Trilogia Blade vale a pena?

Existe um RPG de mesa chamado Vampiro: A Máscara. De todos os tipos de vampiros já desenvolvidos pra uso comercial, os dos anos 90 e todos que beberam da fonte desse RPG incrível me agradam mais. Vampiros punks, organizados em diferentes clãs e, acima de tudo, orgiásticos e poderosos. Blade é um dos mais legais do gênero, mas foi piorando a cada edição…
No Filme Com Leite Condensado de hoje, vou analisar o que gosto e o que não gosto nos três filmes da saga do caçador de vampiros que é o único capaz de andar sob a luz do dia, conhecido e temido pelo título Daywalker (no quadrinho, outros daywalkers aparecem). O filme inspira vibe anárquica, que a gente é enganado o tempo todo por um sistema que visa esconder toda a sujeira debaixo do tapete. 

BLADE, O CAÇADOR DE VAMPIROS (1998)
O primeiro longa da trilogia é, sem dúvidas, o melhor. Fotografia escura, boates com chuva de sangue para vampiros clubbers, música eletrônica dos anos 90 e luta de espadas. Blade é meio humano e meio vampiro, tendo assim todas as capacidades sobrenaturais dos vamps, como superforça, regeneração e agilidade incríveis. Além disso, não possui as fraquezas da noite, podendo andar livremente de dia. Seu único problema é: se nega a beber sangue.

Trilogia Blade

Pra isso, seu amigo e mentor Whistler, que o treinou para ser um caçador de vampiros, conseguiu alguém para desenvolver o soro que substitui o uso de sangue, mas Blade precisa tomar com cada vez mais frequência, principalmente quando se envolve numa briga com o vampiro rebelde que quer trazer o deus dos noturnos de volta dos “mortos”. Por um acaso, esse é o vampiro que matou a mãe de Blade, vampiro por qual o caçador sai todas as noites, a razão de querer vingança.
Os efeitos são característicos da época, a história não é da maior genialidade, mas gosto muito da caracterização do Wesley Snipes pro herói e do trabalho visual, do figurino gótico-moderno e do design dos sets numa cidade fria e perigosa ao anoitecer. Recomendo.

BLADE II – CAÇADOR DE VAMPIROS (2002)
Aqui a história envolve os relacionamentos de pais e filhos (mesmo que de forma bizarra), manipulação genética e vampiros que comem outros vampiros como resultado disso. Os “reapers” formam uma nova raça de bebedores de sangue que não só se reproduzem muito rápido como possuem uma mordida fatal também para vampiros. Causam paralisia, são extremamente difíceis de matar e sua resistência à porrada é absurda, além da extrema velocidade. 

Num ato de desespero, os vampiros pedem ajuda de Blade para exterminar a nova ameaça, que depois que se alimentar de vampiros, vai se alimentar de todos os humanos, criaturas que o caçador jurou proteger enquanto vivo. Assim ele se vê trabalhando com um time de vamps que foi treinado para aniquilá-lo (que irônico). As frases de efeito são muito divertidas e a caracterização de cada vampiro do time é bem única.
Quando mais novo, aluguei toda a trilogia. Esse era o único filme que eu tinha medo, porque a boca dos reapers é igual à do aliengínena do filme Predador. A história perde um pouco de força, mesmo que o visual continue tão e até mais impecável que no primeiro filme — e os efeitos melhoraram muito!

BLADE TRINITY (2004)
O-pior-de-todos-os-filmes. Sério, é absurdo como conseguiram cagar com a trilogia com um filme só. Blade agora é procurado pela polícia, tem sua base de operações destruída e acaba indo pra cadeia (controlada por acólitos de vampiros, chamados no filme de “familiares”). Lá, é resgatado por um cara (Ryan Reynolds quando era feio, mas ainda gostoso) e uma garota (Jessica Biel, bonita mas sem sal), exímios combatentes das trevas, mas ainda muito jovens para serem respeitados. E humanos.

Ela é a filha afastada de Whistler e trabalha nesse grupo de caçadores que usam altíssima tecnologia (?!) pra acabar com os monstros. Só que o problema agora é maior: vampiros trouxeram do túmulo o primeiro grande chupa-chupa: Drácula, chamado de Drake pra amenizar a patetice. O filme já tava ruim com a maneira de terem incluído o grupo novo de caçadores, com as história meia-boca do Drácula então… 
Da trilogia, esse é o único que não vejo mais de uma vez, passo batido. Mas em geral, a série Blade é um dos poucos filmes de vampiros que se mantém fiéis à organização política e personalidades diferenciadas de vampiros em diferentes locais, diferentes épocas. Me sinto muito inspirado pelo primeiro filme, principalmente quando preciso brincar de ilustrar me baseando na arte do jogo Vampiro: A Máscara.

Se gosta dos filhos da noite, vai gostar pelo menos do primeiro filme. O segundo vale ter na prateleira. O terceiro nunca deveria ter saído do papel. Inclusive, tentaram fazer uma série e o spin-off dela virou a nova geração de filmes (do Blade careca mesmo). Nunca vi, mas poucos comentários são elogios. 
Se assistir, comenta?

O Homem de Aço (2013) é bom?

sperei minha vida inteira por um filme assim. Mesmo depois de ter achado que Os Vingadores acabariam com qualquer esperança cinematográfica para meus heróis favoritos, Zack Snyder (♥), Christopher Nolan (♥) e David S. Goyer (sem coração) reviveram um ícone. “Super” nunca foi um título tão bem colocado, mas eu escolheria o prefixo adjetivado “supremo”. Não há nada igual ao que vi aqui.
Antes de mais nada, retire o preconceito dos ombros. Quando falo do Superman (e minha imbecil preferência pela DC Comics sobre a Marvel), todo mundo para pra dizer que não tem graça, que não há razão pra contar a história de um cara que é, basicamente, indestrutível. Essa é a maior dificuldade na hora de tentar adaptar para o cinema, principalmente hoje que a demanda é que super-heróis — por mais super que sejam — se tornem humano, que suas histórias possam ser acompanhadas de um “tá, isso seria possível no mundo de hoje”.

