Filmes para festa do pijama

Ontem ensinei como organizar uma festa do pijama pra quem quer passar a madrugada dançando com os amigos, jogando videogame ou só comendo e conversando. A gente sabe que toda festa do pijama que se preze tem um pouquinho de cinema, né? Selecionei quatro filmes que são a cara de uma noite dessas!

1. A Mentira (Easy A) – 2010
Se quer saber, Emma Stone me ganhou não em Zumbilândia, mas quando escolheu participar da produção de Easy A, ou como foi chamado por aqui, A Mentira. Emma interpreta Olive, garota com inteligência e senso crítico acima da média mas invisível como qualquer outra pessoa no ensino médio. Um dia, tentando ajudar um colega homossexual a ganhar respeito, finge que transou com ele.

Com isso, passa a ser conhecida como a grande piranha, vista e reconhecida por todos. No começo aproveita a nova fama, o que lhe oferece, mas quando perde a certeza sobre sua integridade, decide reparar os erros e todas as mentiras contadas para que ele acontecesse. É comédia, é divertido e não é besteirol. É um dos poucos conteúdos jovens com teor inteligente, que não menospreza o espectador, mas o faz rir dos absurdos mostrados.

Destaque enorme para Stanley Tucci e a diviníssima Patricia Clarkson, que também fez a mãe de outra atriz/personagem que amo muito, a Jamie (Mila Kunis) de Amizade Colorida. Patricia é realmente o máximo e Stanley não fica nunca pra trás. Queria muito deixar a cena do cartão musical que a avó de Olive manda pra ela, mas vai estragar uma das maiores cenas do filme, em que você fica voltando pra rir e rir, cantando junto. A música até virou ringtone do meu celular.


2. A Escolha Perfeita (Pitch Perfect) – 2012

Beca, interpretada por Anna Kendrick – que fez a amiga da Bella de Crepúsculo – gostaria mesmo de seguir a carreira musical como DJ, misturando músicas, inventando mashups, mas seu pai a obriga a estudar na universidade em que dá aula. Vendo como ela está infeliz, fazem um trato: ela se esforça pra gostar do curso por um tempo e se não conseguir, a deixa fazer o que quiser.

Nisso ela acaba entrando para um grupo de jovens coristas e descobre um mundo gigantesco na competição de corais, algo meio Glee, só que menos viajado. Mesmo assim, a vibe é ótima! Eles fazem covers de músicas existentes e todos os instrumentos são tocados por eles mesmos, usando a boca e partes do corpo. A perfomance de Cups, usando copos para percussão, virou hit em dois dias quando liberado na internet.

É pra assistir e cantar junto.


3. Garota Infernal (Jennifer’s Body) – 2009

Se a intenção da noite for brincar um pouco com o sobrenatural e o tabuleiro Ouija, recomendo Jennifer’s Body. As críticas não deram mole, dizendo que Diablo Cody (mesma roteirista de Juno e Jovens Adultos) escreveu algo totalmente sem sentido pra existir. Eu e todos os meus amigos discordamos. 

Jennifer (Megan Fox)é uma popular líder de torcida nem um pouco santa. Quando uma banda indie aparece na cidade com a intenção de sacrificar uma virgem para o pacto com um demônio, pegam Jennifer, que se diz virgem só pra dar em cima do vocalista (Adam Brody). O que acontece quando uma não-virgem é sacrificada no lugar de uma imaculada? O demônio passa a habitar o corpo da garota. 

Sua melhor amiga, Needy (Amanda Seyfried), percebe que tem algo errado e escava informações pra entender o que aconteceu com sua melhor amiga e ícone de admiração profunda. É teen, é descolado, é indie. A trilha sonora é mais monstruosa que Jennifer e com leite condensado pra dar dor de barriga é o filme ideal pra assistir em grupo desde que você tenha mais de um banheiro.


