O que é RPG de Mesa/Papel?

RPG é a sigla para Rople Playing Game (Jogo de Interpretação de Personagem). Joga no Google que vão explicar (excluindo tratametos de postura que custam caro demais pra quem caga pra isso e fica torto no computador 24 horas). Também usado para designar alguns jogos eletrônicos, há outra forma de jogar, que já foi muito popular e acho que tá voltando a ser.

O que é RPG de Mesa

O RPG eletrônico, esse de videogame ou computador, segue um padrão que veio do RPG de mesa (ou de papel): personagens com várias opções de classe, capacidade de distribuir pontos ganhos com experiência em habilidades e características especializadas para torna-lo único, e muita, muita interação com outros jogadores.
No RPG de mesa, não temos monitores de 32″ e não usamos teclados ou joysticks. Com alguns dados (alguns com 4 ou até 20 faces), lápis, papel, borracha, um manual e uma cozinha espaçosa abastecida com comida até não conseguir fechar as portas (que vai acabar antes mesmo da primeira jornada ter fim), é possível brincar de imaginar masmorras, guerras, invasões alienígenas, ruas cyberpunks, manipulações políticas por vampiros e lobisomens e o que mais a mente dos jogadores permitir, claro que dentro da temática do jogo.
QUAL É A GRAÇA DESSA MERDA?

Teatro. Quando você desenvolve a personagem (uma das partes mais divertidas, é viciante que nem The Sims), você cria uma vida. Imagina a história dela, as tendências, fecha todo um comportamento que DEVE ser posto em prática dentro do jogo! Se você é vegetariano mas seu personagem é um canibal sádico, dentro do jogo você DEVE agir como um canibal sádico! Dificilmente um canibal sádico teria pena, remorso ou se importaria com a quantidade de pessoas que teria de matar pra satisfazer sua necessidade, mesmo que você, jogador, pense o extremo contrário.

RPG de Mesa

A possibilidade de viver diversas vidas, de maneiras diferentes, em dimensões diferentes e com seus amigos, cara, é impagável! A capacidade imaginativa evolui com o tempo, como se você estivesse lendo um livro e recriando as cenas em sua mente. A diferença é que você é o personagem principal, você vai estar na pele de quem vive todas as aventuras!
COMO SE JOGA ESSA BOSTA?

Então, primeiro você vai ter que se reunir com seus amiguénhos e decidir que tipo de jogo vão querer. Opções são muitas, indo do clássico “masmorras, dragões e feiticeiros” a cenários onde você é um hacker-acrobata com implantes cibernéticos vivendo num universo de tecnologia mais alta do que fã do Charlie Brown depois de fumar maconha, tendo que combater o tráfico de cupcakes em forma de pokémon retrô dos anos 90 levados como reféns por ursos com patas de gancho, boca de gorila e crina de cavalo. É só escolher.

O MESTRE
Depois de escolhido o cenário, vocês vão eleger o Mestre. No RPG, o Mestre funciona como o videogame: ele vai narraR a linha da história, controlar os NPCs (Non-Player Character, personagens não controlados pelos jogadores como a cigana da praça ou os inimigos), descrever ambientes, climas e o que os jogadores/personagens estão vendo, para assim poderem agir livremente (dentro das capacidades das personagens) e influenciarem todo o rumo dessa história.
O Mestre é como um deus, que vai criar o universo onde os jogadores vão viver. Mas não se engane! Apesar de todo o poder, o Mestre não deveria jogar CONTRA os jogadores, isso é bobo. O cara tem que entender que ele é apenas um dado, o acaso, que vai fazer com que as coisas funcionem dentro do enredo. Nada de fazer um Behemoth matar todo mundo de uma vez, seu safado escroto!