Por isso, trazer um alienígena com cueca por cima da roupa e que se disfarça apenas colocando um par de óculos sempre deu zebra. Pode falar que tô cuspindo no prato dos filmes antigos (excluindo o péssimo MESMO Superman, O Retorno), mas não há razões para comparar o passado com o presente. O público clama por solidez, não só no enredo, mas em como todas as fantasias que os quadrinhos nos trazem serão representados visualmente, em movimento.
A história em OHomem de Aço é contada primeiro em Krypton, com uma estilística única (com cara de Snyder) e um roteiro muito bem resumido e costurado pra caber em, sei lá, 10 minutos, um monte de história, razões e referências. Krypton se torna uma Matrix softcore, onde cada cidadão nasce “artificialmente”. Seu material genético é alterado para que as pessoas nasçam com predefinições sociais muito claras, como o político, o guerreiro, o líder e assim em diante. As escolhas parecem não existir.

É quando Jor-El (renomadíssimo cientista) e sua esposa Lara Lor-Van decidem que seu filho nascerá de parto natural, não numa encubadora. Que seu corpo será imaculado e suas escolhas possíveis. A merda é que pelo fato de terem gasto tudo do meio-ambiente, a galera de Krypton teve a estúpida ideia de pegar matéria-prima do núcleo do planeta, o que colocou uma data de expiração pra vida de todos. Num último suspiro, Jor-El e Lara enviam Kal-El (vulgo Clark Kent) pra Terra, quando ao mesmo tempo Zod, o general fodão, resolve tomar providências pra matar todo o conselho de Krypton e dar um “golpe militar”.
Daí em diante a gente já conhece a história: alien criado por fazendeiros descobre seus poderes com o passar dos anos e desenvolve um código moral mais forte do que ele. A graça é como isso é transportado pro cinema com esperteza de fazer chorar. Você nunca viu a história do Superman dessa maneira. Várias mudanças aconteceram, mas nada que destruísse o que conhecemos. Na verdade, a versão desse filme me parece até mais sensata do que dos próprios quadrinhos, mesmo após o “reinício” dos heróis da DC Comics.

Kal-El acaba se tornando um representante político. Não dos Estados Unidos da América, não de Krypton. Ele é o símbolo da sociedade utópica, o líder que vai mudar a cabeça dos seres humanos para que não aconteça conosco o que aconteceu em seu planeta natal, um alienígena e não super-herói. A desculpa que faz com que Kal-El se torne um herói de coração puro também é construída com detalhes importantes, como o sacrifício, o amor e o respeito, que não importa qual o tamanho da sua força, sendo seguro de si e pensador de um bem maior, não há por que se aproveitar da fraqueza dos outros.
Esse alien é um imigrante buscando aceitação num mundo hostil. Piora quando Zod aparece na Terra (sim, porque o Conselho de Krypton é burro e acabou “salvando” Zod da destruição) e exige a cabeça de Clark num espeto. Até a galera entender quem tá do lado de quem, rola muita água. Literalmente. Mesmo que o roteiro consiga colocar em duas horas e vinte todo o legado que deu origem ao Homem de Aço, dá a sensação de que correram um pouquinho, o que é quase completamente resolvido com a narrativa de vai e vem no tempo pra explicar cada passo de Clark.

Seu relacionamento com Lois Lane também é rápido, mas devido às circunstâncias em quais eles se envolvem, dá pra entender. Ele, homem solitário e frágil, encontra nela um refúgio. Até brincam incrivelmente bem com o conceito de identidade secreta, é tudo mais real. As referências aos filmes como The Thing e o próprio Matrix são claríssimas. A fotografia é de um trabalho espetacular, falando nisso. As cenas mostram a imensidão dos poderes do Superman em tomadas amplas, minimalistas e muito bem iluminadas, coisa que só Zack Snyder (♥) sabe fazer (assista Sucker Punch e reveja O Homem de Aço pra comparar).
Morri de medo, é claro. Superman e Batman são os dois super-heróis que cresceram comigo. Clark é o alienígena que eu fui (e sou) desde a época do colégio. Batman é minha solidão, meu lado “faça você mesmo”. Aprendi a ler com meus quadrinhos e também foi por causa deles que peguei um lápis e cursei design gráfico na faculdade. Tive medo de O Homem de Aço ser um lixo, mas não. Mesmo sendo um blockbuster (filme pra se tornar popular e levantar muito dinheiro), é cheio de significados, de verdades próprias que o sustentam.

Mesmo que escreva e escreva, não vou conseguir traduzir pra você a experiência de colocar os óculos 3D numa sala de cinema IMAX e chegar a sentir o cheiro de poeira dos destroços ou o impacto avassalador das cenas de luta onde a gravidade não tem vez (Neo e Smith de Matrix invejando em 3, 2, 1…). Batalhas dignas de Dragon Ball Z, roteiro à lá Batman: O Cavaleiro das Trevas e todo o visual descolado no estilo Zack Snyder de ser. O Homem de Aço é meu orgulho. É a razão de hoje eu estar procurando em lojas online os blu-rays dos heróis da DC que vou colecionar na estante.
E amanhã tô no cinema de novo. Contra todos os críticos chatos e saudosistas, aceito a nova geração do herói. Henry Cavill é puro Clark Kent, personagem de difícil interpretação, pois corre o risco de ficar chato, de ficar bobão e incômodo. Não tem discussão comigo: é o melhor filme do herói até hoje, contando todos os aspectos (inclusive as cenas de luta que só servem pra encher os olhos, porque cinema é  experiência visual também, não precisa falar de Platão a cada linha).

Agora e Sempre (1995) é bom?

