Trilogia Blade vale a pena?

Existe um RPG de mesa chamado Vampiro: A Máscara. De todos os tipos de vampiros já desenvolvidos pra uso comercial, os dos anos 90 e todos que beberam da fonte desse RPG incrível me agradam mais. Vampiros punks, organizados em diferentes clãs e, acima de tudo, orgiásticos e poderosos. Blade é um dos mais legais do gênero, mas foi piorando a cada edição…
No Filme Com Leite Condensado de hoje, vou analisar o que gosto e o que não gosto nos três filmes da saga do caçador de vampiros que é o único capaz de andar sob a luz do dia, conhecido e temido pelo título Daywalker (no quadrinho, outros daywalkers aparecem). O filme inspira vibe anárquica, que a gente é enganado o tempo todo por um sistema que visa esconder toda a sujeira debaixo do tapete. 

BLADE, O CAÇADOR DE VAMPIROS (1998)
O primeiro longa da trilogia é, sem dúvidas, o melhor. Fotografia escura, boates com chuva de sangue para vampiros clubbers, música eletrônica dos anos 90 e luta de espadas. Blade é meio humano e meio vampiro, tendo assim todas as capacidades sobrenaturais dos vamps, como superforça, regeneração e agilidade incríveis. Além disso, não possui as fraquezas da noite, podendo andar livremente de dia. Seu único problema é: se nega a beber sangue.

Trilogia Blade

Pra isso, seu amigo e mentor Whistler, que o treinou para ser um caçador de vampiros, conseguiu alguém para desenvolver o soro que substitui o uso de sangue, mas Blade precisa tomar com cada vez mais frequência, principalmente quando se envolve numa briga com o vampiro rebelde que quer trazer o deus dos noturnos de volta dos “mortos”. Por um acaso, esse é o vampiro que matou a mãe de Blade, vampiro por qual o caçador sai todas as noites, a razão de querer vingança.
Os efeitos são característicos da época, a história não é da maior genialidade, mas gosto muito da caracterização do Wesley Snipes pro herói e do trabalho visual, do figurino gótico-moderno e do design dos sets numa cidade fria e perigosa ao anoitecer. Recomendo.

BLADE II – CAÇADOR DE VAMPIROS (2002)
Aqui a história envolve os relacionamentos de pais e filhos (mesmo que de forma bizarra), manipulação genética e vampiros que comem outros vampiros como resultado disso. Os “reapers” formam uma nova raça de bebedores de sangue que não só se reproduzem muito rápido como possuem uma mordida fatal também para vampiros. Causam paralisia, são extremamente difíceis de matar e sua resistência à porrada é absurda, além da extrema velocidade. 

Num ato de desespero, os vampiros pedem ajuda de Blade para exterminar a nova ameaça, que depois que se alimentar de vampiros, vai se alimentar de todos os humanos, criaturas que o caçador jurou proteger enquanto vivo. Assim ele se vê trabalhando com um time de vamps que foi treinado para aniquilá-lo (que irônico). As frases de efeito são muito divertidas e a caracterização de cada vampiro do time é bem única.
Quando mais novo, aluguei toda a trilogia. Esse era o único filme que eu tinha medo, porque a boca dos reapers é igual à do aliengínena do filme Predador. A história perde um pouco de força, mesmo que o visual continue tão e até mais impecável que no primeiro filme — e os efeitos melhoraram muito!

BLADE TRINITY (2004)
O-pior-de-todos-os-filmes. Sério, é absurdo como conseguiram cagar com a trilogia com um filme só. Blade agora é procurado pela polícia, tem sua base de operações destruída e acaba indo pra cadeia (controlada por acólitos de vampiros, chamados no filme de “familiares”). Lá, é resgatado por um cara (Ryan Reynolds quando era feio, mas ainda gostoso) e uma garota (Jessica Biel, bonita mas sem sal), exímios combatentes das trevas, mas ainda muito jovens para serem respeitados. E humanos.

Ela é a filha afastada de Whistler e trabalha nesse grupo de caçadores que usam altíssima tecnologia (?!) pra acabar com os monstros. Só que o problema agora é maior: vampiros trouxeram do túmulo o primeiro grande chupa-chupa: Drácula, chamado de Drake pra amenizar a patetice. O filme já tava ruim com a maneira de terem incluído o grupo novo de caçadores, com as história meia-boca do Drácula então… 
Da trilogia, esse é o único que não vejo mais de uma vez, passo batido. Mas em geral, a série Blade é um dos poucos filmes de vampiros que se mantém fiéis à organização política e personalidades diferenciadas de vampiros em diferentes locais, diferentes épocas. Me sinto muito inspirado pelo primeiro filme, principalmente quando preciso brincar de ilustrar me baseando na arte do jogo Vampiro: A Máscara.

Se gosta dos filhos da noite, vai gostar pelo menos do primeiro filme. O segundo vale ter na prateleira. O terceiro nunca deveria ter saído do papel. Inclusive, tentaram fazer uma série e o spin-off dela virou a nova geração de filmes (do Blade careca mesmo). Nunca vi, mas poucos comentários são elogios. 
Se assistir, comenta?

O Homem de Aço (2013) é bom?

sperei minha vida inteira por um filme assim. Mesmo depois de ter achado que Os Vingadores acabariam com qualquer esperança cinematográfica para meus heróis favoritos, Zack Snyder (♥), Christopher Nolan (♥) e David S. Goyer (sem coração) reviveram um ícone. “Super” nunca foi um título tão bem colocado, mas eu escolheria o prefixo adjetivado “supremo”. Não há nada igual ao que vi aqui.
Antes de mais nada, retire o preconceito dos ombros. Quando falo do Superman (e minha imbecil preferência pela DC Comics sobre a Marvel), todo mundo para pra dizer que não tem graça, que não há razão pra contar a história de um cara que é, basicamente, indestrutível. Essa é a maior dificuldade na hora de tentar adaptar para o cinema, principalmente hoje que a demanda é que super-heróis — por mais super que sejam — se tornem humano, que suas histórias possam ser acompanhadas de um “tá, isso seria possível no mundo de hoje”.