jogo RPG de Mesa

O SISTEMA
Mas como vamos lutar? Como vamos saber se arrancamos as tripas daquela aranha gigante? Como saber se conseguimos hackear as contas bancárias protegidas? Como saberemos se estamos vivos?!
Calma. Pra isso é usado o sistema de jogo, um compêndio de regras e mecânicas que vão deixar o jogo justo pra todo mundo. É, porque você vai querer calcular quanto de dano recebeu de uma espadada ou se conseguiu bloquear o golpe. Ou se conseguiu pular até a beirada do precipício quando a ponte apodrecida por qual você passava ruiu sob seus pés de repente.
O sistema não deixa ninguém dizer que o Mestre está ajudando ou fodendo com alguém, padronizando distribuição de pontos em habilidades e mantendo a coerência da realidade do jogo dentro de si, sem roubos, sem caos (ou sem muito caos, né) e sem personagens iniciais que sabem todos os feitiços mais poderosos. Como no RPG eletrônico, é necessesário limites.

O que é RPG de papel

Um sistema muito bom para iniciantes é o nacional 3D&T Alpha, que retornou há pouco tempo e pode ser comprado OU baixado de graça no site da editora Jambô. Ele é simples, bem explicativo e funciona para campanhas usando animes e histórias menos realistas. Já pensou em jogar no mundo de Naruto como um ninja ou ser um treinador Pokémon? 3D&T te oferece a possibilidade com o mínimo de complicação. Além de ser muito mais barato do que sistemas estrangeiros, pfvr.
Também temos clássicos como GURPS, Dungeons & Dragons (D&D) e seus filhos do sistema d20, Vampiro: A Máscara (mais adulto e sombrio a ponto de ter aviso para que o jogador saiba diferenciar a realidade da ficção) e muitos outros (nacionais também). Pesquise, leia artigos e escolha com seus amigos. Se ficar muito caro (alguns livros chegam a custar centenas de reais), por que não fazer uma vaquinha e deixar o livro com o Mestre da vez?
AINDA NÃO TE CONVENCI?

Olha, alguns dos melhores momentos do meu ensino fundamental passei sentado na sala de leitura com os amigos, a mesa cheia de papéis e livro coloridos. A gente tomando esporro por afinar a voz, rir alto, fazer gestos e tomar atitudes engraçadas dentro de um mundo que só a gente podia enxergar. É como ler, como disse antes, só que você vive na história que é contada (e que VAI SER modificada dependendo de seus atos).
Se gosta de filmes de ação e se imagina interpretando personagens neles, ou se gosta de ler, ou se gosta de quadrinhos ou só quer experimentar um tipo de jogo mais dinâmico e um pouco mais livre do digital, experimente o RPG de mesa.

Além de render ótimas histórias e piadas para serem contadas para o resto da vida, rende enredos que podem se transformar em livros (se gosta de escrever), quadrinhos (se gosta de desenhar) ou fragmentos para sua estréia como Mestre.
Acima de tudo, se o objetivo de todos for se divertir de forma saudável, te garanto que pelo menos uma vez por mês você vai querer aqueles restos de borracha assopradas afogando os pés da mesa enquanto os dados rolam por cima da madeira.
EVENTOS!
Não tem com quem jogar ou não quer gastar dinheiro antes de experimentar? Você pode ir pra um evento de RPG! Não tenho visto muitas mesas em eventos de anime, mas existem eventos diretamente ligados à esse jogo, como os encontros mensais no Bob’s Tijuca, ao lado do Off-Shopping e o RPG no Bob’s Campo Grande, tudo no Rio de Janeiro! Só entrar nos grupos e se manter informado!
Se você é de outros estados, entre no site da RedeRPG ou entre nos grupos acima e saia perguntando. Quem tem boca vai à Roma e isso pega muito mal se dito em voz alta.

Gossip Girl Psycho Killer – Resenha

Sou apaixonado demais pela série literária Gossip Girl, do primeiro ao décimo terceiro volume. Em 2012, quando Gossip Girl Psycho Killer foi lançado aqui, fiquei louco pra ler, mas por causa da faculdade não deu. Eis que semana passada comprei e numa bocada li, pensando em desistir diversas vezes. É um pouco arrastado, perde identidade e não faz sentir nostalgia. Sabe por quê?