Sabe aquelas aventuras de verão que você sempre quis viver com seus melhores amigos no melhor estilo Goonies, só que menos viajado? Sessões espíritas no cemitério, correr de bicicleta na chuva pra fugir d’um maluco, ter um lugar secreto ou nadar num lago deserto de qualquer lugar? Desejos que não desaparecem nem com o passar dos anos? Now and Then é sobre isso.
Porque a gente cresce e muda. Quando somos pequenos, promessas são fáceis de fazer e sempre tão fáceis de cumprir… temos menos medo de compromissos, menos medo do amanhã, daquilo que ainda não existe. Nos tornamos adultos, pegamos uma calculadora e tentamos planejar cada segundo do que ainda nem aconteceu. Calamos a intuição e, pior, nosso coração. 

Quatro amigas fizeram um pacto quando mais novas, quando moravam no mesmo bairro, de sempre poderem contar umas com as outras quando as coisas ficassem feias. Elas crescem, mudam de cidades, suas profissões a levam por novos caminhos e seus passados até as privam de retomar caminhos que já percorreram. Quando uma delas está a ponto de ter bebê, uma reunião de emergência é acionada, mais de duas décadas depois. 
Juntas naquele mesmo bairro que as apresentou, formou e testou seus laços, relembram da infância e suas melhores jornadas, com direito a suposta comunicação com o espírito de um menino cuja morte é um mistério, um velho insano que caminha no cemitério apenas à noite, o veterano de guerra que lhes oferece o primeiro cigarro ou as brigas entre meninos e meninas, como gangues, que fulmina nas primeiras descobertas românticas.

Agora e Sempre é de uma sensibilidade tão graciosa quando fala de amizades! Sabe aquela coisa de sentir saudade de algo que você nem sabe se realmente viveu? Lateja, faz sorrir, faz querer chorar, tudo ao mesmo tempo. Cadê nossos amigos do colégio? Cadê nossas promessas de eternidade? Não dissemos que seríamos diferentes de nossos pais, que quebraríamos as regras do tempo e viveríamos apoiados uns nos outros para sempre? 
Crescer te torna cético. Cético da bondade e inocência dentro dos outros e da gente. Damos um passo de cada vez com cuidado pra não derrubar a faca que trazemos escondida nas costas porque estamos esperando que qualquer pessoa nos ataque, até quem não esperamos. A gente prefere acreditar na frieza da “realidade” porque é mais fácil viver assim, se acostumar.

É mais fácil mesmo? Não seria melhor se pudéssemos confiar de novo, amar de novo? Se pudéssemos rir das mancadas, se pudéssemos nos levar menos a sério? Claro que as responsabilidades sempre virão, nunca canso de repetir, pois até mesmo as meninas no filme possuem as suas, tanto umas com as outras quanto com seus pais, seus irmãos, seus vizinhos e desconhecidos. 
E idade realmente define sua maturidade? Será que nossos pais serão sempre a voz da razão? Será que eles sabem de tudo e a gente não sabe de nada? Bem-vindo ao Agora e Sempre. Dê as boas vindas a um filme obrigatório para todo Discípulo de Peter Pan!
TRAILER SEM LEGENDA (INFELIZMENTE):

Sex and the City é legal?

The O.C. ajudou a formar o Enrique que hoje faz terapia com as seis temporadas e dois filmes de Sex and the City, que tem poucos e curtos episódios por temporada, cheios de significados, diálogos sobre cotidiano das relações que todo mundo está sujeito e faz com que você queira morar sozinho logo, encontrando os melhores amigos pra almoçar quase todos (todos) os dias.
Insisto em dizer que Sex and the City é a minha melhor terapia. Nenhuma série que já assisti fez com que eu aprendesse ou refletisse diretamente na prática de lidar com outras pessoas. Iniciada a primeira temporada em 1998 (com 12 episódios com menos de 30 minutos), Carrie Bradshaw narra os romances, lições e a vida em Manhattan na coluna “Sex and the City” (“Sexo e a Cidade”) que escreve num jornal em Nova Iorque.

Das quatro mulheres que estrelam a série, Carrie é com quem mais me identifico: escritora, péssimo histórico de relacionamentos amaldiçoados e pronta pra qualquer nova experiência que sirva como aprendizado ou inspiração para o que produz, seja na coluna ou na vida. Ela é o meio-termo de todas as outras, tendo em si um pouquinho de cada uma das amigas.

Muito bem resolvida, independente, louca por sexo e ótimo modelo da mulher ousada é Samantha. Trabalha com relações publicas, nem pensa em casamento e tem as melhores piadas da série: todas envolvem trocadilhos com sexo. A risada dessa mulher é fenomenal. Com ela, aprendi a apreciar o sexo menos como um paciente sob cirurgia e mais como um jogo, uma forma de lazer que pode misturar ou não sentimentos mais sutis.

Oposta à Samantha é Charlotte, toda doce, romântica, toda educadinha, evita falar palavrões, odeia grosseria e acredita no casamento, que o cara certo vai aparecer pra ela de qualquer jeito. Interpretada de forma excepcional, é carismática com o jeito fofo sem entrar no arquétipo da santa: adora sexo, claro. É dona de uma galeria de arte.

Miranda é a última das amigas, advogada muito bem sucedida, obrigado. Depois de tantos fiascos com os homens, passou a desacreditar neles, guardando em si e nas amigas todo o poder que precisa pra ser a guerreira independente por fora e frágil por dentro, negando esse lado até pra ela mesma. Com Miranda, aprendi que pessoas pessimistas e difíceis de lidar geralmente sofreram muito nas mãos dos outros e que não posso me tornar esse tipo de cara.