4. Meninas Malvadas (Mean Girls) – 2004

Lembro que quando saiu e nos anos seguintes, todo mundo só falava desse filme no colégio. Não só falavam como marcavam de ver trinta vezes no mesmo dia. Eu, todo alienígena que era, nunca tinha visto e não sentia a mínima vontade. Como bom aprendiz de Marina & The Diamonds, ficava em casa queimando bíblias ao invés de ser a rainha do baile

Sério, tem pouco mais de uma semana que assisti Meninas Malvadas e não dei muita fé, não achei que algo maneiro pudesse sair da história de Cady (Lindsay Lohan), que morou na África e sempre estudou em casa e que agora teve de voltar para os EUA e se matricular no colégio como parte de uma “inserção social” guiada pelos pais. O problema, nós sabemos, é que as savanas podem ser bem menos perigosas do que o ensino médio.

Ninguém é amigável além do “gordinho gay” e da “roqueira lésbica”, que logo se unem a ela num plano pra derrubar Regina George (Rachel McAdams), a diaba-extremamente-popular-só-não-tenho-iphone-porque-não-existe. O problema é que a cada vez que Cady tenta derrubar as mentiras e falsidades de Regina, ela se torna a própria Regina! É o famoso caso de que quando falamos muito mal de algo, talvez tenhamos um desejo enrustido.
O filme fala da prática do bullying e apesar de teen é bem encorpado por causa da comédia não-burra. Aposto que todo mundo na festa do pijama já deve ter assistido Mean Girls, mas não acredito que vão reclamar da escolha.

Esses foram os 4 filmes delicinhas pra curtir com a galera enrolada no edredom. Façam brigadeiro de panela e sintam frio até não aguentarem manter os olhos abertos. Aproveite que outono e inverno estão aqui na porta.

10 razões para assistir Dexter

Dexter entra ja foi encerrada mas temporada, a 8ª, Estados Unidos. Se não conhece ou teve saco pra começar a assistir, separei 10 motivos para ganhar pique e pegar todas as 7 temporadas de uma vez. Ainda dá tempo de alcançar o resto do público pra não perder o fim de uma das séries mais interessantes dos últimos tempos.

1. O PROTAGONISTA É GATO
Michael C. Hall é o nome do ator que interpreta Dexter, um serial killer que só mata gente que merece morrer dentro do conceito que seu pai adotivo estabeleceu depois que descobriu que seu filho tinha compulsão por matar. Já que não deu pra tirar isso do menino, o ensinou a punir apenas gente que merecesse pagar pelas mãos da justiça, nunca os inocentes.

Além da personalidade de um cara que finge sentimentos para se misturar com as pessoas — pois ele não sente nada quando não mata —, trabalha como especialista em sangue e assassinatos em Miami, junto com a polícia, tem de fingir para a própria irmã e mantém um relacionamento onde não consegue sentir nem prazer sexual com uma mulher traumatizada pela violência doméstica de seu antigo relacionamento.
O cara é lindo, é matador e tem lábia. Esse motivo não é o suficiente? Tenho mais 9 pra te convencer.

2. É SOBRE UM SERIAL KILLER (QUE NARRA SUA PRÓPRIA VIDA)
Os mecanismos sob quais Dexter funciona são peculiares e muito legais. É quase como ter um serial killer “do bem”, um vigilante. Já que a moda atual é a matança como arte (Hannibal, alô) e temos tendência esquisita de torcer para os vilões, Dexter nos dá uma desculpa para torcer para o cara errado do lado certo.

É o Batman com um bisturi.

3. FOTOGRAFIA DO CARALHO
A iluminação e a fotografia são muito bonitos desde a 1 ª temporada, que teve seu início em 2006. As aberturas, o cenário paradisíaco, as cores quentes: o verão acontece na série, mesmo dentro de casa. E a câmera capta o suor, as mais finas camadas de sangue, os detalhes em macro que fazem toda a diferença para suspirar a cada cena.

Faz a barba aqui em casa, sô!

4. TRILHA SONORA DA PORRA
Músicas latinas que deixariam Lana Del Rey com vontade de acordar e balançar a bunda na frente do bar inteiro. É tudo muito típico quando se trata do trabalho sonoro, envolvente, principalmente quando precisa delimitar ou unir momentos de comédia com tensão.

