True Blood é bom?

A sexta temporada da série de vampiros mais legal e cheia de nudez do mundo vai estrear tanto no Brasil quanto nos EUA nesse domingo, dia 16. Se não conhece — ou ignora por achar que é igual a Crepúsculo ou The Vampire Diaries —, vou dar uma pincelada no porquê de eu amar a quantidade absurda de sangue e luxúria na TV. 
Imagine que os japoneses tenham inventado o Tru:Blood, sangue sintético. Imagine que nessa oportunidade, numa inversão social, histórica e política, uma nova espécia resolva se pronunciar publicamente. Poderiam ser alienígenas a causar tamanho pânico, mas por que aliens se pronunciariam por causa da invenção de sangue sintético? Não, não são aliens. São vampiros. Vampiros vêm a público pedir direitos iguais, de respeito e parceria, para conviver com humanos agora que não precisam se alimentar deles (necessariamente).

Vampiros mais rebeldes se recusam a beber de garrafas. Humanos conservadores eliminam até vampiros inocentes, formando grupos de ódio como vemos contra etnias. O negócio do momento é o sangue de vampiros, que funciona como uma droga estimulante na cama e no dia-a-dia, mas causa dependência absurda (e sai caro porque não é fácil conseguir sangue de vampiro). A prostituição alcança novos níveis, não mais por dinheiro, mas por sangue: eles bebem o seu, você bebe o deles. E nisso tudo, uma garçonete tropeça no pior pesadelo do homem.
A cidade é Bon Temps, sem graça, sem sal. Até o vampiro Bill aparecer e despertar o interesse de Sookie Stackhouse (Anna Paquin, a Vampira dos X-Men, que irônico). O negócio já começa bizarro porque Sookie consegue ler a mente das pessoas. Como Bill tá mortinho da silva (porque Bill e Silva são nomes que combinam), ela fica instigada e acaba salvando a não-vida dele. A partir daí, sangue e sexo.

Parece bobão, eu sei, mas é a única série que conseguiu retratar bem até a 5ª temporada a “real” natureza dos vampiros, criaturas imortais, dobradas ao abuso da sexualidade (tanto com homens quanto com mulheres, já que os conceitos sociais morreram com eles durante os séculos) pra matar o tédio, buscando algo novo pra distrair até o próximo século. Principalmente sangue. E mais sexo. Sexo com sangue.
Bill se apaixona por Sookie e ela por ele. Depois, Eric se apaixona por Sookie e ela por ele. Coisa de Edward e Bella? Não, meu bem. A série não é pra crianças. Aqui a gente tá falando de sadomasoquismo e dominação a níveis sobrenaturais, claro. Sookie tem cheiro inigualável (que é explicado mais pra frente) e todo mundo quer um pedaço e isso dá briga, com direito a explosão de tripas, gosma e orgasmos.
E por se tornar um ponto de forte presença mística, muitas criaturas sobrenaturais resolvem passear por lá: lobisomens, avatares de deuses da orgia e vinho, bruxas, metamorfos, fadas, fantasmas, panteras, necromantes… enfim, uma porrada de coisa. Mesmo numa confusão que poderia surgir de roteiros ruins e afobados, tudo consegue ser claro nos 12 episódios por temporada e sempre, sempre, com humor extremamente negro, começando pelo sotaque sulista do áudio original.

Então esqueça a melação. Esqueça o amor platônico. Esqueça o tabu onde homem só beija mulher e vampiros que têm filhos. Dê um oi para o banho de sangue sem motivo, para a heresia, para anarquia, para relações sexuais baseadas em mordidas sobre lençóis de vermelho intenso e decoração clássica. Se você jogou Vampiro: A Máscara, vai reparar que a hierarquia dos vampiros é bem inspirada de lá, o que torna a rede de acontecimentos mais complexa e “possível”. 
O trailer da 1ª temporada aí embaixo foi o único que achei legendado em português, então a imagem nem tá lá grande coisa, mas dá pra ter noção. 

O trailer da 6ª temporada é esse, também legendado em português:

Se puder, assista na qualidade de Blu-ray (720p ou 1080p). Você não vai querer perder detalhe algum, anota o que tô falando. E já tá na agenda um post na coluna Festa em Casa para uma social True Blood!

DICA DO SEM H: brincar de beber o sangue dos outros é caô, então pense duas vezes antes de matar o coleguinha ou bichinho pra fazer isso, tá? Primeiro que você vai estar cometendo assassinato. Segundo que pode pegar 12376123 doenças mortais. Terceiro porque seu estômago não foi fabricado pra processar grandes quantidades de sangue na digestão, o que poderá ocasionar enormes dores estomacais, diarreia, inchaços (inclusive internos) e refluxos (vômito) por dias! Dias! Também adoraria brincar de vampiro com osgatin da festa, mas seria meio estúpido, né não?