Os temas são os mais comuns do mundo, mesmo pra quem não mora em Mahattan e sim num bairrozinho de merda no Rio de Janeiro. Claro que a maturidade da série, inclusive no nível dos trocadilhos, é mais concentrado para mulheres adultas, que realmente vivem com questões sobre quando parar de fumar, como se relacionar com homens divorciados e a compra de um novo apartamento.
Só que recomendo totalmente pra jovens adultos na faixa dos 20, pela carga cômica (é uma série de comédia), pela discussão do tabu e preparação pro que está por vir na vida adulta. Pra mim, também inspira, dá vontade de construir uma carreira, viver outros relacionamentos, poder falar sobre sexo abertamente, tudo acompanhado de um bom drink, preferencialmente o famosíssimo Cosmopolitan.

Dá pra achar a série completa em DVD ou baixá-la na internet. Recomendo a compra porque o preço tá baixo, são só 6 temporadas (como tem poucos episódios, o preço fica entre R$ 20,00 e R$ 30,00 cada) e ainda vendem boxes de luxo com a série completa (entre R$ 90,00 e R$ 120,00).
Se você ama cultura pop, moda, tem vontade de ser independente, adora as surpresas do cotidiano, sente falta dos anos 90 e adora falar de relacionamentos, SATC é a série certa. Junto com The O.C., ocupa o primeiro lugar no meu ranking favoritas: enquanto uma me acompanhou quando pré-adolescente, a outra me acompanha como (eterno) jovem no caminho da adultice.

Mark Ruffalo e as Horas Iguais no Micro-ondas

É tipo quando você tá distraído e resolve olhar no relógio: 21:21. Pô. E aí acontecem mais repetições de dígitos no decorrer da madrugada ou durante todas as semanas dos anos a seguir. 13:13. 14:41. 20:02. 16:16. Comigo acontece sempre. Sem-pre. E agora nem só com números. Sinais de vida após a morte? Provas pitagóricas de que o funk vai dominar o mundo?

Existem horas na vida que tudo que você quer e precisa é vegetar na cama, comer toneladas de açúcar (se culpando a cada mastigada por ser um repolho doce ambulante) e assistir filmes. Os três selecionados foram Onde Vivem os Monstros, Zodíaco e Ensaio Sobre a Cegueira. Diz aí, super cult da minha parte. No primeiro, Mark Ruffalo aparece brevemente como o namoradinho da mãe do Max, protagonista do longa. No segundo, “ai que susto!”, lá estava ele de novo, ao lado de Jake Gyllenhaal e Robert Downey Jr. Já era coincidência demais. E aí, no terceiro, o cara aparece de novo, cacete! Não pode ser simples acaso. Pode?
Porque, tipo, a galera gosta de dizer que quando vemos as horas e os minutos iguaizinhos, quer dizer que tem alguém pensando na gente ou que a vida te dá a chance de realizar um pedido. Sempre peço pra ganhar dinheiro sem ter de trabalhar ou que o apocalipse zumbi comece logo (teria coisa mais divertida do que viver num shopping e assaltar supermercados?). Quando os números da hora e dos minutos aparecem opostos, como 13:31, baby, alguém está esquecendo da sua existência. Nesse caso, acho que nem pode fazer pedido (mas eu faço porque sou rebelde pra caralho e tenho camisas de super-heróis, posso tudo).
Agora, já que vi Mark Ruffalo repetidas vezes, o que poderia significar? Arrisco alguns palpites:
CASO 1 – RECONHECER MEU TALENTO SUBURBANO, CLARO

Mark Ruffalo

Estarei caminhando pela Avenida das Américas, saindo da faculdade pra pegar meu ônibus fedorento e nauseantemente barulhento. Vai passar uma limusine linda, daquelas que o farol e o para-choque fazem cara de demônio pros pobres. Ela vai parar ao meu lado. Quando a janela descer, tã-tã-tã-tããããã, adivinhem: MARK RUFFALO!
— Mas que lindos cabelos raspados você tem! — vai dizer pra mim. Tô traduzindo o diálogo pra vocês, meros mortais! — Aposto que é um grande ator, com esses olhos verdes e essa pinta hollywoodiana. Não quer tomar alguma coisa para discutirmos sua ida a alguns testes nos EUA por minha conta? Posso ser seu mentor?
— Oh, senhor, estou tão surpreso! — levarei minha mão à testa e fingirei longos suspiros românticos. — E minha casa? E minha faculdade?
— Ah, que se dane. Venha ser rico em Hollywood, pequeno amigo maravilhoso.
E vou entrar na limo e desaparecer pra sempre da vida de vocês. Já sabem, né? Se eu parar de postar é porque tô me afogando no champagne na mansão dele. Money, beatcheeees! CASO 2 — ACABAR COM MINHA SOLIDÃO, OBVIAMENTE

Estarei num supermercado em Campo Grande, comprando dois litros de vinho por menos de R$ 20, quando um estranho de boné e óculos escuros me cutucará no ombro, a garrafa de 51 na mão:
— Essa ser caipirãnia da bôua?
— Oi? — não vou entender a pergunta dele.
— Caipirãnia, catchoalsia.
— Ah, quer saber se é cachaça? OH MEU DEUS! — perceberei que é o Mark. — OH MEU DEUS! VOCÊ É O MOÇO DOS FILMES!
— Vosê ser o amor da minia vidã.
E ele vai me agarrar, ignorar a multidão que nos persegue, e me levará para viver romances indescritíveis na Arábia Saudita. Por que é assim que eu rolo minhas pedras, vadia.
CASO 3 — EL NACHO

Não vai acontecer NADA. Os números, as repetições, os acasos, as coincidências: NADA SIGNIFICARÁ NADA E MINHA VIDA CONTINUARÁ SENDO UM COCOZINHO DE PÔNEI: PEQUENAS ESFERAS DE DIFERENTES TONSDE ROSA.
O posto acabou, mas fica a pergunta: os números se repetem pra você? E o que você faz quando acontece?

O que é RPG de Mesa/Papel?