Porque não é engraçado, nem divertido e não tem novidade nenhuma que faça valer a compra do livro, infelizmente. A história é a mesma do primeiro volume, pois Cecily von Ziegesar apenas reescreveu e enfiou um monte de sangue, referências a séries como Dexter e filmes como Sexta-Feira 13:
Depois de desaparecer durante um ano entre viagens pra Europa e o internato, Serena van der Woodsen retorna para Manhattan roubando a atenção (e o namorado) de quem deveria ser sua melhor amiga, mas acaba se tornando sua pior inimiga, Blair Waldorf. Entre assassinatos de pessoas avulsas, apartamentos gigantes, roupas da moda, montes de dinheiro, rodadas de drinques, sexo e a narrativa irônica da “Garota do Blog” (me recuso, em nome de Jesus) a dúvida que fica é: Serena vai decepar a cabeça de Blair antes que Blair estripe a ex-melhor amiga?
Na série original, uma sinopse dessa soa fútil, mas lendo a história você percebe que mesmo que role certa admiração por um mundo de riquezas e exageros, a narrativa é irônica, crítica. Isso não dá pra perceber em Psycho Killer, o que deveria se traduzir pelo fato de meninas do terceiro ano matarem quem quiserem, a torto e a direito, só porque estão de chilique, criticando o egocentrismo da alta sociedade, que acha que pode fazer tudo. Mas isso é sufocado por uma tentativa boba de fazer mais dinheiro reescrevendo o primeiro volume da série, transformando todos em potenciais assassinos.
As mortes poderiam beirar o ridículo para serem, ao menos, engraçados, mas são tão pouco explorados que ficam mais deslocadas do que a real intenção do livro. Tudo bem que Serena é uma loira altíssima, a garota mais sedutora que seus olhos jamais viram, mas sua tranformação em psicopata é vazia e, repito, nem um pouco engraçada.
É só no final, com todo mundo querendo se matar, que a coisa parece pegar o ritmo, mas aí o livro acaba com aquela sensação escrota de “que merda é essa?!”. E não é conclusivo, o final não é fechado. Fica aberto, dando corda pra qualquer outra maluquice que Cecily pense pra ganhar mais dinheiro.

Para ter acesso essa serie completa e de forma barata faça um teste de iptv, esse sistema é pela internet funciona na sua smart tv e até no celular, depois de fazer um teste grátis você escolhe se quer comprar lista iptv ou não.
Durante todas as mortes em lugares como elevadores do prédio, calçada da pizzaria na frente de todo mundo, tentei visualizar cenas de sitcom, absurdas como um Todo Mundo em Pânico dentro de sapatos Louboutin, mas não rola. Primeiro que poucas mortes têm uma descrição decente e o clima que Cecily gera pra cena não fica leve, não fica cômico. Ela não tem jeito pra isso e as mortes ficam comuns, sem sal, só com exagero de sangue e cabelo queimado. Fica gore e patético.
O que me fez ser fã da série de livros original, além da acidez da narradora Gossip Girl, foi a sensibilidade de Cecily tratar das amizades que permanecem desde que as personagens eram pequenas, as viagens de família, a primeira vez, essas coisas de “menininha”. A maior qualidade dos livros não foi aproveitada aqui, se tornando um pedaço de madeira oca, sem nada a dizer, sem nada por dentro. Sem alma, apesar das personagens serem impecáveis em temos de construção (excluindo os momentos de psicopata), suportando nas costas o peso-pena dessa história.
Isso sem falar no formato do livro, que mede 22,5cm de altura contra os 20,5cm do formato original, ou seja, ele não vai uniformizar a coleção na sua estante (que bom que na minha ele não vai ficar, já que vou no sebo trocar por qualquer outro livro, talvez algo do Stephen King pra ficar no clima).