5. SÓ TEM 12 EPISÓDIOS POR TEMPORADA
Desnecessárias são essas séries que têm 27 episódios por temporada, mantendo o espectador escravo de um monte de ladainha dispensável e encheção de linguiça sem trema. Em Dexter, assim como em True Blood, só temos 12 episódios por temporada.

O que significa menos tempo de frente pra cada hora de episódio e mais tempo sofrendo entre uma temporada e outra.

6. FINAL PICA JÁ NA 1ª TEMPORADA
Justamente por ter menos episódios que séries comuns, Dexter fecha a primeira temporada com final inesperado, do tipo que você só espera no fim da série! Se a 1ª acaba dessa forma, de que maneira vai terminar a série em si? Pior que nem posso comentar sobre o final sem revelar spoilers importantíssimos, então assim que começar, veja até o fim do episódio 12. Não vai se arrepender, te prometo.

7. TODAS AS PERSONAGENS SÃO DIVERTIDAS
A série é sobre um psicopata, a gente sabe. Só que além disso, é sobre como um serial killer se mistura no ambiente comum da sociedade. Assim até ele sucumbe a momentos de comédia, de frases incríveis e risadas espontâneas.

Esse tipo de investida no gênero comédia/suspense não deixa que a trama fique presa a uma ponta só, podendo verter para os lados, aliviando tensões e alongando expressões.

8. MIAMI

9. É UM TRUE BLOOD ACESSÍVEL
Se você assiste True Blood e se revira de prazer na cama ao ver aquele monte de gente assassinando pessoas e tomando banho de sangue, vai adorar Dexter, sabe por quê? Porque vampiros são muito difíceis de encontrar para se tornar uma vítima.

Serial killers você acha até no colégio.

10. DÁ PRA FICAR BÊBADO ENQUANTO ASSISTE
É só colocar o DVD (ou baixar, né) e recortar um bigodinho de papel pra colar na TV. Depois é só seguir essas instruções aqui e se divertir.
E aí, te convenci agora?

filmes que nunca canso de assistir

Tenho poucos filmes realmente favoritos, daqueles que nunca paro de ver não importa quanto tempo passe. Falei de dois deles no especial Ressaca de Halloween 2012 (Jovens Bruxas e Os Garotos Perdidos) e de outro aqui (De Repente, Califórnia), então hoje vou falar do que nos sobrou: Jovens Adultos, Amizade Colorida, A Origem e Donnie Darko. E essa é só a primeira parte…

1. JOVENS ADULTOS (Young Adult), 2011
Diablo Cody é minha roteirista favorita, sabe? Foi em Juno que ela me pegou, na época que assistir ao filme umas quatro vezes por semana era rotina. Quando veio Garota Infernal, detonado pela crítica, achei um jeito muito “Diablo” de falar do sobrenatural e brincar com os arquétipos das meninas. Quando soube que Jovens Adultos sairia, esperei um tempão e não me decepcionei.

Charlize Theron (que se tornou uma de minhas atrizes preferidas aqui) interpreta Mavis Gary, ghost-writer ranzinza, depressiva e alcoólatra que apesar de ter envelhecido, não perdeu os traços da popular líder de torcida que era na juventude. Por escrever romances para adolescentes, ainda usa gírias e trejeitos de uma garota metida de dezesseis anos. 
Quando recebe um e-mail para a cerimônia de batismo do filho do namorado do ensino médio, Buddy Slade (Patrick Wilson), encontra a chance perfeita pra voltar para a cidadezinha tosca que deixou no passado para resgatá-lo por acreditar que ele vive uma vida que não gosta, já que bebês são entediantes e casamentos podem não dar certo (como o dela).

O filme parece meio arrastado no começo mas é genial! Os milhões de litros de Coca-Cola, as manias de escritores e como pessoas podem realmente não ser mais adultas por serem adultas. É o melhor roteiro da Diablo e um dos melhores lançamentos de 2011.