RPG é a sigla para Rople Playing Game (Jogo de Interpretação de Personagem). Joga no Google que vão explicar (excluindo tratametos de postura que custam caro demais pra quem caga pra isso e fica torto no computador 24 horas). Também usado para designar alguns jogos eletrônicos, há outra forma de jogar, que já foi muito popular e acho que tá voltando a ser.

O que é RPG de Mesa

O RPG eletrônico, esse de videogame ou computador, segue um padrão que veio do RPG de mesa (ou de papel): personagens com várias opções de classe, capacidade de distribuir pontos ganhos com experiência em habilidades e características especializadas para torna-lo único, e muita, muita interação com outros jogadores.
No RPG de mesa, não temos monitores de 32″ e não usamos teclados ou joysticks. Com alguns dados (alguns com 4 ou até 20 faces), lápis, papel, borracha, um manual e uma cozinha espaçosa abastecida com comida até não conseguir fechar as portas (que vai acabar antes mesmo da primeira jornada ter fim), é possível brincar de imaginar masmorras, guerras, invasões alienígenas, ruas cyberpunks, manipulações políticas por vampiros e lobisomens e o que mais a mente dos jogadores permitir, claro que dentro da temática do jogo.
QUAL É A GRAÇA DESSA MERDA?

Teatro. Quando você desenvolve a personagem (uma das partes mais divertidas, é viciante que nem The Sims), você cria uma vida. Imagina a história dela, as tendências, fecha todo um comportamento que DEVE ser posto em prática dentro do jogo! Se você é vegetariano mas seu personagem é um canibal sádico, dentro do jogo você DEVE agir como um canibal sádico! Dificilmente um canibal sádico teria pena, remorso ou se importaria com a quantidade de pessoas que teria de matar pra satisfazer sua necessidade, mesmo que você, jogador, pense o extremo contrário.

RPG de Mesa

A possibilidade de viver diversas vidas, de maneiras diferentes, em dimensões diferentes e com seus amigos, cara, é impagável! A capacidade imaginativa evolui com o tempo, como se você estivesse lendo um livro e recriando as cenas em sua mente. A diferença é que você é o personagem principal, você vai estar na pele de quem vive todas as aventuras!
COMO SE JOGA ESSA BOSTA?

Então, primeiro você vai ter que se reunir com seus amiguénhos e decidir que tipo de jogo vão querer. Opções são muitas, indo do clássico “masmorras, dragões e feiticeiros” a cenários onde você é um hacker-acrobata com implantes cibernéticos vivendo num universo de tecnologia mais alta do que fã do Charlie Brown depois de fumar maconha, tendo que combater o tráfico de cupcakes em forma de pokémon retrô dos anos 90 levados como reféns por ursos com patas de gancho, boca de gorila e crina de cavalo. É só escolher.

O MESTRE
Depois de escolhido o cenário, vocês vão eleger o Mestre. No RPG, o Mestre funciona como o videogame: ele vai narraR a linha da história, controlar os NPCs (Non-Player Character, personagens não controlados pelos jogadores como a cigana da praça ou os inimigos), descrever ambientes, climas e o que os jogadores/personagens estão vendo, para assim poderem agir livremente (dentro das capacidades das personagens) e influenciarem todo o rumo dessa história.
O Mestre é como um deus, que vai criar o universo onde os jogadores vão viver. Mas não se engane! Apesar de todo o poder, o Mestre não deveria jogar CONTRA os jogadores, isso é bobo. O cara tem que entender que ele é apenas um dado, o acaso, que vai fazer com que as coisas funcionem dentro do enredo. Nada de fazer um Behemoth matar todo mundo de uma vez, seu safado escroto!

jogo RPG de Mesa

O SISTEMA
Mas como vamos lutar? Como vamos saber se arrancamos as tripas daquela aranha gigante? Como saber se conseguimos hackear as contas bancárias protegidas? Como saberemos se estamos vivos?!
Calma. Pra isso é usado o sistema de jogo, um compêndio de regras e mecânicas que vão deixar o jogo justo pra todo mundo. É, porque você vai querer calcular quanto de dano recebeu de uma espadada ou se conseguiu bloquear o golpe. Ou se conseguiu pular até a beirada do precipício quando a ponte apodrecida por qual você passava ruiu sob seus pés de repente.
O sistema não deixa ninguém dizer que o Mestre está ajudando ou fodendo com alguém, padronizando distribuição de pontos em habilidades e mantendo a coerência da realidade do jogo dentro de si, sem roubos, sem caos (ou sem muito caos, né) e sem personagens iniciais que sabem todos os feitiços mais poderosos. Como no RPG eletrônico, é necessesário limites.

O que é RPG de papel

Um sistema muito bom para iniciantes é o nacional 3D&T Alpha, que retornou há pouco tempo e pode ser comprado OU baixado de graça no site da editora Jambô. Ele é simples, bem explicativo e funciona para campanhas usando animes e histórias menos realistas. Já pensou em jogar no mundo de Naruto como um ninja ou ser um treinador Pokémon? 3D&T te oferece a possibilidade com o mínimo de complicação. Além de ser muito mais barato do que sistemas estrangeiros, pfvr.
Também temos clássicos como GURPS, Dungeons & Dragons (D&D) e seus filhos do sistema d20, Vampiro: A Máscara (mais adulto e sombrio a ponto de ter aviso para que o jogador saiba diferenciar a realidade da ficção) e muitos outros (nacionais também). Pesquise, leia artigos e escolha com seus amigos. Se ficar muito caro (alguns livros chegam a custar centenas de reais), por que não fazer uma vaquinha e deixar o livro com o Mestre da vez?
AINDA NÃO TE CONVENCI?