Gossip Girl Psycho Killer

É uma decepção, realmente. Cecily é uma de minhas autoras preferidas só por causa da série que a deixou famosa, mas se The Carlyles (spin-off da série original) seguir o modelo de futilidade encontrada em Gossip Girl Psycho Killer, vou ter de dar as costas pra ela. 

Django Livre (2012) Critica

Imagine faroeste. Jogue escravidão e um ex-escravo com altíssimo senso pra moda. E cérebros explodindo direto. E sangue pra todo lado. E hip-hop. E Quentin Tarantino. Conseguiu visualizar? Django Livre é o que chamam de salada pop, misturando gêneros, fazendo referências e divertindo como todo filme que Tarantino se propõe a fazer (mesmo que eu não seja o maior fã de Bastardos Inglórios).
Apesar de ter gostado muito dos trailers, assumo que envolver faroeste me deixa com a pulga atrás da orelha, porque não gosto. Não a ponto de odiar, mas de nem ler a sinopse, se assim for. É como filme falando do sertão brasileiro, por exemplo: viro a cara. Mas tem o dedo de Tarantino e apesar de não ser fanboy, reconheço que ele é um dos poucos diretores que consegue fazer filme pra massa mantendo um estilo próprio, deixando claro que acima da fome dos estúdios, ele pensa por si, e isso me faz dar chances ao cara.

Django Livre

E com o dedo dele, sabia que a temática faroeste + escravidão + resgate da amada não ficaria presa na realidade. Se tem uma coisa que gosto muito nesse diretor é a capacidade de usar o lúdico, de criar cenas que fogem da realidade com carisma, sem deixar que apontemos o dedo e digamos, num tom de crítica, que aquilo tudo é “a maior mentira”. A gente sabe que é mentira e amamos os filmes dele por isso. E pela quantidade absurda de sangue aguado espirrando.

Para assistir o filme na tv fechada esta passando no Warner Channel, mas não deseja pagar um valor absurdo para na sky ou claro para ter esse canal? conheça o um servidor cs o você tem todos canais por um valor 90% mais barato.
Django é libertado por um caçador de recompensas/dentista alemão contratado pelo governo americano [?], Dr. Schultz (referência à Paula Schultz, de Kill Bill, nome do túmulo em que Budd enterra Beatrix Kiddo?) porque sabe que o escravo já serviu aos homens que está procurando. Dr. Schultz não apóia escravidão e logo os dois se tornam bons amigos, fazem uma ótima quantidade de dinheiro matando procurados pela justiça e comprando roupas cada vez mais extravagantes. Depois, a grande missão dos parceiros é encontrar e libertar a esposa de Django, presa em Candyland, lugar dominado pela personagem de Leonardo DiCaprio, Calvin Candie.

Django Livre opinião sincera

O filme tem 2hrs45mins e não consegue ficar chato. A trama, apesar de não ser láááá muito original, recebe corpo pela estética, pelo lúdico que falei ali em cima, pela trilha sonora que vai de músicas super antigas ao hip-hop atual e pelo roteiro orgânico que não faz perder o ritmo. Parece mesmo uma brincadeira, que Tarantino tem 18 anos e joga suas ideias e diálogos incríveis nas telas. Não de uma forma infantil, mas jovem, viva, mesmo que o longa seja baseado em faroestes dos anos 60/70. 
Ele cria um faroeste pop, moderno, brinca com clichês e desenvolve cenas de ação maravilhosas (apesar de eu ter esperado mais sangue e cortes nas cenas com chicote). A cena de tiroteio na Grande Casa, cara, é maravilhosa! E ele parece fazer referência aos próprios filmes, como Pulp Fiction (e temos Samuel L. Jackson incrível como o velho/peste Stephen) e o próprio Kill Bill (como a cena dos Crazy 88 no restaurante, quando A Noiva corta todo mundo, até as frases são parecidas). 

Além disso, ele, o diretor, participa do filme e se torna uma ótima piada, mas não supera a cena da Ku Klux Klan, o grupo que odiava negros, lembra? Tarantino coloca os caras como um bando de Kuzões atrapalhados e fica hi-lá-ri-o! Se bobear, a melhor cena de comédia de Django.

