50 anos de Bond, James Bond

Tudo começou em 1952, pelas mãos de Ian Fleming, com Casino Royale. Todos os livros foram escritos por Fleming na mesma escrivaninha em sua casa na Jamaica, que tem o nome de Goldeneye. Foram 12 livros e 2 histórias curtas sobre o agente. Após sua morte dem 1964, cinco outros autores escreveram sobre o espião, que por sua vez foi interpretado por 6 atores diferentes no cinema (sim, eu só estou considerando os da EON aqui).

Bond e Fleming

Apesar dessas diversas interpretações de James Bond, posso dividí-los em 2. Os Old Bonds, que vieram antes do novo Casino Royale e o New Bond, com a releitura por completo do personagem, agora interpretado por Daniel Craig.

Old Bonds

Galã e sedutor, luta de de forma direta. Não existe parkour pela cidade. Esse bond é um agente mais sênior, com mais tempo de campo – e rodeado de carros com metralhadores e canetas explosivas. Roupas e carros sempre elegantes (onde entram diversas marcas como Omega, Aston Martin, BMW e agora a Heineken, de product placement), não sai exibindo o corpo arrebentado de pancadas por aí. Ele não se apaixona da mesma forma que o novo Bond.

Connery, Lazenby, Moore, Timothy e Brosnan

New Bond

Estamos na semana do lançamento de Skyfall, o terceiro filme com o Bond loiro, Daniel Craig. O Bond com pinta de durão, que se apaixona e sofre por isso, que está com seu caráter em formação. Essa releitura da série teve início onde tudo começou, em Casino Royale (2006), passou por Quantum of Solace (2008) e, após ver o Skyfall, me cai a certeza de que se encerrou o primeiro arco das novas histórias do 007. Vimos ele ‘receber’ a licença para matar, perder a confiança em todos e finalmente se tornar o Bond que conhecemos, mas com algumas diferenças óbvias. (se quiser saber mais, com direito a grandes spoilers sobre o novo filme, clique aqui :P)

Mas nesse momento, minha vontade é pegar todos os filmes, desde o Casino Royale de 1967 (o qual eu ignorei o ator) e ver tudo mais uma vez. =)

Bond, James Bond.



*** CONFIDENCIAL ***

Só leia a seguir se você aceita a sua próxima missão!

#CracktheCase*

A Heineken nos deu uma missão e resolvemos aceitar. Precisamos descobrir o que está dentro da mala.

Essa é a sua próxima missão!

Sabemos que sim e para isso, é só comentar abaixo o que você acha que está aí dentro! O prazo final para enviar as respostas é o dia 26/10 às 23h59 (horário de Brasília).

O leitor com a resposta mais criativa ganhará uma Chopeira “beertender” da Heineken e o blog também leva kits Heineken e ingressos para shows. Então, é tudo nosso!

Acesse o regulamento do concurso cultural clicando aqui e não preciso dizer que você precisa ter + de 18 anos para participar, certo? 😉

Skyfall. Um novo começo.

Skyfall

Eu avisei para não ler.

Tudo escuro. Arma em mãos. Corpos pelo chão e um agente baleado, prestes a morrer. Um HD com os nomes de todos os agentes da MI6 infiltrados em diversos locais foi roubado.

Começa a perseguição.

E, como todo bom filme do 007, este também começa com tiros, perseguições, pancadaria e sangue. Em meio a essa perseguição, Bond é atingido. Duas vezes. Caindo para a morte do alto de uma ferrovia.

***

Algo que vemos muito no James Bond interpretado por Daniel Craig é o tema da Ressurreição. E dá para entender. Esse Bond está ressurgindo, se reinventando. Renascendo.

***

Em Skyfall, Bond vai de sua morte, que dura 3 meses, é julgado por ser um ‘velho’ em campo, confronta um agente do passado da MI6, mais uma vez deixa uma bond girl morrer de forma triste, porêm patética. E por fim, enfrenta seus fantasmas passados em Skyfall.

Esse filme fecha o primeiro arco do novo 007. Refez a sua história e atualizou os personagens e o Bond agora com um caráter formado. E assim temos o novo Bond. Um agente a moda antiga nos tempos modernos.

Além disso, nesse filme conhecemos Q (que nem será tão legal dando infinitos gadgets para Bond) e Moneypenny. Mas é claro que eu não contei tudo, pois vale a pena ver o filme e também entender como esse ‘novo’ James Bond se tornará um personagem bem mais complexo.

Ah! Como todo mundo já sabe, James irá beber Heineken nesse novo filme. Mas será apenas uma vez e com a mão cobrindo o rótulo. Ele toma também o seu martini, mas não aparece ele pedindo. O drink já está servido ali no balcão do bar. Tanner também toma uma Heineken.

Bom, se mesmo com esse spoiler você ficou curioso, corre que o filme estréia nessa sexta-feira!
 