Por isso, trazer um alienígena com cueca por cima da roupa e que se disfarça apenas colocando um par de óculos sempre deu zebra. Pode falar que tô cuspindo no prato dos filmes antigos (excluindo o péssimo MESMO Superman, O Retorno), mas não há razões para comparar o passado com o presente. O público clama por solidez, não só no enredo, mas em como todas as fantasias que os quadrinhos nos trazem serão representados visualmente, em movimento.
A história em OHomem de Aço é contada primeiro em Krypton, com uma estilística única (com cara de Snyder) e um roteiro muito bem resumido e costurado pra caber em, sei lá, 10 minutos, um monte de história, razões e referências. Krypton se torna uma Matrix softcore, onde cada cidadão nasce “artificialmente”. Seu material genético é alterado para que as pessoas nasçam com predefinições sociais muito claras, como o político, o guerreiro, o líder e assim em diante. As escolhas parecem não existir.

É quando Jor-El (renomadíssimo cientista) e sua esposa Lara Lor-Van decidem que seu filho nascerá de parto natural, não numa encubadora. Que seu corpo será imaculado e suas escolhas possíveis. A merda é que pelo fato de terem gasto tudo do meio-ambiente, a galera de Krypton teve a estúpida ideia de pegar matéria-prima do núcleo do planeta, o que colocou uma data de expiração pra vida de todos. Num último suspiro, Jor-El e Lara enviam Kal-El (vulgo Clark Kent) pra Terra, quando ao mesmo tempo Zod, o general fodão, resolve tomar providências pra matar todo o conselho de Krypton e dar um “golpe militar”.
Daí em diante a gente já conhece a história: alien criado por fazendeiros descobre seus poderes com o passar dos anos e desenvolve um código moral mais forte do que ele. A graça é como isso é transportado pro cinema com esperteza de fazer chorar. Você nunca viu a história do Superman dessa maneira. Várias mudanças aconteceram, mas nada que destruísse o que conhecemos. Na verdade, a versão desse filme me parece até mais sensata do que dos próprios quadrinhos, mesmo após o “reinício” dos heróis da DC Comics.

Kal-El acaba se tornando um representante político. Não dos Estados Unidos da América, não de Krypton. Ele é o símbolo da sociedade utópica, o líder que vai mudar a cabeça dos seres humanos para que não aconteça conosco o que aconteceu em seu planeta natal, um alienígena e não super-herói. A desculpa que faz com que Kal-El se torne um herói de coração puro também é construída com detalhes importantes, como o sacrifício, o amor e o respeito, que não importa qual o tamanho da sua força, sendo seguro de si e pensador de um bem maior, não há por que se aproveitar da fraqueza dos outros.
Esse alien é um imigrante buscando aceitação num mundo hostil. Piora quando Zod aparece na Terra (sim, porque o Conselho de Krypton é burro e acabou “salvando” Zod da destruição) e exige a cabeça de Clark num espeto. Até a galera entender quem tá do lado de quem, rola muita água. Literalmente. Mesmo que o roteiro consiga colocar em duas horas e vinte todo o legado que deu origem ao Homem de Aço, dá a sensação de que correram um pouquinho, o que é quase completamente resolvido com a narrativa de vai e vem no tempo pra explicar cada passo de Clark.

Seu relacionamento com Lois Lane também é rápido, mas devido às circunstâncias em quais eles se envolvem, dá pra entender. Ele, homem solitário e frágil, encontra nela um refúgio. Até brincam incrivelmente bem com o conceito de identidade secreta, é tudo mais real. As referências aos filmes como The Thing e o próprio Matrix são claríssimas. A fotografia é de um trabalho espetacular, falando nisso. As cenas mostram a imensidão dos poderes do Superman em tomadas amplas, minimalistas e muito bem iluminadas, coisa que só Zack Snyder (♥) sabe fazer (assista Sucker Punch e reveja O Homem de Aço pra comparar).
Morri de medo, é claro. Superman e Batman são os dois super-heróis que cresceram comigo. Clark é o alienígena que eu fui (e sou) desde a época do colégio. Batman é minha solidão, meu lado “faça você mesmo”. Aprendi a ler com meus quadrinhos e também foi por causa deles que peguei um lápis e cursei design gráfico na faculdade. Tive medo de O Homem de Aço ser um lixo, mas não. Mesmo sendo um blockbuster (filme pra se tornar popular e levantar muito dinheiro), é cheio de significados, de verdades próprias que o sustentam.

Mesmo que escreva e escreva, não vou conseguir traduzir pra você a experiência de colocar os óculos 3D numa sala de cinema IMAX e chegar a sentir o cheiro de poeira dos destroços ou o impacto avassalador das cenas de luta onde a gravidade não tem vez (Neo e Smith de Matrix invejando em 3, 2, 1…). Batalhas dignas de Dragon Ball Z, roteiro à lá Batman: O Cavaleiro das Trevas e todo o visual descolado no estilo Zack Snyder de ser. O Homem de Aço é meu orgulho. É a razão de hoje eu estar procurando em lojas online os blu-rays dos heróis da DC que vou colecionar na estante.
E amanhã tô no cinema de novo. Contra todos os críticos chatos e saudosistas, aceito a nova geração do herói. Henry Cavill é puro Clark Kent, personagem de difícil interpretação, pois corre o risco de ficar chato, de ficar bobão e incômodo. Não tem discussão comigo: é o melhor filme do herói até hoje, contando todos os aspectos (inclusive as cenas de luta que só servem pra encher os olhos, porque cinema é  experiência visual também, não precisa falar de Platão a cada linha).

Agora e Sempre (1995) é bom?

