamos a campainha. Nada. Batemos na porta e nenhuma ação. Forçamos um pouco a porta e ela se abriu. Tudo parecia abandonado, mas os móveis estavam intactos. Procuramos em todos os cômodos inferiores como se adíassemos o encontro com o quarto de onde vinha a tal luz. Um tanto sem coragem ainda, subimos os cinco. Finalmente estávamos de frente com o local de nossos medos primários, a fonte de tanto mistério. Giramos a maçaneta e lá estava meu irmão. Sentado, quieto, comendo as amoras que outrora existiam no quintal. Não respondia. Parecia não estar ali. O chamei, sacudi, dei-lhe um tapa no rosto… e ele, finalmente, sorriu e ele apontou o armário. De dentro dele, pelas frestas, vinha a luz verde, que iluminava a escuridão do quarto. Caminhei até a porta do móvel e parei. Os rapazes apenas olhavam e um deles amparava meu irmão, que não desgrudava os olhos de mim. Contei até três mentalmente e abri. Era uma escada que levava a uma câmara no sótão. Estavam lá os mafiosos, minha esposa, o cachorro e o senhor Levinsky vestido em uma fantasia de alienígena. Todos observavam um pote no chão, de onde saia a luz verde. Cada um jogava um pouco de amora e depois retirava para comê-las. Fui até o círculo e tentei retirar minha esposa daquele momento seita bizarra. Não era ela. Era um boneco. Assim como todos os outros ali. Os rapazes subiram e me olharam. O mais velho, John, sorriu e contou que a cidade como conhecíamos já não existia. Nem cidade e nem nada. Na verdade, as memórias eram falsas. A não ser nossos pais, familiares e casa. Não tinha havido mais nada. “E onde estamos, quem é você?”, quis saber. “Sou o John mesmo. Mas, sinto muito, estamos no Vietnã”, ele respondeu. “Não existe casa. Isso é um galpão de testes. Eles tem nos dado drogas disfarçadas de amoras. Nos dão para que pudessemos superar nossos medos. Cada um deles… e tudo tem início nos nossos medos de infância. Esse era o teste, soldados sem medo de combate”, falou John. Não restava nada. Não havia esposa (talvez uma enfermeira), não havia cachorro (talvez o início dos experimentos), máfia (talvez homens do governo)… droga nenhuma. “Ah, sim. Mas há uma coisa mais que existe”, disse John. Neste momento, entra um homem, vestido de médico, com a placa no jaleco “Levinsky, Paul”. Sorri e aponta uma luz verde no meu rosto.

Moral da história:

Não é porque você tem uma seleção dos melhores que vai conseguir que algo fique realmente bom. A visão única, exclusiva e particular, tanto no roteiro quanto na direção, é essencial. Fique atento quando vendem um filme com um grande nome na produção, por exemplo. Isso pode não significar absolutamente nada. O bom cinema não está só nos grandes nomes.

Meryl Streep e a beleza: uma de nossas atrizes preferidas conta como rejeitou – e rejeita – o papel de diva

O pessoal do canal Blank on Blank, do YouTube, transformou uma entrevista sensacional de Meryl Streep em vídeo/ Foto: Reprodução YouTube

Foi em 2008, mas na última terça-feira (24) a internet recuperou uma das entrevistas mais interessantes feitas com Meryl Streep — trabalho da jornalista Christine Spines para a Entertainment Weekly. Os melhores trechos se transformaram em um vídeo animado feito pelo canal do YouTube Blank on Blank. É assistir e se apaixonar um tiquinho mais pela atriz de ideias tão diversas daquelas geralmente associadas a Hollywood.

Entre muitos suspiros, Meryl fala pouco sobre seu ofício — “é muito humilhante imaginar a vida verdadeira de outra pessoa e sua dor… é a minha droga” — e bastante sobre a pressão para ser bonita na indústria do cinema, um problema que ela penou para resolver. “A única coisa que foi implacável pra mim é como você se apresenta em público. Não conseguia sossegar com isso, me levou à loucura”.

Tudo começa quando ela relembra o hábito deselegante do entendido de celebridades Earl Blackwell, que adorava criticar seu guarda-roupa. “Você não deve falar mal dos mortos, mas Earl Blackwell finalmente morreu, e eu estive em sua listinha das mais mal-vestidas todos os anos“, diz a atriz.