Eu avisei. E por isso vocês não podem me xingar. :p

Nicolas é sempre Nicolas

Dizem que ele só começou na carreira cinematográfica, porque era sobrinho do Francis Ford Copolla. Maldade! Nicolas Cage tem um talento incompreendido. Talvez lá no fundo, lá no fundo mesmo, ele seja o cara certo para determinados papéis. E suas escolhas provam isso. A cada filme, a cada produção, esse ator não tão estimado pela crítica, se molda para representar personagens complicados… ou nem tanto, vai. A questão que fica, porém, é: como ele consegue transformar TODOS os seus personagens em Nicolas Cage? Coisa para poucos. A prova são essas rápidas sinopses de seus filmes.

Não importa o personagem. Ele vai ser Nicolas Cage.

A Rocha

Nicolas Cage é um cara frio, com um cabelo muito feio, sofrido pela guerra e conhece muito sobre bombas. Ele se infiltra no presídio de Alcatraz para desmascarar o plano dos malfeitores e salvar os EUA. No fim tudo explode.

Con-Air

Nicolas Cage é um cara frio, com um cabelo muito feio, sofrido pela guerra e conhece muito sobre golpes. Ele vai preso, mas, na hora de ser libertado, algo dá errado no avião. Ele se infiltra entre os bandidos para desmascarar o plano dos malfeitores e salvar os EUA. No fim tudo explode.

A Outra Face

Nicolas Cage é um cara frio, com um cabelo não tão feio, sofrido pela guerra contra o crime, que matou seu filho. Ele se infiltra no presídio – depois que troca de cara com o seu inimigo – para descobrir o plano dos malfeitores e salvar os EUA. No fim alguma coisa explode.

Cidade dos Anjos

Nicolas Cage é um anjo frio, com um cabelo passável, sofrido por não conhecer o amor. Ele se infiltra entre os humanos para se apaixonar pela Meg Ryan e desmascarar os EUA por gostarem dos filmes da Meg Ryan. No final ela explode.

Olhos de Serpente

Nicolas Cage é um policial frio, com um cabelo feio, e corrupto, que sofre com o sistema. Ele se infiltra entre a máfia do boxe para ajudar um amigo a desmascarar um crime que salvará os EUA. No fim não lembro se algo explode.

8mm

Nicolas Cage é um detetive frio, com um cabelo feio de novo, sofrido por assistir a tanta violência. Ele se infiltra no submundo da pornografia para desmascarar um assassinato que irá chocar os EUA. No fim uma fita explode.

Vivendo no Limite

Nicolas Cage é um motorista de ambulância frio, com um cabelo ruim, e sofrido por ter que lidar com tantos acidentes. Ele se infiltra em sua própria mente para se auto-ajudar e, indiretamente, salvar o sistema de saúde dos EUA. No fim o espectador explode… de depressão.

60 segundos

Nicolas Cage é um ladrão de carros frio, com um cabelo nota 5, sofrido por ser muito foda e não ter carro que não consiga roubar. Ele tem um desafio de roubar 50 carros e se infiltra numa gangue para desmascarar os sequestradores do seu irmão e tentar comer a Angelina Jolie na frente de todos os EUA. No fim muitos carros explodem.

A Lenda do Tesouro Perdido

Nicolas Cage é um Indiana Jones frio com um cabelo tenebroso de feio, que sofre por não ter descoberto nenhum tesouro decente. Ele se infiltra na biblioteca, pega um papel, fala que é um mapa importante e vai desmascarar o sistema de segurança das bibliotecas dos EUA. No fim ele acha o tesouro, mas ele explode.

Motoqueiro Fantasma

Nicolas Cage é um motoqueiro de verdade frio, com um cabelo bagunçado, que tenta lidar com seus medos. Ela faz um pacto com o diabo e se infiltra no submundo do mal para desmascarar as coisas horríveis por entre becos dos EUA. No fim ele pega fogo, mas não explode.

Mas Cage, apesar de todas as suas facetas impressionantes, não é uma peça exclusiva na cena hollywoodiana de repetições. Faça você um exercício de memória e pense mentalmente nas sinopses dos filmes de Tom Cruise, Jack Nicholson, Julia Roberts, Jack Black, Adam Sandler, aqueles em que o Eddie Murphy se transmuta em alguma coisa bizarra… e por aí vai. É como se todos frequentassem a escolinha Eri Johnson de personagens. Um pouco irritante, mas como não amar tanta canastrice?


Feio, cabelo feio pra cacete.