Sabe aquelas aventuras de verão que você sempre quis viver com seus melhores amigos no melhor estilo Goonies, só que menos viajado? Sessões espíritas no cemitério, correr de bicicleta na chuva pra fugir d’um maluco, ter um lugar secreto ou nadar num lago deserto de qualquer lugar? Desejos que não desaparecem nem com o passar dos anos? Now and Then é sobre isso.
Porque a gente cresce e muda. Quando somos pequenos, promessas são fáceis de fazer e sempre tão fáceis de cumprir… temos menos medo de compromissos, menos medo do amanhã, daquilo que ainda não existe. Nos tornamos adultos, pegamos uma calculadora e tentamos planejar cada segundo do que ainda nem aconteceu. Calamos a intuição e, pior, nosso coração. 

Quatro amigas fizeram um pacto quando mais novas, quando moravam no mesmo bairro, de sempre poderem contar umas com as outras quando as coisas ficassem feias. Elas crescem, mudam de cidades, suas profissões a levam por novos caminhos e seus passados até as privam de retomar caminhos que já percorreram. Quando uma delas está a ponto de ter bebê, uma reunião de emergência é acionada, mais de duas décadas depois. 
Juntas naquele mesmo bairro que as apresentou, formou e testou seus laços, relembram da infância e suas melhores jornadas, com direito a suposta comunicação com o espírito de um menino cuja morte é um mistério, um velho insano que caminha no cemitério apenas à noite, o veterano de guerra que lhes oferece o primeiro cigarro ou as brigas entre meninos e meninas, como gangues, que fulmina nas primeiras descobertas românticas.

Agora e Sempre é de uma sensibilidade tão graciosa quando fala de amizades! Sabe aquela coisa de sentir saudade de algo que você nem sabe se realmente viveu? Lateja, faz sorrir, faz querer chorar, tudo ao mesmo tempo. Cadê nossos amigos do colégio? Cadê nossas promessas de eternidade? Não dissemos que seríamos diferentes de nossos pais, que quebraríamos as regras do tempo e viveríamos apoiados uns nos outros para sempre? 
Crescer te torna cético. Cético da bondade e inocência dentro dos outros e da gente. Damos um passo de cada vez com cuidado pra não derrubar a faca que trazemos escondida nas costas porque estamos esperando que qualquer pessoa nos ataque, até quem não esperamos. A gente prefere acreditar na frieza da “realidade” porque é mais fácil viver assim, se acostumar.

É mais fácil mesmo? Não seria melhor se pudéssemos confiar de novo, amar de novo? Se pudéssemos rir das mancadas, se pudéssemos nos levar menos a sério? Claro que as responsabilidades sempre virão, nunca canso de repetir, pois até mesmo as meninas no filme possuem as suas, tanto umas com as outras quanto com seus pais, seus irmãos, seus vizinhos e desconhecidos. 
E idade realmente define sua maturidade? Será que nossos pais serão sempre a voz da razão? Será que eles sabem de tudo e a gente não sabe de nada? Bem-vindo ao Agora e Sempre. Dê as boas vindas a um filme obrigatório para todo Discípulo de Peter Pan!
TRAILER SEM LEGENDA (INFELIZMENTE):

True Blood é bom?

A sexta temporada da série de vampiros mais legal e cheia de nudez do mundo vai estrear tanto no Brasil quanto nos EUA nesse domingo, dia 16. Se não conhece — ou ignora por achar que é igual a Crepúsculo ou The Vampire Diaries —, vou dar uma pincelada no porquê de eu amar a quantidade absurda de sangue e luxúria na TV. 
Imagine que os japoneses tenham inventado o Tru:Blood, sangue sintético. Imagine que nessa oportunidade, numa inversão social, histórica e política, uma nova espécia resolva se pronunciar publicamente. Poderiam ser alienígenas a causar tamanho pânico, mas por que aliens se pronunciariam por causa da invenção de sangue sintético? Não, não são aliens. São vampiros. Vampiros vêm a público pedir direitos iguais, de respeito e parceria, para conviver com humanos agora que não precisam se alimentar deles (necessariamente).

Vampiros mais rebeldes se recusam a beber de garrafas. Humanos conservadores eliminam até vampiros inocentes, formando grupos de ódio como vemos contra etnias. O negócio do momento é o sangue de vampiros, que funciona como uma droga estimulante na cama e no dia-a-dia, mas causa dependência absurda (e sai caro porque não é fácil conseguir sangue de vampiro). A prostituição alcança novos níveis, não mais por dinheiro, mas por sangue: eles bebem o seu, você bebe o deles. E nisso tudo, uma garçonete tropeça no pior pesadelo do homem.
A cidade é Bon Temps, sem graça, sem sal. Até o vampiro Bill aparecer e despertar o interesse de Sookie Stackhouse (Anna Paquin, a Vampira dos X-Men, que irônico). O negócio já começa bizarro porque Sookie consegue ler a mente das pessoas. Como Bill tá mortinho da silva (porque Bill e Silva são nomes que combinam), ela fica instigada e acaba salvando a não-vida dele. A partir daí, sangue e sexo.

Parece bobão, eu sei, mas é a única série que conseguiu retratar bem até a 5ª temporada a “real” natureza dos vampiros, criaturas imortais, dobradas ao abuso da sexualidade (tanto com homens quanto com mulheres, já que os conceitos sociais morreram com eles durante os séculos) pra matar o tédio, buscando algo novo pra distrair até o próximo século. Principalmente sangue. E mais sexo. Sexo com sangue.
Bill se apaixona por Sookie e ela por ele. Depois, Eric se apaixona por Sookie e ela por ele. Coisa de Edward e Bella? Não, meu bem. A série não é pra crianças. Aqui a gente tá falando de sadomasoquismo e dominação a níveis sobrenaturais, claro. Sookie tem cheiro inigualável (que é explicado mais pra frente) e todo mundo quer um pedaço e isso dá briga, com direito a explosão de tripas, gosma e orgasmos.
E por se tornar um ponto de forte presença mística, muitas criaturas sobrenaturais resolvem passear por lá: lobisomens, avatares de deuses da orgia e vinho, bruxas, metamorfos, fadas, fantasmas, panteras, necromantes… enfim, uma porrada de coisa. Mesmo numa confusão que poderia surgir de roteiros ruins e afobados, tudo consegue ser claro nos 12 episódios por temporada e sempre, sempre, com humor extremamente negro, começando pelo sotaque sulista do áudio original.

