Skyfall. Um novo começo.

Skyfall

Eu avisei para não ler.

Tudo escuro. Arma em mãos. Corpos pelo chão e um agente baleado, prestes a morrer. Um HD com os nomes de todos os agentes da MI6 infiltrados em diversos locais foi roubado.

Começa a perseguição.

E, como todo bom filme do 007, este também começa com tiros, perseguições, pancadaria e sangue. Em meio a essa perseguição, Bond é atingido. Duas vezes. Caindo para a morte do alto de uma ferrovia.

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Algo que vemos muito no James Bond interpretado por Daniel Craig é o tema da Ressurreição. E dá para entender. Esse Bond está ressurgindo, se reinventando. Renascendo.

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Em Skyfall, Bond vai de sua morte, que dura 3 meses, é julgado por ser um ‘velho’ em campo, confronta um agente do passado da MI6, mais uma vez deixa uma bond girl morrer de forma triste, porêm patética. E por fim, enfrenta seus fantasmas passados em Skyfall.

Esse filme fecha o primeiro arco do novo 007. Refez a sua história e atualizou os personagens e o Bond agora com um caráter formado. E assim temos o novo Bond. Um agente a moda antiga nos tempos modernos.

Além disso, nesse filme conhecemos Q (que nem será tão legal dando infinitos gadgets para Bond) e Moneypenny. Mas é claro que eu não contei tudo, pois vale a pena ver o filme e também entender como esse ‘novo’ James Bond se tornará um personagem bem mais complexo.

Ah! Como todo mundo já sabe, James irá beber Heineken nesse novo filme. Mas será apenas uma vez e com a mão cobrindo o rótulo. Ele toma também o seu martini, mas não aparece ele pedindo. O drink já está servido ali no balcão do bar. Tanner também toma uma Heineken.

Bom, se mesmo com esse spoiler você ficou curioso, corre que o filme estréia nessa sexta-feira!
 

Eu avisei. E por isso vocês não podem me xingar. :p

Nicolas é sempre Nicolas

Dizem que ele só começou na carreira cinematográfica, porque era sobrinho do Francis Ford Copolla. Maldade! Nicolas Cage tem um talento incompreendido. Talvez lá no fundo, lá no fundo mesmo, ele seja o cara certo para determinados papéis. E suas escolhas provam isso. A cada filme, a cada produção, esse ator não tão estimado pela crítica, se molda para representar personagens complicados… ou nem tanto, vai. A questão que fica, porém, é: como ele consegue transformar TODOS os seus personagens em Nicolas Cage? Coisa para poucos. A prova são essas rápidas sinopses de seus filmes.

Não importa o personagem. Ele vai ser Nicolas Cage.

A Rocha

Nicolas Cage é um cara frio, com um cabelo muito feio, sofrido pela guerra e conhece muito sobre bombas. Ele se infiltra no presídio de Alcatraz para desmascarar o plano dos malfeitores e salvar os EUA. No fim tudo explode.

Con-Air

Nicolas Cage é um cara frio, com um cabelo muito feio, sofrido pela guerra e conhece muito sobre golpes. Ele vai preso, mas, na hora de ser libertado, algo dá errado no avião. Ele se infiltra entre os bandidos para desmascarar o plano dos malfeitores e salvar os EUA. No fim tudo explode.

A Outra Face

Nicolas Cage é um cara frio, com um cabelo não tão feio, sofrido pela guerra contra o crime, que matou seu filho. Ele se infiltra no presídio – depois que troca de cara com o seu inimigo – para descobrir o plano dos malfeitores e salvar os EUA. No fim alguma coisa explode.

Cidade dos Anjos

Nicolas Cage é um anjo frio, com um cabelo passável, sofrido por não conhecer o amor. Ele se infiltra entre os humanos para se apaixonar pela Meg Ryan e desmascarar os EUA por gostarem dos filmes da Meg Ryan. No final ela explode.

Olhos de Serpente

Nicolas Cage é um policial frio, com um cabelo feio, e corrupto, que sofre com o sistema. Ele se infiltra entre a máfia do boxe para ajudar um amigo a desmascarar um crime que salvará os EUA. No fim não lembro se algo explode.

8mm

Nicolas Cage é um detetive frio, com um cabelo feio de novo, sofrido por assistir a tanta violência. Ele se infiltra no submundo da pornografia para desmascarar um assassinato que irá chocar os EUA. No fim uma fita explode.