Uma balbúrdia de direção

E se um filme pudesse ser feito em colaboração entre Stephen King, Alfred Hitchock, Oliver Stone, Woody Allen, Tim Burton, Steven Spielberg, Cameron Crowe, Martin Scorsese, Stanley Kubrick, David Lynch e M. Night Shayamalan? Talvez, talvez… ele pudesse ser algo parecido com isso:

É uma noite de 6a feira e nós cinco, amigos de infância, estávamos saindo de uma festa em Nova York. A conversa girava em torno dos tempos em que éramos garotos em uma pequena escola no Maine. As escapadas para o lago, as corridas de bike, a banda, as garotas e o senhor Levinsky. O velho tinha um segredo naquela casa assustadora. A princípio parecia apenas solitário e nada mais. Até o dia em que o cachorro de um dos rapazes morreu atropelado. (aqui entra uma animação em stop-motion para contar como foi a morte do cachorro). Houve um funeral e um enterro. Eu mesmo me encarreguei da cova do pobre animal. Na manhã seguinte, porém, o buraco estava aberto e o cão não estava mais ali. A investigação deu início e o que descobrimos foi horripilante: todas as provas levavam para a casa do senhor Levinsky. Mas por que aquele homem queria um cachorro morto?


Daquele dia em diante revezávamos para observar os movimentos que iam e vinham daquela casa. Eram tempos de guerra e as pessoas andavam desconfiadas. Nada era o que parecia. Meu irmão mais velho era o exemplo sincero e cruel do que os campos do Vietnã faziam aos jovens. As vezes ele saia de casa gritando, se abaixava nos arbustos e fingia atirar contra a casa do senhor Levinsky. Ele dizia que o inimigo nos vigiava. Seria uma coincidência sinistra ou havia mesmo algo acontecendo naquela casa? Contei aos rapazes e decidimos que entraríamos naquele lugar.
O telefone tocou. Meu casamento estava em crise e eu sabia quem era. Há um ano, minha esposa e eu estávamos em Roma. A cidade, que tornou-se meu lugar favorito no mundo, também foi o início de um momento estranho na minha vida. Certa noite, voltávamos para casa e fomos abordados por uma espécie de gangue de palhaços que nos convidaram a um circo de rua. Nos entreolhamos, rimos e aceitamos. Quando chegamos nos vimos em um lugar em que, ao invés de mágicas e malabarismos, tinha o palco central ocupado por casais que falavam sobre suas vidas íntimas. A cada resposta em que havia uma discussão ou discordância, um balde de água caia na cabeça de um deles. Depois, vinha uma torta na cara. No começo achávamos graça… até chegar a nossa vez. De lá para cá nossa relação se tornou uma bagunça. A cada vez que brigávamos e eu falava “olha a torta”, ela me atacava alguma coisa irritada. Numa dessas confusões saí de casa e me encontrei com os rapazes. Agora me lembro que, assim como hoje, falamos também sobre o senhor Levinsky. Lembramos o caso “luz verde”, quando, certa madrugada em que roubávamos algumas amoras no quintal do meu velho e esquisito vizinho, observamos no céu, ao longe, uma luz verde… eliptica e veloz… que caiu bem próxima ao lago. Mas algo estava estranho. Minha cabeça girava e, antes que pudessemos decidir se iríamos ou não ao local da queda, adormeci. E não vi mais os caras. Lembro que acordei ainda no quintal do sr. Levinsky e do seu quarto vinha uma luz forte, brilhante, intensa e verde. Na conversa dessa noite descobri que nenhum dos rapazes tinha visto o que eu vi. Disseram que também adormeceram naquela noite, mas, diferente de mim, acordaram em suas camas. Nunca soubemos o que aconteceu ali, mas era mais um motivo para irmos à casa misteriosa.
Precisávamos de um plano. E o iniciamos. (em meio a papéis, gráficos, risadas, teorias conspiratórias… sobe trilha sonora “Light Years”, do Pearl Jam). Da janela alguém observava e parecia olhar para nós vez ou outra. A ideia era fingirmos um acidente de bicicleta e pedirmos ajuda. Neste momento, um cadilac pára nas proximidades. Três caras vestidos em um terno fino e alinhado tocam a campainha do senhor Levinsky. Garanto que vi um mexer em algo que parecia uma arma. A porta não se abre. Um deles nos vê e parte em nossa direção. “Ei garoto”, diz com sotaque italiano. “Vocês conhecem o velho?”. Todos nós indicamos uma negativa, mas ele insistiu. “Ele tem algo para gente. Estamos juntos há muito tempo. Assuntos pendentes”. Continuamos calados. “Se o virem por aí, digam que Joe Maletti quer vê-lo, certo?”. Sim, respondemos. Nos deram uma nota de 50 pratas e se foram. O cara tinha uma arma, meu Deus. Ficamos em dúvida sobre seguir em frente. Na verdade, desistimos rapidamente. Juramos, então, que se algo acontecesse… voltaríamos.
O celular tocou novamente naquela 6a feira. Acabávamos de nos despedir. Era minha mãe. Meu irmão havia desaparecido há uma semana e ela só me falava disso agora. Precisava da minha ajuda. Voltei naquela mesma noite para o Maine. Ao chegar quis entender com minha mãe sobre o acontecido, os últimos passos do meu irmão e o que ele havia falado. Fiquei pálido. Disse ela que ele falou algo sobre uma luz verde antes de sair. Eram 0h30 quando liguei para os caras e 14h quando todos já estavam na minha antiga residência. Depois de tudo dito, permaneceu um silêncio incomodo. Não havia outra opção a não ser cumprir a nossa promessa.
Nem sabíamos se o senhor Levinsky estava vivo ainda. Minha mãe também não sabia. Nada acontecia naquela casa há anos. Atravessamos a rua e tocamos a campainha. Nada. Batemos na porta e nenhuma ação. Forçamos um pouco a porta e ela se abriu. Tudo parecia abandonado, mas os móveis estavam intactos. Procuramos em todos os cômodos inferiores como se adíassemos o encontro com o quarto de onde vinha a tal luz. Um tanto sem coragem ainda, subimos os cinco. Finalmente estávamos de frente com o local de nossos medos primários, a fonte de tanto mistério. Giramos a maçaneta e lá estava meu irmão. Sentado, quieto, comendo as amoras que outrora existiam no quintal. Não respondia. Parecia não estar ali. O chamei, sacudi, dei-lhe um tapa no rosto… e ele, finalmente, sorriu e ele apontou o armário. De dentro dele, pelas frestas, vinha a luz verde, que iluminava a escuridão do quarto. Caminhei até a porta do móvel e parei. Os rapazes apenas olhavam e um deles amparava meu irmão, que não desgrudava os olhos de mim. Contei até três mentalmente e abri. Era uma escada que levava a uma câmara no sótão. Estavam lá os mafiosos, minha esposa, o cachorro e o senhor Levinsky vestido em uma fantasia de alienígena. Todos observavam um pote no chão, de onde saia a luz verde. Cada um jogava um pouco de amora e depois retirava para comê-las. Fui até o círculo e tentei retirar minha esposa daquele momento seita bizarra. Não era ela. Era um boneco. Assim como todos os outros ali. Os rapazes subiram e me olharam. O mais velho, John, sorriu e contou que a cidade como conhecíamos já não existia. Nem cidade e nem nada. Na verdade, as memórias eram falsas. A não ser nossos pais, familiares e casa. Não tinha havido mais nada. “E onde estamos, quem é você?”, quis saber. “Sou o John mesmo. Mas, sinto muito, estamos no Vietnã”, ele respondeu. “Não existe casa. Isso é um galpão de testes. Eles tem nos dado drogas disfarçadas de amoras. Nos dão para que pudessemos superar nossos medos. Cada um deles… e tudo tem início nos nossos medos de infância. Esse era o teste, soldados sem medo de combate”, falou John. Não restava nada. Não havia esposa (talvez uma enfermeira), não havia cachorro (talvez o início dos experimentos), máfia (talvez homens do governo)… droga nenhuma. “Ah, sim. Mas há uma coisa mais que existe”, disse John. Neste momento, entra um homem, vestido de médico, com a placa no jaleco “Levinsky, Paul”. Sorri e aponta uma luz verde no meu rosto.