Então esqueça a melação. Esqueça o amor platônico. Esqueça o tabu onde homem só beija mulher e vampiros que têm filhos. Dê um oi para o banho de sangue sem motivo, para a heresia, para anarquia, para relações sexuais baseadas em mordidas sobre lençóis de vermelho intenso e decoração clássica. Se você jogou Vampiro: A Máscara, vai reparar que a hierarquia dos vampiros é bem inspirada de lá, o que torna a rede de acontecimentos mais complexa e “possível”. 
O trailer da 1ª temporada aí embaixo foi o único que achei legendado em português, então a imagem nem tá lá grande coisa, mas dá pra ter noção. 

O trailer da 6ª temporada é esse, também legendado em português:

Se puder, assista na qualidade de Blu-ray (720p ou 1080p). Você não vai querer perder detalhe algum, anota o que tô falando. E já tá na agenda um post na coluna Festa em Casa para uma social True Blood!

DICA DO SEM H: brincar de beber o sangue dos outros é caô, então pense duas vezes antes de matar o coleguinha ou bichinho pra fazer isso, tá? Primeiro que você vai estar cometendo assassinato. Segundo que pode pegar 12376123 doenças mortais. Terceiro porque seu estômago não foi fabricado pra processar grandes quantidades de sangue na digestão, o que poderá ocasionar enormes dores estomacais, diarreia, inchaços (inclusive internos) e refluxos (vômito) por dias! Dias! Também adoraria brincar de vampiro com osgatin da festa, mas seria meio estúpido, né não?

Filmes para festa do pijama

Ontem ensinei como organizar uma festa do pijama pra quem quer passar a madrugada dançando com os amigos, jogando videogame ou só comendo e conversando. A gente sabe que toda festa do pijama que se preze tem um pouquinho de cinema, né? Selecionei quatro filmes que são a cara de uma noite dessas!

1. A Mentira (Easy A) – 2010
Se quer saber, Emma Stone me ganhou não em Zumbilândia, mas quando escolheu participar da produção de Easy A, ou como foi chamado por aqui, A Mentira. Emma interpreta Olive, garota com inteligência e senso crítico acima da média mas invisível como qualquer outra pessoa no ensino médio. Um dia, tentando ajudar um colega homossexual a ganhar respeito, finge que transou com ele.

Com isso, passa a ser conhecida como a grande piranha, vista e reconhecida por todos. No começo aproveita a nova fama, o que lhe oferece, mas quando perde a certeza sobre sua integridade, decide reparar os erros e todas as mentiras contadas para que ele acontecesse. É comédia, é divertido e não é besteirol. É um dos poucos conteúdos jovens com teor inteligente, que não menospreza o espectador, mas o faz rir dos absurdos mostrados.

Destaque enorme para Stanley Tucci e a diviníssima Patricia Clarkson, que também fez a mãe de outra atriz/personagem que amo muito, a Jamie (Mila Kunis) de Amizade Colorida. Patricia é realmente o máximo e Stanley não fica nunca pra trás. Queria muito deixar a cena do cartão musical que a avó de Olive manda pra ela, mas vai estragar uma das maiores cenas do filme, em que você fica voltando pra rir e rir, cantando junto. A música até virou ringtone do meu celular.


2. A Escolha Perfeita (Pitch Perfect) – 2012

Beca, interpretada por Anna Kendrick – que fez a amiga da Bella de Crepúsculo – gostaria mesmo de seguir a carreira musical como DJ, misturando músicas, inventando mashups, mas seu pai a obriga a estudar na universidade em que dá aula. Vendo como ela está infeliz, fazem um trato: ela se esforça pra gostar do curso por um tempo e se não conseguir, a deixa fazer o que quiser.

Nisso ela acaba entrando para um grupo de jovens coristas e descobre um mundo gigantesco na competição de corais, algo meio Glee, só que menos viajado. Mesmo assim, a vibe é ótima! Eles fazem covers de músicas existentes e todos os instrumentos são tocados por eles mesmos, usando a boca e partes do corpo. A perfomance de Cups, usando copos para percussão, virou hit em dois dias quando liberado na internet.

É pra assistir e cantar junto.


3. Garota Infernal (Jennifer’s Body) – 2009

Se a intenção da noite for brincar um pouco com o sobrenatural e o tabuleiro Ouija, recomendo Jennifer’s Body. As críticas não deram mole, dizendo que Diablo Cody (mesma roteirista de Juno e Jovens Adultos) escreveu algo totalmente sem sentido pra existir. Eu e todos os meus amigos discordamos. 

Jennifer (Megan Fox)é uma popular líder de torcida nem um pouco santa. Quando uma banda indie aparece na cidade com a intenção de sacrificar uma virgem para o pacto com um demônio, pegam Jennifer, que se diz virgem só pra dar em cima do vocalista (Adam Brody). O que acontece quando uma não-virgem é sacrificada no lugar de uma imaculada? O demônio passa a habitar o corpo da garota. 

Sua melhor amiga, Needy (Amanda Seyfried), percebe que tem algo errado e escava informações pra entender o que aconteceu com sua melhor amiga e ícone de admiração profunda. É teen, é descolado, é indie. A trilha sonora é mais monstruosa que Jennifer e com leite condensado pra dar dor de barriga é o filme ideal pra assistir em grupo desde que você tenha mais de um banheiro.