A jornalista então questiona: “Mas você escolheu uma carreira que é totalmente preocupada com essas coisas”. Ao que Meryl responde: “Não foi a carreira que escolhi. A carreira que escolhi foi uma especialização em Drama na faculdade, em Yale, quando interpretei uma mulher de 90 anos, um de meus papéis mais celebrados. Fiz uma pessoa muito gorda, fiz um monte de coisas diferentes. Nunca pensei que estaria na capa das revistas, usando coisas da moda. Não sou eu. Mas é isso que o estrelato no cinema implica”.

meryl streep velhinha

Ser boa atriz não é o bastante em Hollywood?/ Foto: Reprodução YouTube

Meryl relembra também que já foi chamada de horrorosa num teste. Mas ela deu a volta por cima com elegância. Era o teste de “King Kong”, com o produtor italiano Dino De Laurentiis, famoso por filmes de ficção científica e horror realizados ao longo de sete décadas.

“Dino De Laurentiis estava sentado lá, conhecendo todas aquelas garotas, e eu realmente tentei parecer bonita. Seu filho estava na sala, e Dino falou com ele em italiano. Eu sei italiano, eu estudei. Ele disse ‘por que você me mandou essa leitoa? Ela é tão brutta [ruim]‘. Olhei pra ele e disse ‘mi dispiace molto, ma’

. Ele estava tão acostumado a tratar garotas como meninas com a cabeça vazia. Claro que ele nunca imaginou que uma pessoa loura pudesse falar italiano”.

Os julgamentos de todos os lados não devem ser piores do que o artigo de uma revista de 67. Ainda bem que mudou!/ Foto: Reprodução YouTube

Os julgamentos de todos os lados não devem ser piores do que o artigo de uma revista de 67. Ainda bem que mudou!/ Foto: Reprodução YouTube

Na parte final da entrevista, Meryl compara o passado com o presente e mostra como se tornou mais fácil ser mulher hoje (embora ainda existam muitas dificuldades). Suas filhas, inclusive, ficaram chocadas com o sexismo que existia quando viram uma revista de 1967 encontrada pela mamãe cheia de Oscars.

“Encontrei meu kit de tricô na semana passada. Havia um suéter na metade feito para um namorado, há muito tempo, e o guia para tricotar estava numa revista, na Women’s Day Magazine, de 1967. Olhei e não consegui acreditar. Havia um anúncio enorme que dizia ‘escolha a única profissão onde você pode ganhar tanto quanto um homem. Seja uma contadora’. Sim. Tinha uma coluna ‘o que os homens dizem sobre as mulheres’ onde estava escrito que a pior coisa que um homem pode fazer por uma mulher é deixá-la chegar ao topo. Era um mundo muito diferente. É difícil explicar isso às pessoas”.

Ative as legendas (em inglês) e se prepare para adorar um pouquinho mais Meryl Streep:

Jurassic Park: como estão hoje os principais atores do filme de Steven Spielberg

O monstruoso T-Rex de “Jurassic Park – O parque dos dinossauros” assustou plateis do mundo inteiro

Primeiro Jurassic Park como estão hoje os atores

Nesta quinta-feira (13) faz exatamente 20 anos que “Jurassic Park – O parque dos Dinossauros” estreou nos cinemas brasileiros. Um dos principais filmes na longa carreira repleta de sucessos do diretor Steven Spielberg, “Jurassic Park” é uma das produções mais influentes das últimas décadas. Provou que a computação gráfica poderia ser usada para contar histórias marcantes e criar um bom tipo de entretenimento.

O filme também é recordista de bilheteria. A superprodução custou US$ 63 milhões, mas obteve quase US$ 1 bilhão. É a 18ª maior arrecadação da história do cinema. Os dinossauros e efeitos especiais do longa envelheceram bem e continuam impressionando após todos esses anos. Mas onde foram parar os atores principais do clássico de Spielberg? Colherada preparou uma lista mostrando o que Sam Neill, Jeff Goldblum e outros membros do elenco fizeram nesses 20 anos.

SAM NEILL

Sam Neill em "Jurassic Park" e "Alcatraz"

Sam Neill em “Jurassic Park” e “Alcatraz” / Fotos: Reprodução e Divulgação

Sam Neill participou de alguns filmes importantes, como “O Homem Bicentenário” (1999) e voltou ao parque dos dinossauros em “Jurassic Park 3“. Mas se deu melhor na televisão. Fez diversos papeis para séries e filmes exclusivos para a TV, entre eles “Alcatraz” (2012) e seis episódios da série britânica “Peaky Blinders“, ainda inédita por aqui.