Moral da história:

Não é porque você tem uma seleção dos melhores que vai conseguir que algo fique realmente bom. A visão única, exclusiva e particular, tanto no roteiro quanto na direção, é essencial. Fique atento quando vendem um filme com um grande nome na produção, por exemplo. Isso pode não significar absolutamente nada. O bom cinema não está só nos grandes nomes.

Indagações cinematográficas

Por mais realista que seja o filme, por mais intenso que seja o enredo e por mais envolvido que você esteja, não tem jeito, sempre haverá um momento em que a sua cabeça irá indagar. Pode ser em um drama, ação, romance, comédia, terror… a tal “licença poética” do diretor ou do roteiro, vai bater em você como em um aluno da 5ª série na aula de sexologia. E faz total sentido quando essas ideias se repetem, filme após filmes, tornando tudo uma espécie de “regras toscas que ninguém vai ligar de ver de novo, porque já se acostumou”.

Indagações cinematográficas

Aqui, lembrei 20 delas. Você consegue se lembrar de outras, certeza.

1– Por que na cena da escolha do vestido o amigo ou amiga nunca gostam das 10 primeiras opções?

2– Por que quando alguém vai abrir um arquivo importante no computador a tela fica tão brilhante que reflete na cara do fulano e na sala inteira (que por sinal está escura)?

3– Por que sempre que tem um café da manhã bem gostoso servido na mesa… o nego sai correndo sem comer nada: “to atrasado, um beijo, tchau”?

4– Por que as pessoas sempre vão lá fora averiguar um barulho sabendo que tem um maníaco, louco, psicopata, andando pela vizinhança?

5– Por que quando alguém está digitando no computador ou máquina de escrever não usam a barra de espaço?

6– Por que mesmo se você estiver em uma ilha asiática escondida do mapa todo mundo vai entender se você falar em inglês? Regra serve também para extraterrestres.

7-Por que escapar de uma perseguição em dupla, no final, um vai virar para o outro e fazer uma piadinha do tipo: “O tempo realmente estava bom para uma escapada, não?”.