4. Meninas Malvadas (Mean Girls) – 2004

Lembro que quando saiu e nos anos seguintes, todo mundo só falava desse filme no colégio. Não só falavam como marcavam de ver trinta vezes no mesmo dia. Eu, todo alienígena que era, nunca tinha visto e não sentia a mínima vontade. Como bom aprendiz de Marina & The Diamonds, ficava em casa queimando bíblias ao invés de ser a rainha do baile

Sério, tem pouco mais de uma semana que assisti Meninas Malvadas e não dei muita fé, não achei que algo maneiro pudesse sair da história de Cady (Lindsay Lohan), que morou na África e sempre estudou em casa e que agora teve de voltar para os EUA e se matricular no colégio como parte de uma “inserção social” guiada pelos pais. O problema, nós sabemos, é que as savanas podem ser bem menos perigosas do que o ensino médio.

Ninguém é amigável além do “gordinho gay” e da “roqueira lésbica”, que logo se unem a ela num plano pra derrubar Regina George (Rachel McAdams), a diaba-extremamente-popular-só-não-tenho-iphone-porque-não-existe. O problema é que a cada vez que Cady tenta derrubar as mentiras e falsidades de Regina, ela se torna a própria Regina! É o famoso caso de que quando falamos muito mal de algo, talvez tenhamos um desejo enrustido.
O filme fala da prática do bullying e apesar de teen é bem encorpado por causa da comédia não-burra. Aposto que todo mundo na festa do pijama já deve ter assistido Mean Girls, mas não acredito que vão reclamar da escolha.

Esses foram os 4 filmes delicinhas pra curtir com a galera enrolada no edredom. Façam brigadeiro de panela e sintam frio até não aguentarem manter os olhos abertos. Aproveite que outono e inverno estão aqui na porta.

10 razões para assistir Dexter

Dexter entra ja foi encerrada mas temporada, a 8ª, Estados Unidos. Se não conhece ou teve saco pra começar a assistir, separei 10 motivos para ganhar pique e pegar todas as 7 temporadas de uma vez. Ainda dá tempo de alcançar o resto do público pra não perder o fim de uma das séries mais interessantes dos últimos tempos.

1. O PROTAGONISTA É GATO
Michael C. Hall é o nome do ator que interpreta Dexter, um serial killer que só mata gente que merece morrer dentro do conceito que seu pai adotivo estabeleceu depois que descobriu que seu filho tinha compulsão por matar. Já que não deu pra tirar isso do menino, o ensinou a punir apenas gente que merecesse pagar pelas mãos da justiça, nunca os inocentes.

Além da personalidade de um cara que finge sentimentos para se misturar com as pessoas — pois ele não sente nada quando não mata —, trabalha como especialista em sangue e assassinatos em Miami, junto com a polícia, tem de fingir para a própria irmã e mantém um relacionamento onde não consegue sentir nem prazer sexual com uma mulher traumatizada pela violência doméstica de seu antigo relacionamento.
O cara é lindo, é matador e tem lábia. Esse motivo não é o suficiente? Tenho mais 9 pra te convencer.

2. É SOBRE UM SERIAL KILLER (QUE NARRA SUA PRÓPRIA VIDA)
Os mecanismos sob quais Dexter funciona são peculiares e muito legais. É quase como ter um serial killer “do bem”, um vigilante. Já que a moda atual é a matança como arte (Hannibal, alô) e temos tendência esquisita de torcer para os vilões, Dexter nos dá uma desculpa para torcer para o cara errado do lado certo.

É o Batman com um bisturi.

3. FOTOGRAFIA DO CARALHO
A iluminação e a fotografia são muito bonitos desde a 1 ª temporada, que teve seu início em 2006. As aberturas, o cenário paradisíaco, as cores quentes: o verão acontece na série, mesmo dentro de casa. E a câmera capta o suor, as mais finas camadas de sangue, os detalhes em macro que fazem toda a diferença para suspirar a cada cena.

Faz a barba aqui em casa, sô!

4. TRILHA SONORA DA PORRA
Músicas latinas que deixariam Lana Del Rey com vontade de acordar e balançar a bunda na frente do bar inteiro. É tudo muito típico quando se trata do trabalho sonoro, envolvente, principalmente quando precisa delimitar ou unir momentos de comédia com tensão.

5. SÓ TEM 12 EPISÓDIOS POR TEMPORADA
Desnecessárias são essas séries que têm 27 episódios por temporada, mantendo o espectador escravo de um monte de ladainha dispensável e encheção de linguiça sem trema. Em Dexter, assim como em True Blood, só temos 12 episódios por temporada.

O que significa menos tempo de frente pra cada hora de episódio e mais tempo sofrendo entre uma temporada e outra.

6. FINAL PICA JÁ NA 1ª TEMPORADA
Justamente por ter menos episódios que séries comuns, Dexter fecha a primeira temporada com final inesperado, do tipo que você só espera no fim da série! Se a 1ª acaba dessa forma, de que maneira vai terminar a série em si? Pior que nem posso comentar sobre o final sem revelar spoilers importantíssimos, então assim que começar, veja até o fim do episódio 12. Não vai se arrepender, te prometo.

7. TODAS AS PERSONAGENS SÃO DIVERTIDAS
A série é sobre um psicopata, a gente sabe. Só que além disso, é sobre como um serial killer se mistura no ambiente comum da sociedade. Assim até ele sucumbe a momentos de comédia, de frases incríveis e risadas espontâneas.

Esse tipo de investida no gênero comédia/suspense não deixa que a trama fique presa a uma ponta só, podendo verter para os lados, aliviando tensões e alongando expressões.

8. MIAMI

9. É UM TRUE BLOOD ACESSÍVEL
Se você assiste True Blood e se revira de prazer na cama ao ver aquele monte de gente assassinando pessoas e tomando banho de sangue, vai adorar Dexter, sabe por quê? Porque vampiros são muito difíceis de encontrar para se tornar uma vítima.

Serial killers você acha até no colégio.