2. AMIZADE COLORIDA (Friends With Benefits), 2011
Outro lançamento do caralho é esse! Comédias românticas não fazem meu estilo, acho escrotas demais. Só que Amizade Colorida é uma comédia romântica que faz piada com o próprio gênero e brinca com ele mesmo! Sem falar que o casal principal é Mila Kunis e ninguém menos que Justin Timberlake, né?

Dylan Harper é tentado a comparecer a uma entrevista de emprego para a GQ Magazine em Nova Iorque por Jamie (Mila), uma caça-talentos de personalidade muito singular (o tipo de pessoa que você adora só de trocar duas palavras). Ele acaba aceitando o emprego e se vê sozinho na nova cidade, o que o torna muito amigo de Jamie
Numa noite de tédio, depois de algumas cervejas, ele propõe que transem sem comprometer a amizade, só pra matar vontade mesmo. No fim das contas, ela acha uma boa ideia e a brincadeira vai acontecendo sem problema algum por um booom tempo, como se a amizade não pudesse ser afetada por nada, nem mesmo a falta de depilação.

É muito divertido e inteligente porque mostra que o sexo pode ser menos íntimo que um beijo, por exemplo, já que beijos precisam de muito mais sensibilidade do que enfiar mangueiras em jardins alheios. E os dois têm uma química que vou te falar: diálogos leves, quase que improvisados, naturais, corpos bonitos… Atenção para a atriz que faz a mãe de Jamie, Patricia Clarkson (falei dela em A Mentira), que é uma figurona! Filme imperdível!

3. A ORIGEM (Inception), 2010
Dirigido por Christopher Nolan — o mesmo cara que revitalizou a trilogia Batman moderna — é de se esperar material de extremo bom gosto e conteúdo. Inception é um dos filmes de ficção-científica mais incríveis que assisti durante meus 20 anos de vida e até hoje não sai do replay.

Dom Cobb, interpretado pelo cada vez melhor Leonardo DiCaprio, é foragido da polícia internacional por ser o melhor ladrão de segredos da mente das pessoas. Isso mesmo, o cara rouba segredos dos outros usando alguns aparelhos e algumas drogas que faz com que ele compartilhe os sonhos das vítimas num complexo sistema de construção mental. 
Por ser foragido, não pode entrar em contato com a única família que lhe restou depois de perder a esposa, seus dois filhos. Sabendo disso, um tipo de trabalho considerado impossível de ser feito lhe é oferecido: implantar uma ideia na cabeça de alguém. Até então, Cobb apenas roubava, mas já que pode ser sua chance de voltar pra casa, aceita o trabalho com uma puta equipe que inclui até Ellen Page.

Assim um dos roteiros mais maravilhosos da ficção-científica ganha vida. Parece confuso, mas dá pra entender tudinho. E o final… ai, Cristo! Que final! Se você já assistiu mas não entendeu nada, esse link aqui vai explicar. Se você ainda NÃO assistiu, não clique na porra do link! Vai estragar tudo!

4. DONNIE DARKO (Donnie Darko), 2001
Jake Gyllenhaal interpreta uma das personagens que mais gosto: Donnie Darko, garoto caracterizado como esquizofrênico que é salvo pela presença de um coelho monstruoso, que o acorda de madrugada pouco antes da turbina de um avião esmagar seu quarto. Como se não fosse suficiente uma coisa daquelas, o coelho lhe diz que o mundo vai acabar e dá data com hora pra isso.

Procurando respostas para o que está acontecendo, entra numa jornada de questionamentos sobre a realidade, relacionamentos, ideologias, tempo, espaço, vida e morte. É uma ficção-científica também muito inteligente, de trilha sonora melancólica e proposta diferente. O roteiro é um daqueles círculos, que dá uma volta enorme e termina com uma resposta óbvia, mas muito criativa, muito esperta.
Me lembro de passar diversas tardes na cama, depois de jogar Sonic, assistindo a esse filme e cantando Mad World. Teve continuação, mas nem assisti. Quem viu, fala mal. Não é pra menos. Filmes geniais como esse não podem ter continuações! São pérolas, precisam ser únicos, mantidos com esmero. 