Vivendo no Limite

Nicolas Cage é um motorista de ambulância frio, com um cabelo ruim, e sofrido por ter que lidar com tantos acidentes. Ele se infiltra em sua própria mente para se auto-ajudar e, indiretamente, salvar o sistema de saúde dos EUA. No fim o espectador explode… de depressão.

60 segundos

Nicolas Cage é um ladrão de carros frio, com um cabelo nota 5, sofrido por ser muito foda e não ter carro que não consiga roubar. Ele tem um desafio de roubar 50 carros e se infiltra numa gangue para desmascarar os sequestradores do seu irmão e tentar comer a Angelina Jolie na frente de todos os EUA. No fim muitos carros explodem.

A Lenda do Tesouro Perdido

Nicolas Cage é um Indiana Jones frio com um cabelo tenebroso de feio, que sofre por não ter descoberto nenhum tesouro decente. Ele se infiltra na biblioteca, pega um papel, fala que é um mapa importante e vai desmascarar o sistema de segurança das bibliotecas dos EUA. No fim ele acha o tesouro, mas ele explode.

Motoqueiro Fantasma

Nicolas Cage é um motoqueiro de verdade frio, com um cabelo bagunçado, que tenta lidar com seus medos. Ela faz um pacto com o diabo e se infiltra no submundo do mal para desmascarar as coisas horríveis por entre becos dos EUA. No fim ele pega fogo, mas não explode.

Mas Cage, apesar de todas as suas facetas impressionantes, não é uma peça exclusiva na cena hollywoodiana de repetições. Faça você um exercício de memória e pense mentalmente nas sinopses dos filmes de Tom Cruise, Jack Nicholson, Julia Roberts, Jack Black, Adam Sandler, aqueles em que o Eddie Murphy se transmuta em alguma coisa bizarra… e por aí vai. É como se todos frequentassem a escolinha Eri Johnson de personagens. Um pouco irritante, mas como não amar tanta canastrice?


Feio, cabelo feio pra cacete.

Uma balbúrdia de direção

E se um filme pudesse ser feito em colaboração entre Stephen King, Alfred Hitchock, Oliver Stone, Woody Allen, Tim Burton, Steven Spielberg, Cameron Crowe, Martin Scorsese, Stanley Kubrick, David Lynch e M. Night Shayamalan? Talvez, talvez… ele pudesse ser algo parecido com isso:

É uma noite de 6a feira e nós cinco, amigos de infância, estávamos saindo de uma festa em Nova York. A conversa girava em torno dos tempos em que éramos garotos em uma pequena escola no Maine. As escapadas para o lago, as corridas de bike, a banda, as garotas e o senhor Levinsky. O velho tinha um segredo naquela casa assustadora. A princípio parecia apenas solitário e nada mais. Até o dia em que o cachorro de um dos rapazes morreu atropelado. (aqui entra uma animação em stop-motion para contar como foi a morte do cachorro). Houve um funeral e um enterro. Eu mesmo me encarreguei da cova do pobre animal. Na manhã seguinte, porém, o buraco estava aberto e o cão não estava mais ali. A investigação deu início e o que descobrimos foi horripilante: todas as provas levavam para a casa do senhor Levinsky. Mas por que aquele homem queria um cachorro morto?