A fotografia não é belíssima, mas tem seu sex appeal, sabe? Tem estilo. E mostra muito bem os óóótimos cenários! Isso sem falar nas atuações de Cristoph Waltz (Dr. Schutlz) que desenvolve uma personagem absurdamente querida, irônica e cheia de identidade, e DiCaprio, que a cada dia se torna cada vez melhor ator pra mim (e mais bonito conforme envelhece, já que quando mais novo o achava bem comum). O cara só escolhe filme bom pra fazer! Nicolas Cage e Milla Jovovich têm que aprender com ele…
Vale o ingresso, vale as risadas, vale o drama, vale replay! E eu vou correndo baixar a trilha sonora, porque, porra, é de tirar o chapéu de caubói. Adorei esse trocadilho.

Pretty Little Liars: quarto nerd

Quero compartilhar com vocês o quarto do Lucas, da série que eu adoro assistir pela amizade das meninas, pelas roupas e pela decoração, Pretty Little Liars. É quase um “como fazer decoração nerd”, pois o cara é um maníaco por quadrinhos, super-heróis, card games e RPG! Olhe e se inspire!

1. Quando fecha a porta, tem um pôster com tiragem limitada a 100 unidades da Wondercon 2012, da Califórnia, chamado de Choose Your Ride. É um pôster oficial da DC Comics e custava US$ 49,90 no evento, hoje deve custar MUITO mais.

Pretty Little Liars: quarto nerd

2. Não entendi muito bem a finalidade dessa cortininha pela metade. Só pra impedir o Sol de acertar os olhos do Lucas ou influenciar na iluminação do computador? Enfim, se fosse uma cortina maior, a estampa ficaria foda demais, influenciada por séries de ficção científica como Star Wars.
3. A ideia da coleção de quadrinhos raros pendurada na parede é ótima e queria muito reproduzir no meu quarto. Como prender na parede? Repare que todas as HQs estão ensacadas (custa uns R$ 5,00 o pacote com 50 na loja de quadrinhos) e estão vendendo uma massinha que dá pra colar coisas leves nas paredes sem danificar nada (o pôster/quadrinho ou a parede), chamada de Multi-Tak. Procure em papelarias, casa de material de construção ou sites. Eu penso em prender com fita dupla-face espumada, mas quando for tirar, corro sério risco de perder o saquinho protetor e descascar a parede.
4. Na mesa, mouse pad, caneca e mug de café pra viagem estampados com o que parece ser o super-herói preferido dele, o Superman. O legal de ter objetos temáticos é que eles dão efeito no ambiente sem ser necessário que o lugar inteiro siga o padrão. Você vê que a mesa dele não é nada de mais, mas com esses objetos ela ganha vida. São baratos e úteis.

como montar quarto Pretty Little Liars

5. Quadrinhos históricos do Homem de Aço estão fixados na porta do closet do mesmo jeito que as HQs nas paredes. 
6. A coleção de bonecos de vinil são expostas em nichos (com vidros são opcionais, mais caros e acho que feitos sob medida), desses que saem a menos de R$ 20,00 em lojas como Leroy Merlin.
7. A coleção de livros de RPG e card games é absurda! Até morreria de inveja se eu não tivesse uma caixa cheia de cards e livros do mesmo assunto. Logo em cima, temos estatuetas LINDAS de edições deluxe, caríssimas lá fora e aqui mais caras ainda.
8. As figuras de ação a.k.a. bonecos articulados estão lacrados e armados nessa prateleira super barata que também dá pra encontrar em lojas como a Leroy. A estante sem graça ganha e expressa a personalidade do dono do quarto.