8– Por que as coisas no espaço fazem um puta barulho?

9– Por que as pessoas são iguaizinhas aos seus antepassados?

10– Por que sempre que se corta o primeiro fio da bomba o relógio anda mais rápido e no segundo ele pára?

11– Por que as pessoas sempre acham vagas bem em frente ao lugar onde querem chegar?

12– Por que a menina feia da escola que não conseguia par na escola sempre fica linda com o passar dos anos?

13– Por que as maletas de dinheiro são todas organizadinhas e nunca com as notas bagunçadas?

14– Por que o atleta que está em campo consegue achar de cara, na plateia de milhões de pessoas, o amor da sua vida?

15– Por que as pessoas à beira da morte sempre conseguem falar as frases que precisam ser ditas?

16– Por que o asiático, que nasce lutando kung-fu e outras milhões de artes marciais, não importa o quanto ele seja bom, sempre vai perder para o americano que teve 5 dias de aula?

17– Por que a polícia nunca pergunta ao herói se ele teve realmente que matar aquelas 28 pessoas?

18– Por que ninguém paga os táxis?

19– Por que quando cai a linha do telefone o nego fica batendo no gancho e repetindo “alô, alô”?

20– Por que no escuro tudo é azul?

Meryl Streep e a beleza: uma de nossas atrizes preferidas conta como rejeitou – e rejeita – o papel de diva

O pessoal do canal Blank on Blank, do YouTube, transformou uma entrevista sensacional de Meryl Streep em vídeo/ Foto: Reprodução YouTube

Foi em 2008, mas na última terça-feira (24) a internet recuperou uma das entrevistas mais interessantes feitas com Meryl Streep — trabalho da jornalista Christine Spines para a Entertainment Weekly. Os melhores trechos se transformaram em um vídeo animado feito pelo canal do YouTube Blank on Blank. É assistir e se apaixonar um tiquinho mais pela atriz de ideias tão diversas daquelas geralmente associadas a Hollywood.

Entre muitos suspiros, Meryl fala pouco sobre seu ofício — “é muito humilhante imaginar a vida verdadeira de outra pessoa e sua dor… é a minha droga” — e bastante sobre a pressão para ser bonita na indústria do cinema, um problema que ela penou para resolver. “A única coisa que foi implacável pra mim é como você se apresenta em público. Não conseguia sossegar com isso, me levou à loucura”.

Tudo começa quando ela relembra o hábito deselegante do entendido de celebridades Earl Blackwell, que adorava criticar seu guarda-roupa. “Você não deve falar mal dos mortos, mas Earl Blackwell finalmente morreu, e eu estive em sua listinha das mais mal-vestidas todos os anos“, diz a atriz.

A jornalista então questiona: “Mas você escolheu uma carreira que é totalmente preocupada com essas coisas”. Ao que Meryl responde: “Não foi a carreira que escolhi. A carreira que escolhi foi uma especialização em Drama na faculdade, em Yale, quando interpretei uma mulher de 90 anos, um de meus papéis mais celebrados. Fiz uma pessoa muito gorda, fiz um monte de coisas diferentes. Nunca pensei que estaria na capa das revistas, usando coisas da moda. Não sou eu. Mas é isso que o estrelato no cinema implica”.

meryl streep velhinha

Ser boa atriz não é o bastante em Hollywood?/ Foto: Reprodução YouTube

Meryl relembra também que já foi chamada de horrorosa num teste. Mas ela deu a volta por cima com elegância. Era o teste de “King Kong”, com o produtor italiano Dino De Laurentiis, famoso por filmes de ficção científica e horror realizados ao longo de sete décadas.

“Dino De Laurentiis estava sentado lá, conhecendo todas aquelas garotas, e eu realmente tentei parecer bonita. Seu filho estava na sala, e Dino falou com ele em italiano. Eu sei italiano, eu estudei. Ele disse ‘por que você me mandou essa leitoa? Ela é tão brutta [ruim]‘. Olhei pra ele e disse ‘mi dispiace molto, ma’

. Ele estava tão acostumado a tratar garotas como meninas com a cabeça vazia. Claro que ele nunca imaginou que uma pessoa loura pudesse falar italiano”.

Os julgamentos de todos os lados não devem ser piores do que o artigo de uma revista de 67. Ainda bem que mudou!/ Foto: Reprodução YouTube

Os julgamentos de todos os lados não devem ser piores do que o artigo de uma revista de 67. Ainda bem que mudou!/ Foto: Reprodução YouTube

Na parte final da entrevista, Meryl compara o passado com o presente e mostra como se tornou mais fácil ser mulher hoje (embora ainda existam muitas dificuldades). Suas filhas, inclusive, ficaram chocadas com o sexismo que existia quando viram uma revista de 1967 encontrada pela mamãe cheia de Oscars.