10. DÁ PRA FICAR BÊBADO ENQUANTO ASSISTE
É só colocar o DVD (ou baixar, né) e recortar um bigodinho de papel pra colar na TV. Depois é só seguir essas instruções aqui e se divertir.
E aí, te convenci agora?

filmes que nunca canso de assistir

Tenho poucos filmes realmente favoritos, daqueles que nunca paro de ver não importa quanto tempo passe. Falei de dois deles no especial Ressaca de Halloween 2012 (Jovens Bruxas e Os Garotos Perdidos) e de outro aqui (De Repente, Califórnia), então hoje vou falar do que nos sobrou: Jovens Adultos, Amizade Colorida, A Origem e Donnie Darko. E essa é só a primeira parte…

1. JOVENS ADULTOS (Young Adult), 2011
Diablo Cody é minha roteirista favorita, sabe? Foi em Juno que ela me pegou, na época que assistir ao filme umas quatro vezes por semana era rotina. Quando veio Garota Infernal, detonado pela crítica, achei um jeito muito “Diablo” de falar do sobrenatural e brincar com os arquétipos das meninas. Quando soube que Jovens Adultos sairia, esperei um tempão e não me decepcionei.

Charlize Theron (que se tornou uma de minhas atrizes preferidas aqui) interpreta Mavis Gary, ghost-writer ranzinza, depressiva e alcoólatra que apesar de ter envelhecido, não perdeu os traços da popular líder de torcida que era na juventude. Por escrever romances para adolescentes, ainda usa gírias e trejeitos de uma garota metida de dezesseis anos. 
Quando recebe um e-mail para a cerimônia de batismo do filho do namorado do ensino médio, Buddy Slade (Patrick Wilson), encontra a chance perfeita pra voltar para a cidadezinha tosca que deixou no passado para resgatá-lo por acreditar que ele vive uma vida que não gosta, já que bebês são entediantes e casamentos podem não dar certo (como o dela).

O filme parece meio arrastado no começo mas é genial! Os milhões de litros de Coca-Cola, as manias de escritores e como pessoas podem realmente não ser mais adultas por serem adultas. É o melhor roteiro da Diablo e um dos melhores lançamentos de 2011.

2. AMIZADE COLORIDA (Friends With Benefits), 2011
Outro lançamento do caralho é esse! Comédias românticas não fazem meu estilo, acho escrotas demais. Só que Amizade Colorida é uma comédia romântica que faz piada com o próprio gênero e brinca com ele mesmo! Sem falar que o casal principal é Mila Kunis e ninguém menos que Justin Timberlake, né?

Dylan Harper é tentado a comparecer a uma entrevista de emprego para a GQ Magazine em Nova Iorque por Jamie (Mila), uma caça-talentos de personalidade muito singular (o tipo de pessoa que você adora só de trocar duas palavras). Ele acaba aceitando o emprego e se vê sozinho na nova cidade, o que o torna muito amigo de Jamie
Numa noite de tédio, depois de algumas cervejas, ele propõe que transem sem comprometer a amizade, só pra matar vontade mesmo. No fim das contas, ela acha uma boa ideia e a brincadeira vai acontecendo sem problema algum por um booom tempo, como se a amizade não pudesse ser afetada por nada, nem mesmo a falta de depilação.

É muito divertido e inteligente porque mostra que o sexo pode ser menos íntimo que um beijo, por exemplo, já que beijos precisam de muito mais sensibilidade do que enfiar mangueiras em jardins alheios. E os dois têm uma química que vou te falar: diálogos leves, quase que improvisados, naturais, corpos bonitos… Atenção para a atriz que faz a mãe de Jamie, Patricia Clarkson (falei dela em A Mentira), que é uma figurona! Filme imperdível!

3. A ORIGEM (Inception), 2010
Dirigido por Christopher Nolan — o mesmo cara que revitalizou a trilogia Batman moderna — é de se esperar material de extremo bom gosto e conteúdo. Inception é um dos filmes de ficção-científica mais incríveis que assisti durante meus 20 anos de vida e até hoje não sai do replay.

Dom Cobb, interpretado pelo cada vez melhor Leonardo DiCaprio, é foragido da polícia internacional por ser o melhor ladrão de segredos da mente das pessoas. Isso mesmo, o cara rouba segredos dos outros usando alguns aparelhos e algumas drogas que faz com que ele compartilhe os sonhos das vítimas num complexo sistema de construção mental. 
Por ser foragido, não pode entrar em contato com a única família que lhe restou depois de perder a esposa, seus dois filhos. Sabendo disso, um tipo de trabalho considerado impossível de ser feito lhe é oferecido: implantar uma ideia na cabeça de alguém. Até então, Cobb apenas roubava, mas já que pode ser sua chance de voltar pra casa, aceita o trabalho com uma puta equipe que inclui até Ellen Page.

Assim um dos roteiros mais maravilhosos da ficção-científica ganha vida. Parece confuso, mas dá pra entender tudinho. E o final… ai, Cristo! Que final! Se você já assistiu mas não entendeu nada, esse link aqui vai explicar. Se você ainda NÃO assistiu, não clique na porra do link! Vai estragar tudo!

4. DONNIE DARKO (Donnie Darko), 2001
Jake Gyllenhaal interpreta uma das personagens que mais gosto: Donnie Darko, garoto caracterizado como esquizofrênico que é salvo pela presença de um coelho monstruoso, que o acorda de madrugada pouco antes da turbina de um avião esmagar seu quarto. Como se não fosse suficiente uma coisa daquelas, o coelho lhe diz que o mundo vai acabar e dá data com hora pra isso.