Filmes para festa do pijama

Ontem ensinei como organizar uma festa do pijama pra quem quer passar a madrugada dançando com os amigos, jogando videogame ou só comendo e conversando. A gente sabe que toda festa do pijama que se preze tem um pouquinho de cinema, né? Selecionei quatro filmes que são a cara de uma noite dessas!

1. A Mentira (Easy A) – 2010
Se quer saber, Emma Stone me ganhou não em Zumbilândia, mas quando escolheu participar da produção de Easy A, ou como foi chamado por aqui, A Mentira. Emma interpreta Olive, garota com inteligência e senso crítico acima da média mas invisível como qualquer outra pessoa no ensino médio. Um dia, tentando ajudar um colega homossexual a ganhar respeito, finge que transou com ele.

Com isso, passa a ser conhecida como a grande piranha, vista e reconhecida por todos. No começo aproveita a nova fama, o que lhe oferece, mas quando perde a certeza sobre sua integridade, decide reparar os erros e todas as mentiras contadas para que ele acontecesse. É comédia, é divertido e não é besteirol. É um dos poucos conteúdos jovens com teor inteligente, que não menospreza o espectador, mas o faz rir dos absurdos mostrados.

Destaque enorme para Stanley Tucci e a diviníssima Patricia Clarkson, que também fez a mãe de outra atriz/personagem que amo muito, a Jamie (Mila Kunis) de Amizade Colorida. Patricia é realmente o máximo e Stanley não fica nunca pra trás. Queria muito deixar a cena do cartão musical que a avó de Olive manda pra ela, mas vai estragar uma das maiores cenas do filme, em que você fica voltando pra rir e rir, cantando junto. A música até virou ringtone do meu celular.


2. A Escolha Perfeita (Pitch Perfect) – 2012

Beca, interpretada por Anna Kendrick – que fez a amiga da Bella de Crepúsculo – gostaria mesmo de seguir a carreira musical como DJ, misturando músicas, inventando mashups, mas seu pai a obriga a estudar na universidade em que dá aula. Vendo como ela está infeliz, fazem um trato: ela se esforça pra gostar do curso por um tempo e se não conseguir, a deixa fazer o que quiser.

Nisso ela acaba entrando para um grupo de jovens coristas e descobre um mundo gigantesco na competição de corais, algo meio Glee, só que menos viajado. Mesmo assim, a vibe é ótima! Eles fazem covers de músicas existentes e todos os instrumentos são tocados por eles mesmos, usando a boca e partes do corpo. A perfomance de Cups, usando copos para percussão, virou hit em dois dias quando liberado na internet.

É pra assistir e cantar junto.


3. Garota Infernal (Jennifer’s Body) – 2009

Se a intenção da noite for brincar um pouco com o sobrenatural e o tabuleiro Ouija, recomendo Jennifer’s Body. As críticas não deram mole, dizendo que Diablo Cody (mesma roteirista de Juno e Jovens Adultos) escreveu algo totalmente sem sentido pra existir. Eu e todos os meus amigos discordamos. 

Jennifer (Megan Fox)é uma popular líder de torcida nem um pouco santa. Quando uma banda indie aparece na cidade com a intenção de sacrificar uma virgem para o pacto com um demônio, pegam Jennifer, que se diz virgem só pra dar em cima do vocalista (Adam Brody). O que acontece quando uma não-virgem é sacrificada no lugar de uma imaculada? O demônio passa a habitar o corpo da garota. 

Sua melhor amiga, Needy (Amanda Seyfried), percebe que tem algo errado e escava informações pra entender o que aconteceu com sua melhor amiga e ícone de admiração profunda. É teen, é descolado, é indie. A trilha sonora é mais monstruosa que Jennifer e com leite condensado pra dar dor de barriga é o filme ideal pra assistir em grupo desde que você tenha mais de um banheiro.


4. Meninas Malvadas (Mean Girls) – 2004

Lembro que quando saiu e nos anos seguintes, todo mundo só falava desse filme no colégio. Não só falavam como marcavam de ver trinta vezes no mesmo dia. Eu, todo alienígena que era, nunca tinha visto e não sentia a mínima vontade. Como bom aprendiz de Marina & The Diamonds, ficava em casa queimando bíblias ao invés de ser a rainha do baile

Sério, tem pouco mais de uma semana que assisti Meninas Malvadas e não dei muita fé, não achei que algo maneiro pudesse sair da história de Cady (Lindsay Lohan), que morou na África e sempre estudou em casa e que agora teve de voltar para os EUA e se matricular no colégio como parte de uma “inserção social” guiada pelos pais. O problema, nós sabemos, é que as savanas podem ser bem menos perigosas do que o ensino médio.

Ninguém é amigável além do “gordinho gay” e da “roqueira lésbica”, que logo se unem a ela num plano pra derrubar Regina George (Rachel McAdams), a diaba-extremamente-popular-só-não-tenho-iphone-porque-não-existe. O problema é que a cada vez que Cady tenta derrubar as mentiras e falsidades de Regina, ela se torna a própria Regina! É o famoso caso de que quando falamos muito mal de algo, talvez tenhamos um desejo enrustido.
O filme fala da prática do bullying e apesar de teen é bem encorpado por causa da comédia não-burra. Aposto que todo mundo na festa do pijama já deve ter assistido Mean Girls, mas não acredito que vão reclamar da escolha.