E esses foram meus 4 queridinhos nessa sexta! Numa outra qualquer trarei mais 4 e assim em diante, até terminar minha listinha amada que cresce devagar. Baixe agora ou corra pra comprar!

Sex and the City é legal?

The O.C. ajudou a formar o Enrique que hoje faz terapia com as seis temporadas e dois filmes de Sex and the City, que tem poucos e curtos episódios por temporada, cheios de significados, diálogos sobre cotidiano das relações que todo mundo está sujeito e faz com que você queira morar sozinho logo, encontrando os melhores amigos pra almoçar quase todos (todos) os dias.
Insisto em dizer que Sex and the City é a minha melhor terapia. Nenhuma série que já assisti fez com que eu aprendesse ou refletisse diretamente na prática de lidar com outras pessoas. Iniciada a primeira temporada em 1998 (com 12 episódios com menos de 30 minutos), Carrie Bradshaw narra os romances, lições e a vida em Manhattan na coluna “Sex and the City” (“Sexo e a Cidade”) que escreve num jornal em Nova Iorque.

Das quatro mulheres que estrelam a série, Carrie é com quem mais me identifico: escritora, péssimo histórico de relacionamentos amaldiçoados e pronta pra qualquer nova experiência que sirva como aprendizado ou inspiração para o que produz, seja na coluna ou na vida. Ela é o meio-termo de todas as outras, tendo em si um pouquinho de cada uma das amigas.

Muito bem resolvida, independente, louca por sexo e ótimo modelo da mulher ousada é Samantha. Trabalha com relações publicas, nem pensa em casamento e tem as melhores piadas da série: todas envolvem trocadilhos com sexo. A risada dessa mulher é fenomenal. Com ela, aprendi a apreciar o sexo menos como um paciente sob cirurgia e mais como um jogo, uma forma de lazer que pode misturar ou não sentimentos mais sutis.

Oposta à Samantha é Charlotte, toda doce, romântica, toda educadinha, evita falar palavrões, odeia grosseria e acredita no casamento, que o cara certo vai aparecer pra ela de qualquer jeito. Interpretada de forma excepcional, é carismática com o jeito fofo sem entrar no arquétipo da santa: adora sexo, claro. É dona de uma galeria de arte.

Miranda é a última das amigas, advogada muito bem sucedida, obrigado. Depois de tantos fiascos com os homens, passou a desacreditar neles, guardando em si e nas amigas todo o poder que precisa pra ser a guerreira independente por fora e frágil por dentro, negando esse lado até pra ela mesma. Com Miranda, aprendi que pessoas pessimistas e difíceis de lidar geralmente sofreram muito nas mãos dos outros e que não posso me tornar esse tipo de cara.

Os temas são os mais comuns do mundo, mesmo pra quem não mora em Mahattan e sim num bairrozinho de merda no Rio de Janeiro. Claro que a maturidade da série, inclusive no nível dos trocadilhos, é mais concentrado para mulheres adultas, que realmente vivem com questões sobre quando parar de fumar, como se relacionar com homens divorciados e a compra de um novo apartamento.
Só que recomendo totalmente pra jovens adultos na faixa dos 20, pela carga cômica (é uma série de comédia), pela discussão do tabu e preparação pro que está por vir na vida adulta. Pra mim, também inspira, dá vontade de construir uma carreira, viver outros relacionamentos, poder falar sobre sexo abertamente, tudo acompanhado de um bom drink, preferencialmente o famosíssimo Cosmopolitan.

Dá pra achar a série completa em DVD ou baixá-la na internet. Recomendo a compra porque o preço tá baixo, são só 6 temporadas (como tem poucos episódios, o preço fica entre R$ 20,00 e R$ 30,00 cada) e ainda vendem boxes de luxo com a série completa (entre R$ 90,00 e R$ 120,00).
Se você ama cultura pop, moda, tem vontade de ser independente, adora as surpresas do cotidiano, sente falta dos anos 90 e adora falar de relacionamentos, SATC é a série certa. Junto com The O.C., ocupa o primeiro lugar no meu ranking favoritas: enquanto uma me acompanhou quando pré-adolescente, a outra me acompanha como (eterno) jovem no caminho da adultice.