Olha, alguns dos melhores momentos do meu ensino fundamental passei sentado na sala de leitura com os amigos, a mesa cheia de papéis e livro coloridos. A gente tomando esporro por afinar a voz, rir alto, fazer gestos e tomar atitudes engraçadas dentro de um mundo que só a gente podia enxergar. É como ler, como disse antes, só que você vive na história que é contada (e que VAI SER modificada dependendo de seus atos).
Se gosta de filmes de ação e se imagina interpretando personagens neles, ou se gosta de ler, ou se gosta de quadrinhos ou só quer experimentar um tipo de jogo mais dinâmico e um pouco mais livre do digital, experimente o RPG de mesa.

Além de render ótimas histórias e piadas para serem contadas para o resto da vida, rende enredos que podem se transformar em livros (se gosta de escrever), quadrinhos (se gosta de desenhar) ou fragmentos para sua estréia como Mestre.
Acima de tudo, se o objetivo de todos for se divertir de forma saudável, te garanto que pelo menos uma vez por mês você vai querer aqueles restos de borracha assopradas afogando os pés da mesa enquanto os dados rolam por cima da madeira.
EVENTOS!
Não tem com quem jogar ou não quer gastar dinheiro antes de experimentar? Você pode ir pra um evento de RPG! Não tenho visto muitas mesas em eventos de anime, mas existem eventos diretamente ligados à esse jogo, como os encontros mensais no Bob’s Tijuca, ao lado do Off-Shopping e o RPG no Bob’s Campo Grande, tudo no Rio de Janeiro! Só entrar nos grupos e se manter informado!
Se você é de outros estados, entre no site da RedeRPG ou entre nos grupos acima e saia perguntando. Quem tem boca vai à Roma e isso pega muito mal se dito em voz alta.

Gossip Girl Psycho Killer – Resenha

Sou apaixonado demais pela série literária Gossip Girl, do primeiro ao décimo terceiro volume. Em 2012, quando Gossip Girl Psycho Killer foi lançado aqui, fiquei louco pra ler, mas por causa da faculdade não deu. Eis que semana passada comprei e numa bocada li, pensando em desistir diversas vezes. É um pouco arrastado, perde identidade e não faz sentir nostalgia. Sabe por quê?

Porque não é engraçado, nem divertido e não tem novidade nenhuma que faça valer a compra do livro, infelizmente. A história é a mesma do primeiro volume, pois Cecily von Ziegesar apenas reescreveu e enfiou um monte de sangue, referências a séries como Dexter e filmes como Sexta-Feira 13:
Depois de desaparecer durante um ano entre viagens pra Europa e o internato, Serena van der Woodsen retorna para Manhattan roubando a atenção (e o namorado) de quem deveria ser sua melhor amiga, mas acaba se tornando sua pior inimiga, Blair Waldorf. Entre assassinatos de pessoas avulsas, apartamentos gigantes, roupas da moda, montes de dinheiro, rodadas de drinques, sexo e a narrativa irônica da “Garota do Blog” (me recuso, em nome de Jesus) a dúvida que fica é: Serena vai decepar a cabeça de Blair antes que Blair estripe a ex-melhor amiga?
Na série original, uma sinopse dessa soa fútil, mas lendo a história você percebe que mesmo que role certa admiração por um mundo de riquezas e exageros, a narrativa é irônica, crítica. Isso não dá pra perceber em Psycho Killer, o que deveria se traduzir pelo fato de meninas do terceiro ano matarem quem quiserem, a torto e a direito, só porque estão de chilique, criticando o egocentrismo da alta sociedade, que acha que pode fazer tudo. Mas isso é sufocado por uma tentativa boba de fazer mais dinheiro reescrevendo o primeiro volume da série, transformando todos em potenciais assassinos.
As mortes poderiam beirar o ridículo para serem, ao menos, engraçados, mas são tão pouco explorados que ficam mais deslocadas do que a real intenção do livro. Tudo bem que Serena é uma loira altíssima, a garota mais sedutora que seus olhos jamais viram, mas sua tranformação em psicopata é vazia e, repito, nem um pouco engraçada.
É só no final, com todo mundo querendo se matar, que a coisa parece pegar o ritmo, mas aí o livro acaba com aquela sensação escrota de “que merda é essa?!”. E não é conclusivo, o final não é fechado. Fica aberto, dando corda pra qualquer outra maluquice que Cecily pense pra ganhar mais dinheiro.

Para ter acesso essa serie completa e de forma barata faça um teste de iptv, esse sistema é pela internet funciona na sua smart tv e até no celular, depois de fazer um teste grátis você escolhe se quer comprar lista iptv ou não.
Durante todas as mortes em lugares como elevadores do prédio, calçada da pizzaria na frente de todo mundo, tentei visualizar cenas de sitcom, absurdas como um Todo Mundo em Pânico dentro de sapatos Louboutin, mas não rola. Primeiro que poucas mortes têm uma descrição decente e o clima que Cecily gera pra cena não fica leve, não fica cômico. Ela não tem jeito pra isso e as mortes ficam comuns, sem sal, só com exagero de sangue e cabelo queimado. Fica gore e patético.
O que me fez ser fã da série de livros original, além da acidez da narradora Gossip Girl, foi a sensibilidade de Cecily tratar das amizades que permanecem desde que as personagens eram pequenas, as viagens de família, a primeira vez, essas coisas de “menininha”. A maior qualidade dos livros não foi aproveitada aqui, se tornando um pedaço de madeira oca, sem nada a dizer, sem nada por dentro. Sem alma, apesar das personagens serem impecáveis em temos de construção (excluindo os momentos de psicopata), suportando nas costas o peso-pena dessa história.
Isso sem falar no formato do livro, que mede 22,5cm de altura contra os 20,5cm do formato original, ou seja, ele não vai uniformizar a coleção na sua estante (que bom que na minha ele não vai ficar, já que vou no sebo trocar por qualquer outro livro, talvez algo do Stephen King pra ficar no clima).

