Pretty Little Liars: quarto nerd

Quero compartilhar com vocês o quarto do Lucas, da série que eu adoro assistir pela amizade das meninas, pelas roupas e pela decoração, Pretty Little Liars. É quase um “como fazer decoração nerd”, pois o cara é um maníaco por quadrinhos, super-heróis, card games e RPG! Olhe e se inspire!

1. Quando fecha a porta, tem um pôster com tiragem limitada a 100 unidades da Wondercon 2012, da Califórnia, chamado de Choose Your Ride. É um pôster oficial da DC Comics e custava US$ 49,90 no evento, hoje deve custar MUITO mais.

Pretty Little Liars: quarto nerd

2. Não entendi muito bem a finalidade dessa cortininha pela metade. Só pra impedir o Sol de acertar os olhos do Lucas ou influenciar na iluminação do computador? Enfim, se fosse uma cortina maior, a estampa ficaria foda demais, influenciada por séries de ficção científica como Star Wars.
3. A ideia da coleção de quadrinhos raros pendurada na parede é ótima e queria muito reproduzir no meu quarto. Como prender na parede? Repare que todas as HQs estão ensacadas (custa uns R$ 5,00 o pacote com 50 na loja de quadrinhos) e estão vendendo uma massinha que dá pra colar coisas leves nas paredes sem danificar nada (o pôster/quadrinho ou a parede), chamada de Multi-Tak. Procure em papelarias, casa de material de construção ou sites. Eu penso em prender com fita dupla-face espumada, mas quando for tirar, corro sério risco de perder o saquinho protetor e descascar a parede.
4. Na mesa, mouse pad, caneca e mug de café pra viagem estampados com o que parece ser o super-herói preferido dele, o Superman. O legal de ter objetos temáticos é que eles dão efeito no ambiente sem ser necessário que o lugar inteiro siga o padrão. Você vê que a mesa dele não é nada de mais, mas com esses objetos ela ganha vida. São baratos e úteis.

como montar quarto Pretty Little Liars

5. Quadrinhos históricos do Homem de Aço estão fixados na porta do closet do mesmo jeito que as HQs nas paredes. 
6. A coleção de bonecos de vinil são expostas em nichos (com vidros são opcionais, mais caros e acho que feitos sob medida), desses que saem a menos de R$ 20,00 em lojas como Leroy Merlin.
7. A coleção de livros de RPG e card games é absurda! Até morreria de inveja se eu não tivesse uma caixa cheia de cards e livros do mesmo assunto. Logo em cima, temos estatuetas LINDAS de edições deluxe, caríssimas lá fora e aqui mais caras ainda.
8. As figuras de ação a.k.a. bonecos articulados estão lacrados e armados nessa prateleira super barata que também dá pra encontrar em lojas como a Leroy. A estante sem graça ganha e expressa a personalidade do dono do quarto.

9. A beliche em “L” com estantes facilita quando há visitas ou se você divide o quarto. Além de parecer aquelas cabanas que adorávamos fazer com lençóis quando mais novos. Me sinto num navio quando durmo numa dessas ♥
10. O baú é pra esconder bagunça, serve pra sentar, não é caro e é totalmente customizável. O quarto do Lucas tem mobiliário e design MUITO comuns! Tire todos os elementos enumerados aqui e o ambiente perde a graça toda! Se apoiar em coleções pra decorar é uma boa pra quem mora em casa alugada ou quer mudar sempre.
E eu, como bom amante dessa temática “nerd” (apesar de não ser), acho que esse quarto é tudo de bom. Tenho até vontade de ser amigo dele, de boa.
CHECKLIST:

1. Quadrinhos Novos 52, DC Comics, publicados no Brasil pela Panini Comics – preços variam, mas essas duas revistas (Superman e Lanterna Verde) custam hoje R$ 7,20 e R$ 6,50, respectivamente.

2.Beliche em “L”, preços a partir de R$ 600,00.

3.Trading Card Game Magic, The Gathering – Duel Deck Venser vs. Koth, R$ 55,00.

4. Pokémon Trading Card Game Black 2 & White 2 – Poderes Emergentes, R$ 25,00.

5. Yu-Gi-Oh! Trading Card Game – Malik Structure Deck, R$ 65,00.

6. EstatuetaBatman Black Costume – Kotobukiya Art FX, 28cm, US$ 90,00.

7. Estatueta Catwoman DC Direct Deluxe, 48cm, US$ 335,00.

8. Estatueta New 52 Superman – Kotobukiya Art FX, 19cm, US$ 39,99.

9. Pop! Heroes – Batman, a partir de R$ 50,00.

10. World of Warcraft Aftermath Trading Card Game – Dungeon Deck The Deadmines, R$ 65,00.

11. Pôster Choose Your Ride – Wondercon 2012, US$ 50,00.

12. Caneca Superman, a partir de R$ 15,00.

13. Mug de café para viagem, a partir de R$ 50,00.

14. Estatueta Yu-Gi-Oh! Yami Yugi, 24cm, R$ 70,00.

15. Estatueta Star Wars Darth Maul Art FX, com sabre que acende, 28cm, US$ 119,00.

E serve também como lista de presentes, pra quem quiser me dar. Meu aniversário é dia 11 de setembro, fica a dica. Quero muito!

Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo

Do pôster ao elenco, tem cara de comédia, daquelas que vão tentar ensinar algo, lição de moral. Não num sentido negativo, mas mostrando que sim, dá pra brincar e ironizar as filosofias diárias como amor, morte, desapego e o escambau. Quando começa, você sabe que o mundo vai acabar, mas durante todo o desenrolar tive expectativas de que a sinopse estaria redondamente enganada.
Um asteróide vai colidir com a Terra e todo mundo vai morrer. Ponto. Dodge (Steve Carell), o protagonista, acaba tendo sua vida cruzada com a vizinha que ele nunca deu atenção: Penny (Keira Knightley), uma daquelas mulheres carismáticas de filmes desse tipo, amável, quase inocente, estranha, fofa, viciada em discos de vinil e corajosa. Mas é uma preguiçosa do cacete. Todas as correspondências que Dodge deixou de receber da mulher que foi o amor de sua vida, são entregues à Penny, que nunca se deu o trabalho de devolvê-las ao cara.

Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo

Numa dessas cartas, o amor da vida dele diz que sente saudade, que precisa dele. Mas faltam duas semanas para o fim do mundo e o que ele pode fazer? O cara bebe xarope pra ficar bêbado e toma um vidro inteiro de limpador de janela e, quando acorda no parque, tem um bilhete no peito escrito “Sorry” e, na sua frente, um cachorrinho lindo que ele passa a cuidar. Daí o prédio é atacado por vândalos e ele resgata Penny. Culpada, ela decide ajudá-lo a reencontrar a tal namorada do ensino médio.
Dodge: — Então, o que vai fazer quando chegar em casa?
Penny: — […] Vou fazer todas as coisas que deixei de fazer. Não vou perder tempo com a pessoa errada. Não vou gastar o tempo em que poderia estar com meus pais pra sair com um completo estranho. Não vou passar meus dias escolhendo o que usar para noites sem significado. Vou deixar de perguntar se estou com a pessoa certa ou se é com esse tipo de cara que vou ter filhos. Todas essas perguntas ridículas. É libertador.
Seria uma simples historinha tola se não fossem as ótimas ironias e personificações dos diferentes tipos de reações ao fim do mundo. Bem no começo, na festa dos amigos de Dodge, temos cenas hilárias, surreais, do tipo que fez perguntar como tudo poderia ser pior na vida real, sem o toque de piada, sem o humor cinza (porque não chega a ser tão obscuro). É inteligente e sensível quando aborda decisões: você vai foder com todo mundo sem se preocupar de engravidar ninguém, vai usar heroína, vai assaltar bancos, vai incendiar casas e pessoas, vai se jogar do alto do prédio ou vai continuar sua rotina como se o fim dos tempos não fosse nada além de um ponto no futuro que mesmo previsível, ainda não chegou?

Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo

O relacionamento entre Penny, Dodge e Sorry (o cachorro) é o marco-zero pra questionar todos os tipos de atitudes, tudo que fizemos, que poderíamos ter feito e o que poderíamos fazer. Maximiza essa necessidade boba que temos de nos vitimizar, reclamar e deixar tudo na merda (já que o fim é a única certeza que temos, com ou sem apocalipses).
O fim do mundo não é o período de juízo final. Ele é sobre deixar o passado pra trás e tentar aproveitar cada segundo ou milênio da melhor forma possível, para todos os envolvidos. Pois bem dito no filme, “nunca teríamos tempo suficiente”, e é a realidade! Se parar pra pensar, a gente nunca vai ter tempo suficiente pra amar, pra odiar, pra respirar, pra tomar Coca ou pra mandar as pessoas tomarem no cu e esquiar logo depois. Ou a ordem inversa. Cada momento é importante (parece comercial de câmera digital…).

— Tá, mas isso tudo é clichê! Milhões de filmes falam sobre a mesma coisa! Por que eu deveria assistir Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo, Enrique-sem-H?
— Pela perspectiva! pela chance de olhar seus sonhos, suas esperanças, suas fomes e sedes de outra maneira!
Tem essa parte do filme que acho legal citar pra deixar bem claro o que quero dizer:
Dodge: — Minha esposa fugiu recentemente, tão rápido quanto qualquer ser humano poderia. Só precisou do Armagedon pra ela ter coragem. O que é irônico, pois não morrer sozinho foi uma das razões que me levaram a casar.
Penny: — Sua colega de quarto era sua esposa (quando Penny diz, mais cedo, que via a companheira de quarto dele entrando em casa com o namorado, sendo que essa mulher era esposa de Dodge e o traía).
Dodge: — Minha esposa era minha colega de quarto.