Daquele dia em diante revezávamos para observar os movimentos que iam e vinham daquela casa. Eram tempos de guerra e as pessoas andavam desconfiadas. Nada era o que parecia. Meu irmão mais velho era o exemplo sincero e cruel do que os campos do Vietnã faziam aos jovens. As vezes ele saia de casa gritando, se abaixava nos arbustos e fingia atirar contra a casa do senhor Levinsky. Ele dizia que o inimigo nos vigiava. Seria uma coincidência sinistra ou havia mesmo algo acontecendo naquela casa? Contei aos rapazes e decidimos que entraríamos naquele lugar.
O telefone tocou. Meu casamento estava em crise e eu sabia quem era. Há um ano, minha esposa e eu estávamos em Roma. A cidade, que tornou-se meu lugar favorito no mundo, também foi o início de um momento estranho na minha vida. Certa noite, voltávamos para casa e fomos abordados por uma espécie de gangue de palhaços que nos convidaram a um circo de rua. Nos entreolhamos, rimos e aceitamos. Quando chegamos nos vimos em um lugar em que, ao invés de mágicas e malabarismos, tinha o palco central ocupado por casais que falavam sobre suas vidas íntimas. A cada resposta em que havia uma discussão ou discordância, um balde de água caia na cabeça de um deles. Depois, vinha uma torta na cara. No começo achávamos graça… até chegar a nossa vez. De lá para cá nossa relação se tornou uma bagunça. A cada vez que brigávamos e eu falava “olha a torta”, ela me atacava alguma coisa irritada. Numa dessas confusões saí de casa e me encontrei com os rapazes. Agora me lembro que, assim como hoje, falamos também sobre o senhor Levinsky. Lembramos o caso “luz verde”, quando, certa madrugada em que roubávamos algumas amoras no quintal do meu velho e esquisito vizinho, observamos no céu, ao longe, uma luz verde… eliptica e veloz… que caiu bem próxima ao lago. Mas algo estava estranho. Minha cabeça girava e, antes que pudessemos decidir se iríamos ou não ao local da queda, adormeci. E não vi mais os caras. Lembro que acordei ainda no quintal do sr. Levinsky e do seu quarto vinha uma luz forte, brilhante, intensa e verde. Na conversa dessa noite descobri que nenhum dos rapazes tinha visto o que eu vi. Disseram que também adormeceram naquela noite, mas, diferente de mim, acordaram em suas camas. Nunca soubemos o que aconteceu ali, mas era mais um motivo para irmos à casa misteriosa.
Precisávamos de um plano. E o iniciamos. (em meio a papéis, gráficos, risadas, teorias conspiratórias… sobe trilha sonora “Light Years”, do Pearl Jam). Da janela alguém observava e parecia olhar para nós vez ou outra. A ideia era fingirmos um acidente de bicicleta e pedirmos ajuda. Neste momento, um cadilac pára nas proximidades. Três caras vestidos em um terno fino e alinhado tocam a campainha do senhor Levinsky. Garanto que vi um mexer em algo que parecia uma arma. A porta não se abre. Um deles nos vê e parte em nossa direção. “Ei garoto”, diz com sotaque italiano. “Vocês conhecem o velho?”. Todos nós indicamos uma negativa, mas ele insistiu. “Ele tem algo para gente. Estamos juntos há muito tempo. Assuntos pendentes”. Continuamos calados. “Se o virem por aí, digam que Joe Maletti quer vê-lo, certo?”. Sim, respondemos. Nos deram uma nota de 50 pratas e se foram. O cara tinha uma arma, meu Deus. Ficamos em dúvida sobre seguir em frente. Na verdade, desistimos rapidamente. Juramos, então, que se algo acontecesse… voltaríamos.
O celular tocou novamente naquela 6a feira. Acabávamos de nos despedir. Era minha mãe. Meu irmão havia desaparecido há uma semana e ela só me falava disso agora. Precisava da minha ajuda. Voltei naquela mesma noite para o Maine. Ao chegar quis entender com minha mãe sobre o acontecido, os últimos passos do meu irmão e o que ele havia falado. Fiquei pálido. Disse ela que ele falou algo sobre uma luz verde antes de sair. Eram 0h30 quando liguei para os caras e 14h quando todos já estavam na minha antiga residência. Depois de tudo dito, permaneceu um silêncio incomodo. Não havia outra opção a não ser cumprir a nossa promessa.
Nem sabíamos se o senhor Levinsky estava vivo ainda. Minha mãe também não sabia. Nada acontecia naquela casa há anos. Atravessamos a rua e tocamos a campainha. Nada. Batemos na porta e nenhuma ação. Forçamos um pouco a porta e ela se abriu. Tudo parecia abandonado, mas os móveis estavam intactos. Procuramos em todos os cômodos inferiores como se adíassemos o encontro com o quarto de onde vinha a tal luz. Um tanto sem coragem ainda, subimos os cinco. Finalmente estávamos de frente com o local de nossos medos primários, a fonte de tanto mistério. Giramos a maçaneta e lá estava meu irmão. Sentado, quieto, comendo as amoras que outrora existiam no quintal. Não respondia. Parecia não estar ali. O chamei, sacudi, dei-lhe um tapa no rosto… e ele, finalmente, sorriu e ele apontou o armário. De dentro dele, pelas frestas, vinha a luz verde, que iluminava a escuridão do quarto. Caminhei até a porta do móvel e parei. Os rapazes apenas olhavam e um deles amparava meu irmão, que não desgrudava os olhos de mim. Contei até três mentalmente e abri. Era uma escada que levava a uma câmara no sótão. Estavam lá os mafiosos, minha esposa, o cachorro e o senhor Levinsky vestido em uma fantasia de alienígena. Todos observavam um pote no chão, de onde saia a luz verde. Cada um jogava um pouco de amora e depois retirava para comê-las. Fui até o círculo e tentei retirar minha esposa daquele momento seita bizarra. Não era ela. Era um boneco. Assim como todos os outros ali. Os rapazes subiram e me olharam. O mais velho, John, sorriu e contou que a cidade como conhecíamos já não existia. Nem cidade e nem nada. Na verdade, as memórias eram falsas. A não ser nossos pais, familiares e casa. Não tinha havido mais nada. “E onde estamos, quem é você?”, quis saber. “Sou o John mesmo. Mas, sinto muito, estamos no Vietnã”, ele respondeu. “Não existe casa. Isso é um galpão de testes. Eles tem nos dado drogas disfarçadas de amoras. Nos dão para que pudessemos superar nossos medos. Cada um deles… e tudo tem início nos nossos medos de infância. Esse era o teste, soldados sem medo de combate”, falou John. Não restava nada. Não havia esposa (talvez uma enfermeira), não havia cachorro (talvez o início dos experimentos), máfia (talvez homens do governo)… droga nenhuma. “Ah, sim. Mas há uma coisa mais que existe”, disse John. Neste momento, entra um homem, vestido de médico, com a placa no jaleco “Levinsky, Paul”. Sorri e aponta uma luz verde no meu rosto.