9. A beliche em “L” com estantes facilita quando há visitas ou se você divide o quarto. Além de parecer aquelas cabanas que adorávamos fazer com lençóis quando mais novos. Me sinto num navio quando durmo numa dessas ♥
10. O baú é pra esconder bagunça, serve pra sentar, não é caro e é totalmente customizável. O quarto do Lucas tem mobiliário e design MUITO comuns! Tire todos os elementos enumerados aqui e o ambiente perde a graça toda! Se apoiar em coleções pra decorar é uma boa pra quem mora em casa alugada ou quer mudar sempre.
E eu, como bom amante dessa temática “nerd” (apesar de não ser), acho que esse quarto é tudo de bom. Tenho até vontade de ser amigo dele, de boa.
CHECKLIST:

1. Quadrinhos Novos 52, DC Comics, publicados no Brasil pela Panini Comics – preços variam, mas essas duas revistas (Superman e Lanterna Verde) custam hoje R$ 7,20 e R$ 6,50, respectivamente.

2.Beliche em “L”, preços a partir de R$ 600,00.

3.Trading Card Game Magic, The Gathering – Duel Deck Venser vs. Koth, R$ 55,00.

4. Pokémon Trading Card Game Black 2 & White 2 – Poderes Emergentes, R$ 25,00.

5. Yu-Gi-Oh! Trading Card Game – Malik Structure Deck, R$ 65,00.

6. EstatuetaBatman Black Costume – Kotobukiya Art FX, 28cm, US$ 90,00.

7. Estatueta Catwoman DC Direct Deluxe, 48cm, US$ 335,00.

8. Estatueta New 52 Superman – Kotobukiya Art FX, 19cm, US$ 39,99.

9. Pop! Heroes – Batman, a partir de R$ 50,00.

10. World of Warcraft Aftermath Trading Card Game – Dungeon Deck The Deadmines, R$ 65,00.

11. Pôster Choose Your Ride – Wondercon 2012, US$ 50,00.

12. Caneca Superman, a partir de R$ 15,00.

13. Mug de café para viagem, a partir de R$ 50,00.

14. Estatueta Yu-Gi-Oh! Yami Yugi, 24cm, R$ 70,00.

15. Estatueta Star Wars Darth Maul Art FX, com sabre que acende, 28cm, US$ 119,00.

E serve também como lista de presentes, pra quem quiser me dar. Meu aniversário é dia 11 de setembro, fica a dica. Quero muito!

Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo

Do pôster ao elenco, tem cara de comédia, daquelas que vão tentar ensinar algo, lição de moral. Não num sentido negativo, mas mostrando que sim, dá pra brincar e ironizar as filosofias diárias como amor, morte, desapego e o escambau. Quando começa, você sabe que o mundo vai acabar, mas durante todo o desenrolar tive expectativas de que a sinopse estaria redondamente enganada.
Um asteróide vai colidir com a Terra e todo mundo vai morrer. Ponto. Dodge (Steve Carell), o protagonista, acaba tendo sua vida cruzada com a vizinha que ele nunca deu atenção: Penny (Keira Knightley), uma daquelas mulheres carismáticas de filmes desse tipo, amável, quase inocente, estranha, fofa, viciada em discos de vinil e corajosa. Mas é uma preguiçosa do cacete. Todas as correspondências que Dodge deixou de receber da mulher que foi o amor de sua vida, são entregues à Penny, que nunca se deu o trabalho de devolvê-las ao cara.

Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo

Numa dessas cartas, o amor da vida dele diz que sente saudade, que precisa dele. Mas faltam duas semanas para o fim do mundo e o que ele pode fazer? O cara bebe xarope pra ficar bêbado e toma um vidro inteiro de limpador de janela e, quando acorda no parque, tem um bilhete no peito escrito “Sorry” e, na sua frente, um cachorrinho lindo que ele passa a cuidar. Daí o prédio é atacado por vândalos e ele resgata Penny. Culpada, ela decide ajudá-lo a reencontrar a tal namorada do ensino médio.
Dodge: — Então, o que vai fazer quando chegar em casa?
Penny: — […] Vou fazer todas as coisas que deixei de fazer. Não vou perder tempo com a pessoa errada. Não vou gastar o tempo em que poderia estar com meus pais pra sair com um completo estranho. Não vou passar meus dias escolhendo o que usar para noites sem significado. Vou deixar de perguntar se estou com a pessoa certa ou se é com esse tipo de cara que vou ter filhos. Todas essas perguntas ridículas. É libertador.
Seria uma simples historinha tola se não fossem as ótimas ironias e personificações dos diferentes tipos de reações ao fim do mundo. Bem no começo, na festa dos amigos de Dodge, temos cenas hilárias, surreais, do tipo que fez perguntar como tudo poderia ser pior na vida real, sem o toque de piada, sem o humor cinza (porque não chega a ser tão obscuro). É inteligente e sensível quando aborda decisões: você vai foder com todo mundo sem se preocupar de engravidar ninguém, vai usar heroína, vai assaltar bancos, vai incendiar casas e pessoas, vai se jogar do alto do prédio ou vai continuar sua rotina como se o fim dos tempos não fosse nada além de um ponto no futuro que mesmo previsível, ainda não chegou?

Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo

O relacionamento entre Penny, Dodge e Sorry (o cachorro) é o marco-zero pra questionar todos os tipos de atitudes, tudo que fizemos, que poderíamos ter feito e o que poderíamos fazer. Maximiza essa necessidade boba que temos de nos vitimizar, reclamar e deixar tudo na merda (já que o fim é a única certeza que temos, com ou sem apocalipses).
O fim do mundo não é o período de juízo final. Ele é sobre deixar o passado pra trás e tentar aproveitar cada segundo ou milênio da melhor forma possível, para todos os envolvidos. Pois bem dito no filme, “nunca teríamos tempo suficiente”, e é a realidade! Se parar pra pensar, a gente nunca vai ter tempo suficiente pra amar, pra odiar, pra respirar, pra tomar Coca ou pra mandar as pessoas tomarem no cu e esquiar logo depois. Ou a ordem inversa. Cada momento é importante (parece comercial de câmera digital…).

— Tá, mas isso tudo é clichê! Milhões de filmes falam sobre a mesma coisa! Por que eu deveria assistir Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo, Enrique-sem-H?
— Pela perspectiva! pela chance de olhar seus sonhos, suas esperanças, suas fomes e sedes de outra maneira!
Tem essa parte do filme que acho legal citar pra deixar bem claro o que quero dizer:
Dodge: — Minha esposa fugiu recentemente, tão rápido quanto qualquer ser humano poderia. Só precisou do Armagedon pra ela ter coragem. O que é irônico, pois não morrer sozinho foi uma das razões que me levaram a casar.
Penny: — Sua colega de quarto era sua esposa (quando Penny diz, mais cedo, que via a companheira de quarto dele entrando em casa com o namorado, sendo que essa mulher era esposa de Dodge e o traía).
Dodge: — Minha esposa era minha colega de quarto.

E o final, o desenrolar, as conclusões de que cada coisa acontece no momento em que tem que acontecer… cara, ainda tô absorvendo o filme. Fiquei na dúvida entre dar 4 estrelas ou 4,5. As últimas cenas são tão dilacerantes quanto navalhas dentro de um terno Hugo Boss: elegantíssimas. E leves. Engasgaram meu choro até o presente momento, em que escrevo tentando pôr no lugar tudo que o filme se propôs a dizer.
E espero que esse fim do mundo se torne o começo de um 2013 (ou do resto do mês, pra que esperar?) onde você possa tentar, assim como eu, sentir cada sabor oferecido pela vida e parar de dar atenção somente ao amargo.

Romance de primavera

Não sei se você leu algum texto meu sobre relacionamentos pra saber que sou daqueles que esperam um príncipe. Não num cavalo branco (talvez numa Harley) e nem precisa ser loiro. Só precisa mesmo transformar em realidade os carinhos físicos e verbais que devaneio todos os dias antes de dormir. E os romances de primavera são assim: têm validade e mudam sua vida.