Procurando respostas para o que está acontecendo, entra numa jornada de questionamentos sobre a realidade, relacionamentos, ideologias, tempo, espaço, vida e morte. É uma ficção-científica também muito inteligente, de trilha sonora melancólica e proposta diferente. O roteiro é um daqueles círculos, que dá uma volta enorme e termina com uma resposta óbvia, mas muito criativa, muito esperta.
Me lembro de passar diversas tardes na cama, depois de jogar Sonic, assistindo a esse filme e cantando Mad World. Teve continuação, mas nem assisti. Quem viu, fala mal. Não é pra menos. Filmes geniais como esse não podem ter continuações! São pérolas, precisam ser únicos, mantidos com esmero. 

E esses foram meus 4 queridinhos nessa sexta! Numa outra qualquer trarei mais 4 e assim em diante, até terminar minha listinha amada que cresce devagar. Baixe agora ou corra pra comprar!

Sex and the City é legal?

The O.C. ajudou a formar o Enrique que hoje faz terapia com as seis temporadas e dois filmes de Sex and the City, que tem poucos e curtos episódios por temporada, cheios de significados, diálogos sobre cotidiano das relações que todo mundo está sujeito e faz com que você queira morar sozinho logo, encontrando os melhores amigos pra almoçar quase todos (todos) os dias.
Insisto em dizer que Sex and the City é a minha melhor terapia. Nenhuma série que já assisti fez com que eu aprendesse ou refletisse diretamente na prática de lidar com outras pessoas. Iniciada a primeira temporada em 1998 (com 12 episódios com menos de 30 minutos), Carrie Bradshaw narra os romances, lições e a vida em Manhattan na coluna “Sex and the City” (“Sexo e a Cidade”) que escreve num jornal em Nova Iorque.

Das quatro mulheres que estrelam a série, Carrie é com quem mais me identifico: escritora, péssimo histórico de relacionamentos amaldiçoados e pronta pra qualquer nova experiência que sirva como aprendizado ou inspiração para o que produz, seja na coluna ou na vida. Ela é o meio-termo de todas as outras, tendo em si um pouquinho de cada uma das amigas.

Muito bem resolvida, independente, louca por sexo e ótimo modelo da mulher ousada é Samantha. Trabalha com relações publicas, nem pensa em casamento e tem as melhores piadas da série: todas envolvem trocadilhos com sexo. A risada dessa mulher é fenomenal. Com ela, aprendi a apreciar o sexo menos como um paciente sob cirurgia e mais como um jogo, uma forma de lazer que pode misturar ou não sentimentos mais sutis.

Oposta à Samantha é Charlotte, toda doce, romântica, toda educadinha, evita falar palavrões, odeia grosseria e acredita no casamento, que o cara certo vai aparecer pra ela de qualquer jeito. Interpretada de forma excepcional, é carismática com o jeito fofo sem entrar no arquétipo da santa: adora sexo, claro. É dona de uma galeria de arte.

Miranda é a última das amigas, advogada muito bem sucedida, obrigado. Depois de tantos fiascos com os homens, passou a desacreditar neles, guardando em si e nas amigas todo o poder que precisa pra ser a guerreira independente por fora e frágil por dentro, negando esse lado até pra ela mesma. Com Miranda, aprendi que pessoas pessimistas e difíceis de lidar geralmente sofreram muito nas mãos dos outros e que não posso me tornar esse tipo de cara.

Os temas são os mais comuns do mundo, mesmo pra quem não mora em Mahattan e sim num bairrozinho de merda no Rio de Janeiro. Claro que a maturidade da série, inclusive no nível dos trocadilhos, é mais concentrado para mulheres adultas, que realmente vivem com questões sobre quando parar de fumar, como se relacionar com homens divorciados e a compra de um novo apartamento.
Só que recomendo totalmente pra jovens adultos na faixa dos 20, pela carga cômica (é uma série de comédia), pela discussão do tabu e preparação pro que está por vir na vida adulta. Pra mim, também inspira, dá vontade de construir uma carreira, viver outros relacionamentos, poder falar sobre sexo abertamente, tudo acompanhado de um bom drink, preferencialmente o famosíssimo Cosmopolitan.

Dá pra achar a série completa em DVD ou baixá-la na internet. Recomendo a compra porque o preço tá baixo, são só 6 temporadas (como tem poucos episódios, o preço fica entre R$ 20,00 e R$ 30,00 cada) e ainda vendem boxes de luxo com a série completa (entre R$ 90,00 e R$ 120,00).
Se você ama cultura pop, moda, tem vontade de ser independente, adora as surpresas do cotidiano, sente falta dos anos 90 e adora falar de relacionamentos, SATC é a série certa. Junto com The O.C., ocupa o primeiro lugar no meu ranking favoritas: enquanto uma me acompanhou quando pré-adolescente, a outra me acompanha como (eterno) jovem no caminho da adultice.

Somos Tão Jovens (2013) Bom?

Clichê. Daqueles enjoados. Se propor a narrar a história de um ícone é pra ser feito com cuidado. Primeiro que não pode se tornar documentário. Segundo porque não pode ficar restrito apenas aos fãs. Precisa ser claro e ainda assim, fiel. Somos Tão Jovens foi um cuspe pro alto, o primeiro filme do ano que fez com que me arrependesse de pagar ingresso.
Só pra você ter uma ideia da trama antes de eu descascar em cima, a gente conhece o início de carreira de Renato Russo, famoso vocalista e compositor da banda Legião Urbana, aquele grupo de rock meio diferente, com letras incríveis, sempre nadando entre agressividade irônica e doces melodias. Começando nisso, a marcação temporal desse “início” é frouxa, perdida a ponto de tornar algo extremamente curioso em totalmente desinteressante

é bom Somos Tão Jovens ?