JEFF GOLDBLUM

O ator Jeff Goldblum em 1993, como o Dr. Ian Malcolm, e em 2013 / Fotos: Reprodução e Divulgação

O ator Jeff Goldblum em 1993, como o Dr. Ian Malcolm, e em 2013 / Fotos: Reprodução e Divulgação

O ator já tinha feito alguns papéis em filmes de terror, como “Invasores de Corpos” (1978) e o clássico cult “A Mosca” (1986), mas seu grande papel foi em “Jurassic Park“. Participou da continuação, “O Mundo Perdido: Jurassic Park” (1997), e fez outros filmes de sucesso mediano, como “A Vida Marinha com Steve Zissou“, de Wes Anderson. Também fez várias participações em séries de TV, como “Will & Grace” e “Lei e Ordem“. Seu papel mais recente foi uma ponta na série “Portlandia“.

LAURA DERN

26 anos após "Jurassic Park", Laura Dern é a protagonista da série de TV "Enlightened"

20 anos após “Jurassic Park”, Laura Dern é a protagonista da série de TV “Enlightened”/ Fotos: Reprodução e Divulgação

Seu papel mais famoso no cinema foi em “Jurassic Park“, mas Laura Dern construiu uma sólida carreira na televisão. Ganhou um Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação como secretária de Estado da Flórida no filme para TV “Recount” (2008). Desde 2011, é a protagonista da série “Enlightened“, e ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz por sua atuação.

ARIANA RICHARDS

Ariana Richards como a jovem Lex Murphy, em 1993, e em 2013 / Fotos: Reprodução e Divulgação

Ariana Richards como a jovem Lex Murphy, em 1993, e em 2013 / Fotos: Reprodução e Divulgação

Depois de interpretar Lex Murphy na ação de Spielberg, Ariana Richards fez alguns outros filmes de pouco sucesso. Voltou ao papel e ao parque dos dinossauros em “Jurassic Park 3″ e continua fazendo algumas pontas em longas e séries. Também investiu em uma carreira na música, mas sua mistura de pop adolescente e baladas dançantes não vingou. Teve mais sucesso como artista plástica: suas pinturas impressionistas chamaram a atenção dos especialistas e ela ganhou alguns prêmios.

JOSEPH MAZZALLO 

Joseph Mazzello ainda criança em "Jurassic Park" e na série "The Pacific, em 2010

Joseph Mazzello ainda criança em “Jurassic Park” e na série “The Pacific, em 2010 / Fotos: Reprodução

O ator Joseph Mazzello era apenas uma criança quando interpretou Tim Murphy na luta para sobreviver aos dinossauros. Mas ele cresceu e participou de produções importantes, como “A Rede Social” (2010) e a série “The Pacific” (2010). Esteve também do blockbuster “G.I. Joe: Retaliação“.

WAYNE KNIGHT

Wayne Knight como Dennis Nedry, em "Parque dos dinossauros", e em 2013

Wayne Knight como Dennis Nedry, em “Parque dos dinossauros”, e em 2013 / Fotos: Reprodução e Divulgação

Depois de viver o vilão Dennis Nedry, o ator Wayne Knight conseguiu alguns papéis em grandes sucessos de bilheteria, como “Space Jam” (1996). Mas se deu bem mesmo como dublador. Emprestou sua voz a diversas animações: “Hércules” (1997), “Tarzan” (1999), “Toy Story 2” (1999), todas da Disney, e “Kung Fu Panda” (2008). Atualmente dubla um personagem da série “Apenas um Show“, do canal pago Cartoon Network.