E o final, o desenrolar, as conclusões de que cada coisa acontece no momento em que tem que acontecer… cara, ainda tô absorvendo o filme. Fiquei na dúvida entre dar 4 estrelas ou 4,5. As últimas cenas são tão dilacerantes quanto navalhas dentro de um terno Hugo Boss: elegantíssimas. E leves. Engasgaram meu choro até o presente momento, em que escrevo tentando pôr no lugar tudo que o filme se propôs a dizer.
E espero que esse fim do mundo se torne o começo de um 2013 (ou do resto do mês, pra que esperar?) onde você possa tentar, assim como eu, sentir cada sabor oferecido pela vida e parar de dar atenção somente ao amargo.

Romance de primavera

Não sei se você leu algum texto meu sobre relacionamentos pra saber que sou daqueles que esperam um príncipe. Não num cavalo branco (talvez numa Harley) e nem precisa ser loiro. Só precisa mesmo transformar em realidade os carinhos físicos e verbais que devaneio todos os dias antes de dormir. E os romances de primavera são assim: têm validade e mudam sua vida.

Romance de primavera

Tive meu romance de primavera. Considerei muito escrever essa postagem, logo agora, bem depois do começo mágico e final trágico, que carrega em essência toda a esperança que um dia quis pra mim. Só acho que seria legal compartilhar com vocês a experiência, o sabor do doce ao amargo. Do início ao fim, enfim.
Pois é quando a estação muda. É quando você decide sair de casa à meia-noite, ignorando todas as probabilidades de não haver mais conduções para as duas horas que levará pra chegar na casa do cara que você conheceu na mesma noite, pela internet. E você pensa: ele vai embora em menos de um mês. Se eu deixar esse sábado pra lá e encontrá-lo apenas na segunda, deixarei dois dias se afastarem. Estaremos dois dias mais mortos. 
E é quando você é surpreendido na portaria por um cara pouco mais baixo, de sorriso fofo e roupas comuns. O cara não tem nada de especial, não chama atenção nenhuma, mas mesmo assim você sente curiosidade, quer saber quem ele é, de onde veio. No sofá, numa conversa de apresentação, você descobre que se sente mais à vontade com ele do que com o cara por qual sente paixão desde os 15 anos. É aí que você sabe que a viagem valeu a pena, só pela conversa.

Romance de primavera mais detalhes

E é quando vocês atravessam a noite sem calar a boca, quando você vê o cansaço nos olhos dele e decide dormir ali, compartilhar a cama na inocência idiota de qual todo mundo adora rir. E é quando, quatro horas depois, você não aguenta ver a boca dele se mexer e a puxa para junto da sua, só pra mapear os lábios que só falam coisas azuis. Só pra quebrar o paradigma. Você beija um estranho e sente que estranho é o mundo que você conhecia até então.
E é quando a semana voa e você compartilha quase todos os dias com aquele presente amaldiçoado, aquela bomba-relógio de corações taxidermistas. É quando aproveita cada centímetro de pele e cada tonicidade do sotaque, porque sabe que ele vai embora, porque sabe que ele tem um avião pra pegar, porque sabe que as flores só desabrocham pra morrer. É pra isso que nascemos, pra morrer. Romances assim nos deixam clara a alternativa de viver nesse meio-tempo. 
E é quando, no sábado posterior ao que vocês se conheceram através da alma, quando você não consegue mais conter o impulso de quebrar todas as regras da sociedade e roubá-lo desse planeta para qualquer buraco escondido que possa abrigar a realização de seus mais profundos desejos de carinho, que ele te diz ter outra pessoa. Que te diz já ter encontrado alguém com quem ele gostaria de passar o resto da vida.

E é quando você grita e xinga. É quando chora e não consegue dormir. É quando o odeia por, justamente, gostar demais. Mais do que deveria, mais do que achou que poderia. É quando você chora no escuro do quarto e não consegue dividir a cama. É quando você o abraça e ignora o tempo restante para que ele volte ao país de origem: você sabe que depois que passar por aquela porta, não vai mais vê-lo. Nem por orgulho, nem por falta de vontade, mas por precaução. 
É quando te oferecem o paraíso e o substituem pelo inferno. É quando você lava o rosto na pia do banheiro e cantarola qualquer coisa apenas pra disfarçar a respiração acelerada e a voz tremida. É quando você não consegue ouvir 90% das músicas do seu player sem querer cair no chão e derreter em água e sal. 
É quando você o abraça e, beijando sua testa, sente as escamas de uma granada sem pino, pronta pra explodir e obliterar todos os apartamentos daquele prédio. É quando você passa pela porta e respira fundo: ele te deixou ir. Na rua, uma folha cai sobre seu casaco. É quando você olha para o apartamento e diz um “eu fui seu” sem falar absolutamente nada.
É quando você larga a folha no chão e deixa o vento soprá-la para longe, para junto com a estação das flores: você também precisa deixá-lo ir.
Aqui tem a tradução da música, que apesar de ser “summertime”, traduz muito bem o que um romance de primavera (ou verão) faz com alguém. O que fez comigo.