“Encontrei meu kit de tricô na semana passada. Havia um suéter na metade feito para um namorado, há muito tempo, e o guia para tricotar estava numa revista, na Women’s Day Magazine, de 1967. Olhei e não consegui acreditar. Havia um anúncio enorme que dizia ‘escolha a única profissão onde você pode ganhar tanto quanto um homem. Seja uma contadora’. Sim. Tinha uma coluna ‘o que os homens dizem sobre as mulheres’ onde estava escrito que a pior coisa que um homem pode fazer por uma mulher é deixá-la chegar ao topo. Era um mundo muito diferente. É difícil explicar isso às pessoas”.

Ative as legendas (em inglês) e se prepare para adorar um pouquinho mais Meryl Streep:

Jurassic Park: como estão hoje os principais atores do filme de Steven Spielberg

O monstruoso T-Rex de “Jurassic Park – O parque dos dinossauros” assustou plateis do mundo inteiro

Primeiro Jurassic Park como estão hoje os atores

Nesta quinta-feira (13) faz exatamente 20 anos que “Jurassic Park – O parque dos Dinossauros” estreou nos cinemas brasileiros. Um dos principais filmes na longa carreira repleta de sucessos do diretor Steven Spielberg, “Jurassic Park” é uma das produções mais influentes das últimas décadas. Provou que a computação gráfica poderia ser usada para contar histórias marcantes e criar um bom tipo de entretenimento.

O filme também é recordista de bilheteria. A superprodução custou US$ 63 milhões, mas obteve quase US$ 1 bilhão. É a 18ª maior arrecadação da história do cinema. Os dinossauros e efeitos especiais do longa envelheceram bem e continuam impressionando após todos esses anos. Mas onde foram parar os atores principais do clássico de Spielberg? Colherada preparou uma lista mostrando o que Sam Neill, Jeff Goldblum e outros membros do elenco fizeram nesses 20 anos.

SAM NEILL

Sam Neill em "Jurassic Park" e "Alcatraz"

Sam Neill em “Jurassic Park” e “Alcatraz” / Fotos: Reprodução e Divulgação

Sam Neill participou de alguns filmes importantes, como “O Homem Bicentenário” (1999) e voltou ao parque dos dinossauros em “Jurassic Park 3“. Mas se deu melhor na televisão. Fez diversos papeis para séries e filmes exclusivos para a TV, entre eles “Alcatraz” (2012) e seis episódios da série britânica “Peaky Blinders“, ainda inédita por aqui.

JEFF GOLDBLUM

O ator Jeff Goldblum em 1993, como o Dr. Ian Malcolm, e em 2013 / Fotos: Reprodução e Divulgação

O ator Jeff Goldblum em 1993, como o Dr. Ian Malcolm, e em 2013 / Fotos: Reprodução e Divulgação

O ator já tinha feito alguns papéis em filmes de terror, como “Invasores de Corpos” (1978) e o clássico cult “A Mosca” (1986), mas seu grande papel foi em “Jurassic Park“. Participou da continuação, “O Mundo Perdido: Jurassic Park” (1997), e fez outros filmes de sucesso mediano, como “A Vida Marinha com Steve Zissou“, de Wes Anderson. Também fez várias participações em séries de TV, como “Will & Grace” e “Lei e Ordem“. Seu papel mais recente foi uma ponta na série “Portlandia“.

LAURA DERN

26 anos após "Jurassic Park", Laura Dern é a protagonista da série de TV "Enlightened"

20 anos após “Jurassic Park”, Laura Dern é a protagonista da série de TV “Enlightened”/ Fotos: Reprodução e Divulgação

Seu papel mais famoso no cinema foi em “Jurassic Park“, mas Laura Dern construiu uma sólida carreira na televisão. Ganhou um Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação como secretária de Estado da Flórida no filme para TV “Recount” (2008). Desde 2011, é a protagonista da série “Enlightened“, e ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz por sua atuação.

ARIANA RICHARDS

Ariana Richards como a jovem Lex Murphy, em 1993, e em 2013 / Fotos: Reprodução e Divulgação

Ariana Richards como a jovem Lex Murphy, em 1993, e em 2013 / Fotos: Reprodução e Divulgação

Depois de interpretar Lex Murphy na ação de Spielberg, Ariana Richards fez alguns outros filmes de pouco sucesso. Voltou ao papel e ao parque dos dinossauros em “Jurassic Park 3″ e continua fazendo algumas pontas em longas e séries. Também investiu em uma carreira na música, mas sua mistura de pop adolescente e baladas dançantes não vingou. Teve mais sucesso como artista plástica: suas pinturas impressionistas chamaram a atenção dos especialistas e ela ganhou alguns prêmios.

JOSEPH MAZZALLO 

Joseph Mazzello ainda criança em "Jurassic Park" e na série "The Pacific, em 2010

Joseph Mazzello ainda criança em “Jurassic Park” e na série “The Pacific, em 2010 / Fotos: Reprodução

O ator Joseph Mazzello era apenas uma criança quando interpretou Tim Murphy na luta para sobreviver aos dinossauros. Mas ele cresceu e participou de produções importantes, como “A Rede Social” (2010) e a série “The Pacific” (2010). Esteve também do blockbuster “G.I. Joe: Retaliação“.