7 esconderijos de vilões do cinema que você pode conhecer na vida real

O gigantesco satélite do filme “007 Contra GoldenEye” é uma peça central do plano de Alex Trevelyan para realizar o maior roubo da história. Na vida real, a construção é quase tão empolgante quanto na ficção. É o observatório de Arecibo, em Porto Rico, usado por astrônomos em pesquisas científicas

A mansão dos Malfoy, de “Harry Potter”

O interior da base de Stryker, de “X-Men 2″, foi criado em computador. Mas a barragem em que ela está escondida é de verdade: fica no Peter Lougheed Provincial Park, em Kananaskis, Alberta, no Canadá / Foto: Reprodução

O Asilo Arkham, lar dos mais perigosos inimigos do Batman, foi criado a partir de dois locais diferentes. A fachada é do National Institute For Medical Research, em Londres, mas a escadaria em que a polícia é atacada por morcegos em “Batman Begins” é do St Pancras Hotel, também em Londres

O esconderijo de Dominic Green, vilão em “007 – Quantum of Solace”, é um observatório astronômico. A parte mostrada no filme é a área residencial de La Residencia, no Deserto do Atacama

A enorme mansão de Norman Osborn, o grande inimigo no primeiro “Homem-Aranha” de Sam Raimi, é, na verdade, o Tudor City Apartment Complex, um prédio de apartamentos luxuosos em Nova York, imaginado como se pertencesse a um único bilionário louco. Para entrar, é preciso conhecer alguém que more lá. Mas sempre é possível ver a fachada – a única parte que aparece no longa

O edifício em que o Príncipe Vigo aparece (e mais tarde é derrotado) em “Os Caça-Fantasmas 2″ é chamado de Manhattan Museum of Art. Na verdade, é o Alexander Hamilton U.S. Custom House, a antiga alfândega de Nova York, que se tornou patrimônio histórico na década de 1970

A mansão dos Malfoy, de “Harry Potter”, é, na verdade, Hardwick Hall, em Derbyshire, no Reino Unido. A mansão real não tem os tetos pontudos, mas é totalmente aberta ao público

“20.000 Days on Earth”: documentário mostra um dia entre real e ficção na vida da lenda do rock Nick Cave

″No final do século 20, eu deixei de ser um ser humano”. Assim o australiano Nick Cave, uma das grandes lendas vivas do rock, dono de uma voz cavernosa, abre o documentário sobre sua vida – “20.000 Days on Earth” (“20 Mil Dias Sobre a Terra”). Os diretores Iain Forsyth e Jane Pollard imaginaram um dia na vida de Cave – um dia que tem muito de realidade, mas também um pouco de ficção.

Ainda gravando seus álbuns a cada dois ou três anos – o último foi “Push the Sky Away”, em 2013 -, Cave passa seus dias escrevendo em sua casa em Brighton, na Inglaterra – uma cidade que, em suas palavras, “se esforça violentamente pra entrar nas minhas músicas”. Suas melhores rimas vêm de oposições absurdas, “como uma pequena criança e um psicopata na Mongólia”.

Num dos melhores momentos do filme, Cave está no analista e recorda algumas das suas melhores lembranças de infância. “A primeira garota que beijei usava maquiagem branca até na boca, parecia uma máscara de kabuki. Me encantei tanto com ela que comecei a me vestir como mulher em casa. Meu pai começou a se preocupar que eu me tornasse um travesti″.

Sua mais remota lembrança artística foi o pai lendo para ele a primeira página do romance “Lolita”, de Vladimir Nabokov, em voz alta. Ele gagueja quando o analista lhe pergunta qual o seu maior medo. “É perder a memória. Toda a nossa razão de viver está na memória”. Outra revelação é sobre o período em que usava drogas, nos anos 80. “É curioso, essa foi a minha fase de maior interesse por religião. Eu ia à igreja, depois tomava drogas e começava a compor”.

Ao longo do dia, Cave vai encontrando amigos e conhecidos, como o ator Ray Winstone (do filme “Os Infiltrados”) e a também australiana Kylie Minogue, cantora que aparece sedutora em seu carro como uma fantasia, contando sobre a primeira vez em que viu Cave no palco, ainda jovem.

O trabalho de Nick Cave como músico é alvo de uma severa autocrítica. “Sabe, às vezes eu gostaria de ter alguém no estúdio para dizer que a música está longa.″ A melhor canção é sempre aquela que fica no estágio do delírio e do sentimento. “Adoro a sensação de uma música antes de você entendê-la. Quando você entende totalmente uma música, ela perde o interesse pra você”. Ao final, um momento de performance de Cave no palco, hipnotizando os fãs com sua voz grave, explica por quê ele ganhou o status de lenda viva do rock. “Quando estou no palco, gosto de escolher alguns poucos espectadores na plateia e enchê-los de terror”, brinca.

Para quem ficou curioso, abaixo está a entrevista dos diretores (em inglês) contando mais detalhes do documentário. Clica!

Enviado especial a Berlim