Gossip Girl Psycho Killer

É uma decepção, realmente. Cecily é uma de minhas autoras preferidas só por causa da série que a deixou famosa, mas se The Carlyles (spin-off da série original) seguir o modelo de futilidade encontrada em Gossip Girl Psycho Killer, vou ter de dar as costas pra ela. 

Pretty Little Liars: quarto nerd

Quero compartilhar com vocês o quarto do Lucas, da série que eu adoro assistir pela amizade das meninas, pelas roupas e pela decoração, Pretty Little Liars. É quase um “como fazer decoração nerd”, pois o cara é um maníaco por quadrinhos, super-heróis, card games e RPG! Olhe e se inspire!

1. Quando fecha a porta, tem um pôster com tiragem limitada a 100 unidades da Wondercon 2012, da Califórnia, chamado de Choose Your Ride. É um pôster oficial da DC Comics e custava US$ 49,90 no evento, hoje deve custar MUITO mais.

Pretty Little Liars: quarto nerd

2. Não entendi muito bem a finalidade dessa cortininha pela metade. Só pra impedir o Sol de acertar os olhos do Lucas ou influenciar na iluminação do computador? Enfim, se fosse uma cortina maior, a estampa ficaria foda demais, influenciada por séries de ficção científica como Star Wars.
3. A ideia da coleção de quadrinhos raros pendurada na parede é ótima e queria muito reproduzir no meu quarto. Como prender na parede? Repare que todas as HQs estão ensacadas (custa uns R$ 5,00 o pacote com 50 na loja de quadrinhos) e estão vendendo uma massinha que dá pra colar coisas leves nas paredes sem danificar nada (o pôster/quadrinho ou a parede), chamada de Multi-Tak. Procure em papelarias, casa de material de construção ou sites. Eu penso em prender com fita dupla-face espumada, mas quando for tirar, corro sério risco de perder o saquinho protetor e descascar a parede.
4. Na mesa, mouse pad, caneca e mug de café pra viagem estampados com o que parece ser o super-herói preferido dele, o Superman. O legal de ter objetos temáticos é que eles dão efeito no ambiente sem ser necessário que o lugar inteiro siga o padrão. Você vê que a mesa dele não é nada de mais, mas com esses objetos ela ganha vida. São baratos e úteis.

como montar quarto Pretty Little Liars

5. Quadrinhos históricos do Homem de Aço estão fixados na porta do closet do mesmo jeito que as HQs nas paredes. 
6. A coleção de bonecos de vinil são expostas em nichos (com vidros são opcionais, mais caros e acho que feitos sob medida), desses que saem a menos de R$ 20,00 em lojas como Leroy Merlin.
7. A coleção de livros de RPG e card games é absurda! Até morreria de inveja se eu não tivesse uma caixa cheia de cards e livros do mesmo assunto. Logo em cima, temos estatuetas LINDAS de edições deluxe, caríssimas lá fora e aqui mais caras ainda.
8. As figuras de ação a.k.a. bonecos articulados estão lacrados e armados nessa prateleira super barata que também dá pra encontrar em lojas como a Leroy. A estante sem graça ganha e expressa a personalidade do dono do quarto.

9. A beliche em “L” com estantes facilita quando há visitas ou se você divide o quarto. Além de parecer aquelas cabanas que adorávamos fazer com lençóis quando mais novos. Me sinto num navio quando durmo numa dessas ♥
10. O baú é pra esconder bagunça, serve pra sentar, não é caro e é totalmente customizável. O quarto do Lucas tem mobiliário e design MUITO comuns! Tire todos os elementos enumerados aqui e o ambiente perde a graça toda! Se apoiar em coleções pra decorar é uma boa pra quem mora em casa alugada ou quer mudar sempre.
E eu, como bom amante dessa temática “nerd” (apesar de não ser), acho que esse quarto é tudo de bom. Tenho até vontade de ser amigo dele, de boa.
CHECKLIST:

1. Quadrinhos Novos 52, DC Comics, publicados no Brasil pela Panini Comics – preços variam, mas essas duas revistas (Superman e Lanterna Verde) custam hoje R$ 7,20 e R$ 6,50, respectivamente.

2.Beliche em “L”, preços a partir de R$ 600,00.

3.Trading Card Game Magic, The Gathering – Duel Deck Venser vs. Koth, R$ 55,00.

4. Pokémon Trading Card Game Black 2 & White 2 – Poderes Emergentes, R$ 25,00.

5. Yu-Gi-Oh! Trading Card Game – Malik Structure Deck, R$ 65,00.

6. EstatuetaBatman Black Costume – Kotobukiya Art FX, 28cm, US$ 90,00.

7. Estatueta Catwoman DC Direct Deluxe, 48cm, US$ 335,00.

8. Estatueta New 52 Superman – Kotobukiya Art FX, 19cm, US$ 39,99.

9. Pop! Heroes – Batman, a partir de R$ 50,00.

10. World of Warcraft Aftermath Trading Card Game – Dungeon Deck The Deadmines, R$ 65,00.

11. Pôster Choose Your Ride – Wondercon 2012, US$ 50,00.

12. Caneca Superman, a partir de R$ 15,00.

13. Mug de café para viagem, a partir de R$ 50,00.

14. Estatueta Yu-Gi-Oh! Yami Yugi, 24cm, R$ 70,00.

15. Estatueta Star Wars Darth Maul Art FX, com sabre que acende, 28cm, US$ 119,00.

E serve também como lista de presentes, pra quem quiser me dar. Meu aniversário é dia 11 de setembro, fica a dica. Quero muito!

Romance de primavera

Não sei se você leu algum texto meu sobre relacionamentos pra saber que sou daqueles que esperam um príncipe. Não num cavalo branco (talvez numa Harley) e nem precisa ser loiro. Só precisa mesmo transformar em realidade os carinhos físicos e verbais que devaneio todos os dias antes de dormir. E os romances de primavera são assim: têm validade e mudam sua vida.