WAYNE KNIGHT

Wayne Knight como Dennis Nedry, em "Parque dos dinossauros", e em 2013

Wayne Knight como Dennis Nedry, em “Parque dos dinossauros”, e em 2013 / Fotos: Reprodução e Divulgação

Depois de viver o vilão Dennis Nedry, o ator Wayne Knight conseguiu alguns papéis em grandes sucessos de bilheteria, como “Space Jam” (1996). Mas se deu bem mesmo como dublador. Emprestou sua voz a diversas animações: “Hércules” (1997), “Tarzan” (1999), “Toy Story 2” (1999), todas da Disney, e “Kung Fu Panda” (2008). Atualmente dubla um personagem da série “Apenas um Show“, do canal pago Cartoon Network.

7 esconderijos de vilões do cinema que você pode conhecer na vida real

O gigantesco satélite do filme “007 Contra GoldenEye” é uma peça central do plano de Alex Trevelyan para realizar o maior roubo da história. Na vida real, a construção é quase tão empolgante quanto na ficção. É o observatório de Arecibo, em Porto Rico, usado por astrônomos em pesquisas científicas

A mansão dos Malfoy, de “Harry Potter”

O interior da base de Stryker, de “X-Men 2″, foi criado em computador. Mas a barragem em que ela está escondida é de verdade: fica no Peter Lougheed Provincial Park, em Kananaskis, Alberta, no Canadá / Foto: Reprodução

O Asilo Arkham, lar dos mais perigosos inimigos do Batman, foi criado a partir de dois locais diferentes. A fachada é do National Institute For Medical Research, em Londres, mas a escadaria em que a polícia é atacada por morcegos em “Batman Begins” é do St Pancras Hotel, também em Londres

O esconderijo de Dominic Green, vilão em “007 – Quantum of Solace”, é um observatório astronômico. A parte mostrada no filme é a área residencial de La Residencia, no Deserto do Atacama

A enorme mansão de Norman Osborn, o grande inimigo no primeiro “Homem-Aranha” de Sam Raimi, é, na verdade, o Tudor City Apartment Complex, um prédio de apartamentos luxuosos em Nova York, imaginado como se pertencesse a um único bilionário louco. Para entrar, é preciso conhecer alguém que more lá. Mas sempre é possível ver a fachada – a única parte que aparece no longa

O edifício em que o Príncipe Vigo aparece (e mais tarde é derrotado) em “Os Caça-Fantasmas 2″ é chamado de Manhattan Museum of Art. Na verdade, é o Alexander Hamilton U.S. Custom House, a antiga alfândega de Nova York, que se tornou patrimônio histórico na década de 1970

A mansão dos Malfoy, de “Harry Potter”, é, na verdade, Hardwick Hall, em Derbyshire, no Reino Unido. A mansão real não tem os tetos pontudos, mas é totalmente aberta ao público

“20.000 Days on Earth”: documentário mostra um dia entre real e ficção na vida da lenda do rock Nick Cave

″No final do século 20, eu deixei de ser um ser humano”. Assim o australiano Nick Cave, uma das grandes lendas vivas do rock, dono de uma voz cavernosa, abre o documentário sobre sua vida – “20.000 Days on Earth” (“20 Mil Dias Sobre a Terra”). Os diretores Iain Forsyth e Jane Pollard imaginaram um dia na vida de Cave – um dia que tem muito de realidade, mas também um pouco de ficção.

Ainda gravando seus álbuns a cada dois ou três anos – o último foi “Push the Sky Away”, em 2013 -, Cave passa seus dias escrevendo em sua casa em Brighton, na Inglaterra – uma cidade que, em suas palavras, “se esforça violentamente pra entrar nas minhas músicas”. Suas melhores rimas vêm de oposições absurdas, “como uma pequena criança e um psicopata na Mongólia”.

Num dos melhores momentos do filme, Cave está no analista e recorda algumas das suas melhores lembranças de infância. “A primeira garota que beijei usava maquiagem branca até na boca, parecia uma máscara de kabuki. Me encantei tanto com ela que comecei a me vestir como mulher em casa. Meu pai começou a se preocupar que eu me tornasse um travesti″.

Sua mais remota lembrança artística foi o pai lendo para ele a primeira página do romance “Lolita”, de Vladimir Nabokov, em voz alta. Ele gagueja quando o analista lhe pergunta qual o seu maior medo. “É perder a memória. Toda a nossa razão de viver está na memória”. Outra revelação é sobre o período em que usava drogas, nos anos 80. “É curioso, essa foi a minha fase de maior interesse por religião. Eu ia à igreja, depois tomava drogas e começava a compor”.