Pra arrastar o circo de tristezas do que poderia ser um PUTA filme, os atores parecem ter saído de uma escolinha de teatro no melhor estilo Malhação. Se não fosse por Thiago Mendonça, que interpreta o próprio Renato, a desgraça seria ainda maior. Mesmo assim, não consegui assistir Thiago como grande ator. Apesar de toda a composição da personagem e seus movimentos, trejeitos e personalidade, apenas consegui enxerga-lo como um ótimo “imitador”. Talvez seja problema da direção…
Porque é caricato demais. O garoto que faz Herbert Vianna, Edu Moraes, é sensacional, mas também como imitador, não como ator. O Dinho Ouro Preto, da Capital Inicial, consegue ser mais esquisito que o real, só que bastante sem sal. Laila Zaid, que interpretou Aninha, melhor amiga de Renato, tem seus ótimos momentos, mas com péssimas edições e texto mole, o que me fez acreditar que a culpa de tamanho descaso com a preparação técnica dos jovens atores advenha de uma direção imatura, despreparada para filmar algo como esse filme.

Tive de me segurar na cadeira pra não ir embora, impulso que veio três vezes durante a exibição a ponto de me fazer levantar da cadeira. Fazia tempo que algo assim não acontecia. Isso me deixou muito decepcionado, pois apesar de não esperar muito de Somos Tão Jovens, não esperava tão pouco. Não esperava a forçação de barra para alimentar arquétipos do “jovem roqueiro” regado a vodka, cigarro, cerveja e rock por reprovar um mundo de mordomias no qual estão inseridos.
Porque a grande impressão (e quase sempre extremamente real, vejo pelos jovens roqueiros que conheci e conheço, além de ídolos como Cazuza) é que filhinhos de papai só querem ter algo pra fazer barulho sobre. Querem matar o tédio com fósforo e gasolina, querem afrontar pais legais e um pouco babacas. Parece que é um bando de mimados buscando identidade na novidade, no que ainda nem chegou à massa, só pra vestir, fazer parte.

A intenção talvez tenha sido de mostrar isso mesmo, mas ficou feio, mal executado. Deixou a impressão de que essa imagem só veio pra tela por “defeito”, não por planejamento. Houve medo para ousar na exibição das drogas, dos romances (principalmente com homens, onde nem rola beijo) no desenvolvimento da mente de um garoto feio que se tornou Deus para milhões de pessoas. Não que fosse necessário falar do fim, mas já que o foco era o começo, por que não fazer com vontade?
Por outro lado, figurinos são impecáveis, fotografia é ótima, e apesar das boas músicas, o áudio estava uma porcaria nas cenas do quarto de Renato. Nos créditos vem escrito que é uma obra de ficção BASEADA na biografia do cantor. Por isso não há desculpas pra expressar a falta de criatividade, talvez até de paixão e empenho para produzir um resultado melhor, encorpado. 

Foi perda de dinheiro. Foi perda de paciência, de tesão, de esperanças e isso me deixa muito triste. Não gostaria de estar escrevendo essa crítica, não por ser um filme brasileiro, mas por falar de um cara que nas telonas se parece com um personagem de novelinha teen ao invés de falar do poeta avassalador que mesmo depois de tantas décadas continua inspirando mentes, tirando lágrimas dos olhos e fazendo nos perguntar: que país é esse? Que porra de mundo é esse? E quem somos nós?
Que os bons atores desse fiasco alcem voos a personagens e roteiros muito mais lapidados, pois foram eles que me seguraram na sala do cinema excessivamente gelado.

Drinking games com séries de TV

Saudades da inocência de quando festa em casa se resumia a jogar Banco Imobiliário e assistir O Rei Leão dezenas de vezes. Ou comer mais do que beber. Os tempos mudaram, nós descobrimos que bolo de chocolate engorda e que as festinhas em casa se chamam “sociais”. E nelas a gente pode ficar bêbado fazendo o que é cotidiano: assistindo programas de TV!

Nem todo mundo. Mas boa parte dos jovens do planeta. A discussão aqui não é pra saber se ficar embriagado é fútil ou se você consegue muito bem se manter extremamente animado sem uma gota de vodca no sangue, não. O que quero mostrar é que mesmo assistindo Hora da Aventura você pode ter desculpas pra se divertir com um pouco de etílico e copos de vidro.
Já imaginou? Você chama seus amigos pra uma maratona de The Walking Dead com bastante pipoca, pizza e suquinho. Mas aí assistir aqueles episódios de quase uma hora fica chatinho, ficar sentado vai perdendo a graça com aquele monte de gente e você abre o Santo Google pra achar algo de diferente, animado, pra fazer enquanto assiste essa série.
Eis que você abre o DDPP e dá de cara com isso:

Não é legal? É claro que dependendo da intensidade de você e seus parceiros, vocês podem terminar a noite acabadíssimos, dormindo, vomitados, sei lá. Mas o diferencial é: você não precisa deixar de assistir a série pra encontrar sua festa! Nem sair de casa! Ninguém vai ficar desanimado e todo mundo vai querer ver mais e mais – até não aguentarem, claro!
Enrique-sem-H, não gosto de The Walking Dead, e aí?
– Você pode inventar suas regras pra suas séries, filmes, games preferidos ou colocar Breaking Bad pra rodar:

– Mas Breaking Bad é adulto demais, Enrique-sem-H. E aí?
– E aí que eu amo Hora da Aventura! É desenho que passa em canal de criança, mas não é nada bobo. Além de ter ótimas piadas, trata de assuntos muito legais em alguns episódios e é realmente engraçado. Além da estética, que é foda. Saca só como animar os vinte minutinhos de cada episódio com um pouco de tequila:

Viu? Então chama a galera, invente suas regras e se derreta com seus programas de TV favoritos. Encontrei essas ideias no tumblr (só a de Breaking Bad eu traduzi sem modificar muitas situações indicadas, porque tava perfeito), a partir desse post. Caso queira ver os autores originais, é só ir lá. Mudei um pouco aqui e ali e pronto, os três drinking games de séries de TV estão prontos pra download.
Na próxima, nessa nova categoria do DDPP, vou trazer um joguinho muuuuuito diferente também, pra ser jogado em casa, assistindo TV. Só vai precisar de uma folha de papel, caneta e, claro, cachaça. Se preparem, meus Jovens!