Romance de primavera

Tive meu romance de primavera. Considerei muito escrever essa postagem, logo agora, bem depois do começo mágico e final trágico, que carrega em essência toda a esperança que um dia quis pra mim. Só acho que seria legal compartilhar com vocês a experiência, o sabor do doce ao amargo. Do início ao fim, enfim.
Pois é quando a estação muda. É quando você decide sair de casa à meia-noite, ignorando todas as probabilidades de não haver mais conduções para as duas horas que levará pra chegar na casa do cara que você conheceu na mesma noite, pela internet. E você pensa: ele vai embora em menos de um mês. Se eu deixar esse sábado pra lá e encontrá-lo apenas na segunda, deixarei dois dias se afastarem. Estaremos dois dias mais mortos. 
E é quando você é surpreendido na portaria por um cara pouco mais baixo, de sorriso fofo e roupas comuns. O cara não tem nada de especial, não chama atenção nenhuma, mas mesmo assim você sente curiosidade, quer saber quem ele é, de onde veio. No sofá, numa conversa de apresentação, você descobre que se sente mais à vontade com ele do que com o cara por qual sente paixão desde os 15 anos. É aí que você sabe que a viagem valeu a pena, só pela conversa.

Romance de primavera mais detalhes

E é quando vocês atravessam a noite sem calar a boca, quando você vê o cansaço nos olhos dele e decide dormir ali, compartilhar a cama na inocência idiota de qual todo mundo adora rir. E é quando, quatro horas depois, você não aguenta ver a boca dele se mexer e a puxa para junto da sua, só pra mapear os lábios que só falam coisas azuis. Só pra quebrar o paradigma. Você beija um estranho e sente que estranho é o mundo que você conhecia até então.
E é quando a semana voa e você compartilha quase todos os dias com aquele presente amaldiçoado, aquela bomba-relógio de corações taxidermistas. É quando aproveita cada centímetro de pele e cada tonicidade do sotaque, porque sabe que ele vai embora, porque sabe que ele tem um avião pra pegar, porque sabe que as flores só desabrocham pra morrer. É pra isso que nascemos, pra morrer. Romances assim nos deixam clara a alternativa de viver nesse meio-tempo. 
E é quando, no sábado posterior ao que vocês se conheceram através da alma, quando você não consegue mais conter o impulso de quebrar todas as regras da sociedade e roubá-lo desse planeta para qualquer buraco escondido que possa abrigar a realização de seus mais profundos desejos de carinho, que ele te diz ter outra pessoa. Que te diz já ter encontrado alguém com quem ele gostaria de passar o resto da vida.

E é quando você grita e xinga. É quando chora e não consegue dormir. É quando o odeia por, justamente, gostar demais. Mais do que deveria, mais do que achou que poderia. É quando você chora no escuro do quarto e não consegue dividir a cama. É quando você o abraça e ignora o tempo restante para que ele volte ao país de origem: você sabe que depois que passar por aquela porta, não vai mais vê-lo. Nem por orgulho, nem por falta de vontade, mas por precaução. 
É quando te oferecem o paraíso e o substituem pelo inferno. É quando você lava o rosto na pia do banheiro e cantarola qualquer coisa apenas pra disfarçar a respiração acelerada e a voz tremida. É quando você não consegue ouvir 90% das músicas do seu player sem querer cair no chão e derreter em água e sal. 
É quando você o abraça e, beijando sua testa, sente as escamas de uma granada sem pino, pronta pra explodir e obliterar todos os apartamentos daquele prédio. É quando você passa pela porta e respira fundo: ele te deixou ir. Na rua, uma folha cai sobre seu casaco. É quando você olha para o apartamento e diz um “eu fui seu” sem falar absolutamente nada.
É quando você larga a folha no chão e deixa o vento soprá-la para longe, para junto com a estação das flores: você também precisa deixá-lo ir.
Aqui tem a tradução da música, que apesar de ser “summertime”, traduz muito bem o que um romance de primavera (ou verão) faz com alguém. O que fez comigo.

O “MacGuffin” e o novo velho mestre do suspense

Sir Alfred Joseph Hitchcock, nascido em Londres no ano de 1899, foi um dos mais importantes cineastas da história, por todas as suas técnicas inovadoras.  Por trás das câmeras tinha um estilo único de criar suspense sem perder o bom humor.

MacGuffin

Hitchcock tinha ótimo relacionamento com seus amigos e atores, gostava de brincar e pregar peças em todos de modo que isso os envolvia mais pessoalmente e profissionalmente. Certa vez ele convidou os amigos para um jantar em sua casa e disse para um dos convidados que se tratava de uma festa a fantasia. Enquanto isso, os demais convidados viriam trajando roupas sociais normalmente.

Uma das técnicas usadas pelo mestre do suspense era o chamado elementoMacGuffin , que se resume em uma motivação ou um elemento pelos quais os personagens de um filme agem durante o desenrolar da trama e que, na grande maioria dos casos, perde o significado com a aparição ou descoberta de uma nova ação na história.

A técnica, além disso, também poderia se basear em centrar a atenção do espectador em um objeto mostrado em foco e diversas vezes, como um isqueiro, uma chave, uma maleta, entre outros.

No filme Pacto Sinistro o “MacGuffin” era um isqueiro envolvido na trama No vídeo a seguir vocês podem compreender o conceito também com as próprias palavras de Alfred Hitchcock.

E a tempo do Oscar 2013 a Fox Searchlight irá lançar o filme Hichtcock e ninguém melhor para interpretá-lo do que Anthony Hopkins. O longa contará os bastidores do clássico e renomado Psicose, no elenco além de Hopkins na pele de Hitcock teremos, Jessica Biel (Vera Miles), Scarlett Johansson (Janet Leigh), James D’Arcy (Anthony Perkins, o Norman Bates).

Primeiro poster do filme Hitchcock com Anthony Hopkins