Somos Tão Jovens (2013) Bom?

Clichê. Daqueles enjoados. Se propor a narrar a história de um ícone é pra ser feito com cuidado. Primeiro que não pode se tornar documentário. Segundo porque não pode ficar restrito apenas aos fãs. Precisa ser claro e ainda assim, fiel. Somos Tão Jovens foi um cuspe pro alto, o primeiro filme do ano que fez com que me arrependesse de pagar ingresso.
Só pra você ter uma ideia da trama antes de eu descascar em cima, a gente conhece o início de carreira de Renato Russo, famoso vocalista e compositor da banda Legião Urbana, aquele grupo de rock meio diferente, com letras incríveis, sempre nadando entre agressividade irônica e doces melodias. Começando nisso, a marcação temporal desse “início” é frouxa, perdida a ponto de tornar algo extremamente curioso em totalmente desinteressante

é bom Somos Tão Jovens ?

Pra arrastar o circo de tristezas do que poderia ser um PUTA filme, os atores parecem ter saído de uma escolinha de teatro no melhor estilo Malhação. Se não fosse por Thiago Mendonça, que interpreta o próprio Renato, a desgraça seria ainda maior. Mesmo assim, não consegui assistir Thiago como grande ator. Apesar de toda a composição da personagem e seus movimentos, trejeitos e personalidade, apenas consegui enxerga-lo como um ótimo “imitador”. Talvez seja problema da direção…
Porque é caricato demais. O garoto que faz Herbert Vianna, Edu Moraes, é sensacional, mas também como imitador, não como ator. O Dinho Ouro Preto, da Capital Inicial, consegue ser mais esquisito que o real, só que bastante sem sal. Laila Zaid, que interpretou Aninha, melhor amiga de Renato, tem seus ótimos momentos, mas com péssimas edições e texto mole, o que me fez acreditar que a culpa de tamanho descaso com a preparação técnica dos jovens atores advenha de uma direção imatura, despreparada para filmar algo como esse filme.

Tive de me segurar na cadeira pra não ir embora, impulso que veio três vezes durante a exibição a ponto de me fazer levantar da cadeira. Fazia tempo que algo assim não acontecia. Isso me deixou muito decepcionado, pois apesar de não esperar muito de Somos Tão Jovens, não esperava tão pouco. Não esperava a forçação de barra para alimentar arquétipos do “jovem roqueiro” regado a vodka, cigarro, cerveja e rock por reprovar um mundo de mordomias no qual estão inseridos.
Porque a grande impressão (e quase sempre extremamente real, vejo pelos jovens roqueiros que conheci e conheço, além de ídolos como Cazuza) é que filhinhos de papai só querem ter algo pra fazer barulho sobre. Querem matar o tédio com fósforo e gasolina, querem afrontar pais legais e um pouco babacas. Parece que é um bando de mimados buscando identidade na novidade, no que ainda nem chegou à massa, só pra vestir, fazer parte.

A intenção talvez tenha sido de mostrar isso mesmo, mas ficou feio, mal executado. Deixou a impressão de que essa imagem só veio pra tela por “defeito”, não por planejamento. Houve medo para ousar na exibição das drogas, dos romances (principalmente com homens, onde nem rola beijo) no desenvolvimento da mente de um garoto feio que se tornou Deus para milhões de pessoas. Não que fosse necessário falar do fim, mas já que o foco era o começo, por que não fazer com vontade?
Por outro lado, figurinos são impecáveis, fotografia é ótima, e apesar das boas músicas, o áudio estava uma porcaria nas cenas do quarto de Renato. Nos créditos vem escrito que é uma obra de ficção BASEADA na biografia do cantor. Por isso não há desculpas pra expressar a falta de criatividade, talvez até de paixão e empenho para produzir um resultado melhor, encorpado. 