Esses foram os 4 filmes delicinhas pra curtir com a galera enrolada no edredom. Façam brigadeiro de panela e sintam frio até não aguentarem manter os olhos abertos. Aproveite que outono e inverno estão aqui na porta.

10 razões para assistir Dexter

Dexter entra ja foi encerrada mas temporada, a 8ª, Estados Unidos. Se não conhece ou teve saco pra começar a assistir, separei 10 motivos para ganhar pique e pegar todas as 7 temporadas de uma vez. Ainda dá tempo de alcançar o resto do público pra não perder o fim de uma das séries mais interessantes dos últimos tempos.

1. O PROTAGONISTA É GATO
Michael C. Hall é o nome do ator que interpreta Dexter, um serial killer que só mata gente que merece morrer dentro do conceito que seu pai adotivo estabeleceu depois que descobriu que seu filho tinha compulsão por matar. Já que não deu pra tirar isso do menino, o ensinou a punir apenas gente que merecesse pagar pelas mãos da justiça, nunca os inocentes.

Além da personalidade de um cara que finge sentimentos para se misturar com as pessoas — pois ele não sente nada quando não mata —, trabalha como especialista em sangue e assassinatos em Miami, junto com a polícia, tem de fingir para a própria irmã e mantém um relacionamento onde não consegue sentir nem prazer sexual com uma mulher traumatizada pela violência doméstica de seu antigo relacionamento.
O cara é lindo, é matador e tem lábia. Esse motivo não é o suficiente? Tenho mais 9 pra te convencer.

2. É SOBRE UM SERIAL KILLER (QUE NARRA SUA PRÓPRIA VIDA)
Os mecanismos sob quais Dexter funciona são peculiares e muito legais. É quase como ter um serial killer “do bem”, um vigilante. Já que a moda atual é a matança como arte (Hannibal, alô) e temos tendência esquisita de torcer para os vilões, Dexter nos dá uma desculpa para torcer para o cara errado do lado certo.

É o Batman com um bisturi.

3. FOTOGRAFIA DO CARALHO
A iluminação e a fotografia são muito bonitos desde a 1 ª temporada, que teve seu início em 2006. As aberturas, o cenário paradisíaco, as cores quentes: o verão acontece na série, mesmo dentro de casa. E a câmera capta o suor, as mais finas camadas de sangue, os detalhes em macro que fazem toda a diferença para suspirar a cada cena.

Faz a barba aqui em casa, sô!

4. TRILHA SONORA DA PORRA
Músicas latinas que deixariam Lana Del Rey com vontade de acordar e balançar a bunda na frente do bar inteiro. É tudo muito típico quando se trata do trabalho sonoro, envolvente, principalmente quando precisa delimitar ou unir momentos de comédia com tensão.

5. SÓ TEM 12 EPISÓDIOS POR TEMPORADA
Desnecessárias são essas séries que têm 27 episódios por temporada, mantendo o espectador escravo de um monte de ladainha dispensável e encheção de linguiça sem trema. Em Dexter, assim como em True Blood, só temos 12 episódios por temporada.

O que significa menos tempo de frente pra cada hora de episódio e mais tempo sofrendo entre uma temporada e outra.

6. FINAL PICA JÁ NA 1ª TEMPORADA
Justamente por ter menos episódios que séries comuns, Dexter fecha a primeira temporada com final inesperado, do tipo que você só espera no fim da série! Se a 1ª acaba dessa forma, de que maneira vai terminar a série em si? Pior que nem posso comentar sobre o final sem revelar spoilers importantíssimos, então assim que começar, veja até o fim do episódio 12. Não vai se arrepender, te prometo.

7. TODAS AS PERSONAGENS SÃO DIVERTIDAS
A série é sobre um psicopata, a gente sabe. Só que além disso, é sobre como um serial killer se mistura no ambiente comum da sociedade. Assim até ele sucumbe a momentos de comédia, de frases incríveis e risadas espontâneas.

Esse tipo de investida no gênero comédia/suspense não deixa que a trama fique presa a uma ponta só, podendo verter para os lados, aliviando tensões e alongando expressões.

8. MIAMI

9. É UM TRUE BLOOD ACESSÍVEL
Se você assiste True Blood e se revira de prazer na cama ao ver aquele monte de gente assassinando pessoas e tomando banho de sangue, vai adorar Dexter, sabe por quê? Porque vampiros são muito difíceis de encontrar para se tornar uma vítima.

Serial killers você acha até no colégio.

10. DÁ PRA FICAR BÊBADO ENQUANTO ASSISTE
É só colocar o DVD (ou baixar, né) e recortar um bigodinho de papel pra colar na TV. Depois é só seguir essas instruções aqui e se divertir.
E aí, te convenci agora?