Ao longo do dia, Cave vai encontrando amigos e conhecidos, como o ator Ray Winstone (do filme “Os Infiltrados”) e a também australiana Kylie Minogue, cantora que aparece sedutora em seu carro como uma fantasia, contando sobre a primeira vez em que viu Cave no palco, ainda jovem.

O trabalho de Nick Cave como músico é alvo de uma severa autocrítica. “Sabe, às vezes eu gostaria de ter alguém no estúdio para dizer que a música está longa.″ A melhor canção é sempre aquela que fica no estágio do delírio e do sentimento. “Adoro a sensação de uma música antes de você entendê-la. Quando você entende totalmente uma música, ela perde o interesse pra você”. Ao final, um momento de performance de Cave no palco, hipnotizando os fãs com sua voz grave, explica por quê ele ganhou o status de lenda viva do rock. “Quando estou no palco, gosto de escolher alguns poucos espectadores na plateia e enchê-los de terror”, brinca.

Para quem ficou curioso, abaixo está a entrevista dos diretores (em inglês) contando mais detalhes do documentário. Clica!

Enviado especial a Berlim

Godzilla impõe seu respeito

Godzilla é bem mais que um réptil gigante. Para os japoneses que o criaram na década de 50, com o nome de Gojira, ele era uma metáfora do perigo nuclear que vitimou duas cidades no país. Claro que com o tempo ele passou a ter outros significados para muito mais gente, incluindo aí quem simplesmente adora a ideia de um monstro destruindo tudo que encontra pela frente ou quem gostaria de ter um bichão desse como um legítimo super-herói protetor da humanidade.

Godzilla impõe seu respeito

Ao longo dos anos, dezenas de animações, filmes, séries de TV, quadrinhos e videogames, que empregaram desde atores em roupas de látex até programadores de efeitos especiais, fizeram com que o personagem chegasse até aqui com a força para estrelar o milionário filme dirigido por Gareth Edwards e estrelado por atores como Bryan Cranston, Juliette Binoche, Ken Watanabe e Aaron Taylor-Johnson.

Essa bomba não é o filme de Emmerich, fique tranquilo

A boa notícia é que o filme é bem melhor que aquele que Roland Emmerich fez em 1998, o que não chega a ser um grande feito. Afinal, a primeira superprodução americana foi tão criticada que a Toho, proprietária do personagem, rebatizou a criatura como Zilla. Tá certa a Toho: o bicho de Emmerich era uma senhora grávida e não o velho Godzilla. Desta vez há muito mais respeito e até homenagem ao passado do lagartão marinho. Na história original, os testes atômicos no Pacífico despertaram o animal, enquanto neste aqui, as bombas foram usadas para atacar o bicho, que vinha sendo mantido em segredo pelas autoridades desde aquela época. Tudo a ver com as teorias da conspiração e o controle da mídia que nos assombram hoje.

A trama que cerca “Godzilla” é bem arquitetada e é apresentada aos poucos. O que pode parecer confuso no início vai sendo bem solucionado com a apresentação de novas informações. Logo vemos algo mais importante que a origem da criatura: o seu propósito, com uma boa mensagem ecológica e convenientes espetadas nas pretensões humanas e tal. Não dá para falar muito sobre essa parte do filme, para não rolar spoiler. Mas é ótima a ideia de fazer deste Godzilla algo bem mais que uma máquina de destruição contra a humanidade, como já foi feito em outras versões.

O lado negativo é a subtrama, ou trama principal, sei lá (porque é a que parece tomar mais tempo de tela, infelizmente). Bem na escola americana dos blockbusters, acompanhamos os dramas humanos que cercam a aparição de Godzilla, com destaque para tragédias familiares. Essa parte é um pouco chata e arrastada, além de contar com um grande problema: os protagonistas ou coadjuvantes dessa abordagem vão mudando e não dá tempo de se afeiçoar a eles. Em “Guerra dos Mundos”, acompanhávamos o personagem de Tom Cruise e sua família o tempo todo, assim como em “Sinais”, de M. Night Shyamalan. Nesse “Godzilla”, começamos a gostar de um personagem e ele vai embora. Depois achamos, por exemplo, que o drama humano será o militar tomando conta de um garoto e logo vemos que não é nada disso. Não há uma continuidade que nos faça criar vínculos com os personagens.

Outro fator que pode incomodar algumas pessoas é a quantidade não tão grande de imagens do gigante. Muita gente estará indo ao cinema para ver o monstro em seu esplendor, mas não é a todo momento que ele se mostra. A experiência que o diretor propõe é quase a de um voyeur que espia tudo como dá, entre frestas e buracos de fechadura. Não tanto como “Cloverfield”, mas com menos visão do que muitos devem estar esperando. Isso não chega a ser um problema, é uma escolha. Mas vale o aviso. Aliás, cabe mais uma advertência: o 3D é dispensável e até dificulta a total apreciação do filme, que tem grande parte das cenas do monstro em ambiente sem muita luz. Ou seja, fica bem escuro. Prefira o 2D.