Foi perda de dinheiro. Foi perda de paciência, de tesão, de esperanças e isso me deixa muito triste. Não gostaria de estar escrevendo essa crítica, não por ser um filme brasileiro, mas por falar de um cara que nas telonas se parece com um personagem de novelinha teen ao invés de falar do poeta avassalador que mesmo depois de tantas décadas continua inspirando mentes, tirando lágrimas dos olhos e fazendo nos perguntar: que país é esse? Que porra de mundo é esse? E quem somos nós?
Que os bons atores desse fiasco alcem voos a personagens e roteiros muito mais lapidados, pois foram eles que me seguraram na sala do cinema excessivamente gelado.

Drinking games com séries de TV

Saudades da inocência de quando festa em casa se resumia a jogar Banco Imobiliário e assistir O Rei Leão dezenas de vezes. Ou comer mais do que beber. Os tempos mudaram, nós descobrimos que bolo de chocolate engorda e que as festinhas em casa se chamam “sociais”. E nelas a gente pode ficar bêbado fazendo o que é cotidiano: assistindo programas de TV!

Nem todo mundo. Mas boa parte dos jovens do planeta. A discussão aqui não é pra saber se ficar embriagado é fútil ou se você consegue muito bem se manter extremamente animado sem uma gota de vodca no sangue, não. O que quero mostrar é que mesmo assistindo Hora da Aventura você pode ter desculpas pra se divertir com um pouco de etílico e copos de vidro.
Já imaginou? Você chama seus amigos pra uma maratona de The Walking Dead com bastante pipoca, pizza e suquinho. Mas aí assistir aqueles episódios de quase uma hora fica chatinho, ficar sentado vai perdendo a graça com aquele monte de gente e você abre o Santo Google pra achar algo de diferente, animado, pra fazer enquanto assiste essa série.
Eis que você abre o DDPP e dá de cara com isso:

Não é legal? É claro que dependendo da intensidade de você e seus parceiros, vocês podem terminar a noite acabadíssimos, dormindo, vomitados, sei lá. Mas o diferencial é: você não precisa deixar de assistir a série pra encontrar sua festa! Nem sair de casa! Ninguém vai ficar desanimado e todo mundo vai querer ver mais e mais – até não aguentarem, claro!
Enrique-sem-H, não gosto de The Walking Dead, e aí?
– Você pode inventar suas regras pra suas séries, filmes, games preferidos ou colocar Breaking Bad pra rodar:

– Mas Breaking Bad é adulto demais, Enrique-sem-H. E aí?
– E aí que eu amo Hora da Aventura! É desenho que passa em canal de criança, mas não é nada bobo. Além de ter ótimas piadas, trata de assuntos muito legais em alguns episódios e é realmente engraçado. Além da estética, que é foda. Saca só como animar os vinte minutinhos de cada episódio com um pouco de tequila:

Viu? Então chama a galera, invente suas regras e se derreta com seus programas de TV favoritos. Encontrei essas ideias no tumblr (só a de Breaking Bad eu traduzi sem modificar muitas situações indicadas, porque tava perfeito), a partir desse post. Caso queira ver os autores originais, é só ir lá. Mudei um pouco aqui e ali e pronto, os três drinking games de séries de TV estão prontos pra download.
Na próxima, nessa nova categoria do DDPP, vou trazer um joguinho muuuuuito diferente também, pra ser jogado em casa, assistindo TV. Só vai precisar de uma folha de papel, caneta e, claro, cachaça. Se preparem, meus Jovens!

Mark Ruffalo e as Horas Iguais no Micro-ondas

É tipo quando você tá distraído e resolve olhar no relógio: 21:21. Pô. E aí acontecem mais repetições de dígitos no decorrer da madrugada ou durante todas as semanas dos anos a seguir. 13:13. 14:41. 20:02. 16:16. Comigo acontece sempre. Sem-pre. E agora nem só com números. Sinais de vida após a morte? Provas pitagóricas de que o funk vai dominar o mundo?