Romance de primavera

Tive meu romance de primavera. Considerei muito escrever essa postagem, logo agora, bem depois do começo mágico e final trágico, que carrega em essência toda a esperança que um dia quis pra mim. Só acho que seria legal compartilhar com vocês a experiência, o sabor do doce ao amargo. Do início ao fim, enfim.
Pois é quando a estação muda. É quando você decide sair de casa à meia-noite, ignorando todas as probabilidades de não haver mais conduções para as duas horas que levará pra chegar na casa do cara que você conheceu na mesma noite, pela internet. E você pensa: ele vai embora em menos de um mês. Se eu deixar esse sábado pra lá e encontrá-lo apenas na segunda, deixarei dois dias se afastarem. Estaremos dois dias mais mortos. 
E é quando você é surpreendido na portaria por um cara pouco mais baixo, de sorriso fofo e roupas comuns. O cara não tem nada de especial, não chama atenção nenhuma, mas mesmo assim você sente curiosidade, quer saber quem ele é, de onde veio. No sofá, numa conversa de apresentação, você descobre que se sente mais à vontade com ele do que com o cara por qual sente paixão desde os 15 anos. É aí que você sabe que a viagem valeu a pena, só pela conversa.

Romance de primavera mais detalhes

E é quando vocês atravessam a noite sem calar a boca, quando você vê o cansaço nos olhos dele e decide dormir ali, compartilhar a cama na inocência idiota de qual todo mundo adora rir. E é quando, quatro horas depois, você não aguenta ver a boca dele se mexer e a puxa para junto da sua, só pra mapear os lábios que só falam coisas azuis. Só pra quebrar o paradigma. Você beija um estranho e sente que estranho é o mundo que você conhecia até então.
E é quando a semana voa e você compartilha quase todos os dias com aquele presente amaldiçoado, aquela bomba-relógio de corações taxidermistas. É quando aproveita cada centímetro de pele e cada tonicidade do sotaque, porque sabe que ele vai embora, porque sabe que ele tem um avião pra pegar, porque sabe que as flores só desabrocham pra morrer. É pra isso que nascemos, pra morrer. Romances assim nos deixam clara a alternativa de viver nesse meio-tempo. 
E é quando, no sábado posterior ao que vocês se conheceram através da alma, quando você não consegue mais conter o impulso de quebrar todas as regras da sociedade e roubá-lo desse planeta para qualquer buraco escondido que possa abrigar a realização de seus mais profundos desejos de carinho, que ele te diz ter outra pessoa. Que te diz já ter encontrado alguém com quem ele gostaria de passar o resto da vida.

E é quando você grita e xinga. É quando chora e não consegue dormir. É quando o odeia por, justamente, gostar demais. Mais do que deveria, mais do que achou que poderia. É quando você chora no escuro do quarto e não consegue dividir a cama. É quando você o abraça e ignora o tempo restante para que ele volte ao país de origem: você sabe que depois que passar por aquela porta, não vai mais vê-lo. Nem por orgulho, nem por falta de vontade, mas por precaução. 
É quando te oferecem o paraíso e o substituem pelo inferno. É quando você lava o rosto na pia do banheiro e cantarola qualquer coisa apenas pra disfarçar a respiração acelerada e a voz tremida. É quando você não consegue ouvir 90% das músicas do seu player sem querer cair no chão e derreter em água e sal. 
É quando você o abraça e, beijando sua testa, sente as escamas de uma granada sem pino, pronta pra explodir e obliterar todos os apartamentos daquele prédio. É quando você passa pela porta e respira fundo: ele te deixou ir. Na rua, uma folha cai sobre seu casaco. É quando você olha para o apartamento e diz um “eu fui seu” sem falar absolutamente nada.
É quando você larga a folha no chão e deixa o vento soprá-la para longe, para junto com a estação das flores: você também precisa deixá-lo ir.
Aqui tem a tradução da música, que apesar de ser “summertime”, traduz muito bem o que um romance de primavera (ou verão) faz com alguém. O que fez comigo.