Moral da história:

Não é porque você tem uma seleção dos melhores que vai conseguir que algo fique realmente bom. A visão única, exclusiva e particular, tanto no roteiro quanto na direção, é essencial. Fique atento quando vendem um filme com um grande nome na produção, por exemplo. Isso pode não significar absolutamente nada. O bom cinema não está só nos grandes nomes.

Indagações cinematográficas

Por mais realista que seja o filme, por mais intenso que seja o enredo e por mais envolvido que você esteja, não tem jeito, sempre haverá um momento em que a sua cabeça irá indagar. Pode ser em um drama, ação, romance, comédia, terror… a tal “licença poética” do diretor ou do roteiro, vai bater em você como em um aluno da 5ª série na aula de sexologia. E faz total sentido quando essas ideias se repetem, filme após filmes, tornando tudo uma espécie de “regras toscas que ninguém vai ligar de ver de novo, porque já se acostumou”.

Indagações cinematográficas

Aqui, lembrei 20 delas. Você consegue se lembrar de outras, certeza.

1– Por que na cena da escolha do vestido o amigo ou amiga nunca gostam das 10 primeiras opções?

2– Por que quando alguém vai abrir um arquivo importante no computador a tela fica tão brilhante que reflete na cara do fulano e na sala inteira (que por sinal está escura)?

3– Por que sempre que tem um café da manhã bem gostoso servido na mesa… o nego sai correndo sem comer nada: “to atrasado, um beijo, tchau”?

4– Por que as pessoas sempre vão lá fora averiguar um barulho sabendo que tem um maníaco, louco, psicopata, andando pela vizinhança?

5– Por que quando alguém está digitando no computador ou máquina de escrever não usam a barra de espaço?

6– Por que mesmo se você estiver em uma ilha asiática escondida do mapa todo mundo vai entender se você falar em inglês? Regra serve também para extraterrestres.

7-Por que escapar de uma perseguição em dupla, no final, um vai virar para o outro e fazer uma piadinha do tipo: “O tempo realmente estava bom para uma escapada, não?”.

8– Por que as coisas no espaço fazem um puta barulho?

9– Por que as pessoas são iguaizinhas aos seus antepassados?

10– Por que sempre que se corta o primeiro fio da bomba o relógio anda mais rápido e no segundo ele pára?

11– Por que as pessoas sempre acham vagas bem em frente ao lugar onde querem chegar?

12– Por que a menina feia da escola que não conseguia par na escola sempre fica linda com o passar dos anos?

13– Por que as maletas de dinheiro são todas organizadinhas e nunca com as notas bagunçadas?

14– Por que o atleta que está em campo consegue achar de cara, na plateia de milhões de pessoas, o amor da sua vida?

15– Por que as pessoas à beira da morte sempre conseguem falar as frases que precisam ser ditas?

16– Por que o asiático, que nasce lutando kung-fu e outras milhões de artes marciais, não importa o quanto ele seja bom, sempre vai perder para o americano que teve 5 dias de aula?

17– Por que a polícia nunca pergunta ao herói se ele teve realmente que matar aquelas 28 pessoas?

18– Por que ninguém paga os táxis?

19– Por que quando cai a linha do telefone o nego fica batendo no gancho e repetindo “alô, alô”?

20– Por que no escuro tudo é azul?