Existem horas na vida que tudo que você quer e precisa é vegetar na cama, comer toneladas de açúcar (se culpando a cada mastigada por ser um repolho doce ambulante) e assistir filmes. Os três selecionados foram Onde Vivem os Monstros, Zodíaco e Ensaio Sobre a Cegueira. Diz aí, super cult da minha parte. No primeiro, Mark Ruffalo aparece brevemente como o namoradinho da mãe do Max, protagonista do longa. No segundo, “ai que susto!”, lá estava ele de novo, ao lado de Jake Gyllenhaal e Robert Downey Jr. Já era coincidência demais. E aí, no terceiro, o cara aparece de novo, cacete! Não pode ser simples acaso. Pode?
Porque, tipo, a galera gosta de dizer que quando vemos as horas e os minutos iguaizinhos, quer dizer que tem alguém pensando na gente ou que a vida te dá a chance de realizar um pedido. Sempre peço pra ganhar dinheiro sem ter de trabalhar ou que o apocalipse zumbi comece logo (teria coisa mais divertida do que viver num shopping e assaltar supermercados?). Quando os números da hora e dos minutos aparecem opostos, como 13:31, baby, alguém está esquecendo da sua existência. Nesse caso, acho que nem pode fazer pedido (mas eu faço porque sou rebelde pra caralho e tenho camisas de super-heróis, posso tudo).
Agora, já que vi Mark Ruffalo repetidas vezes, o que poderia significar? Arrisco alguns palpites:
CASO 1 – RECONHECER MEU TALENTO SUBURBANO, CLARO

Mark Ruffalo

Estarei caminhando pela Avenida das Américas, saindo da faculdade pra pegar meu ônibus fedorento e nauseantemente barulhento. Vai passar uma limusine linda, daquelas que o farol e o para-choque fazem cara de demônio pros pobres. Ela vai parar ao meu lado. Quando a janela descer, tã-tã-tã-tããããã, adivinhem: MARK RUFFALO!
— Mas que lindos cabelos raspados você tem! — vai dizer pra mim. Tô traduzindo o diálogo pra vocês, meros mortais! — Aposto que é um grande ator, com esses olhos verdes e essa pinta hollywoodiana. Não quer tomar alguma coisa para discutirmos sua ida a alguns testes nos EUA por minha conta? Posso ser seu mentor?
— Oh, senhor, estou tão surpreso! — levarei minha mão à testa e fingirei longos suspiros românticos. — E minha casa? E minha faculdade?
— Ah, que se dane. Venha ser rico em Hollywood, pequeno amigo maravilhoso.
E vou entrar na limo e desaparecer pra sempre da vida de vocês. Já sabem, né? Se eu parar de postar é porque tô me afogando no champagne na mansão dele. Money, beatcheeees! CASO 2 — ACABAR COM MINHA SOLIDÃO, OBVIAMENTE

Estarei num supermercado em Campo Grande, comprando dois litros de vinho por menos de R$ 20, quando um estranho de boné e óculos escuros me cutucará no ombro, a garrafa de 51 na mão:
— Essa ser caipirãnia da bôua?
— Oi? — não vou entender a pergunta dele.
— Caipirãnia, catchoalsia.
— Ah, quer saber se é cachaça? OH MEU DEUS! — perceberei que é o Mark. — OH MEU DEUS! VOCÊ É O MOÇO DOS FILMES!
— Vosê ser o amor da minia vidã.
E ele vai me agarrar, ignorar a multidão que nos persegue, e me levará para viver romances indescritíveis na Arábia Saudita. Por que é assim que eu rolo minhas pedras, vadia.
CASO 3 — EL NACHO

Não vai acontecer NADA. Os números, as repetições, os acasos, as coincidências: NADA SIGNIFICARÁ NADA E MINHA VIDA CONTINUARÁ SENDO UM COCOZINHO DE PÔNEI: PEQUENAS ESFERAS DE DIFERENTES TONSDE ROSA.
O posto acabou, mas fica a pergunta: os números se repetem pra você? E o que você faz quando acontece?

O que é RPG de Mesa/Papel?

RPG é a sigla para Rople Playing Game (Jogo de Interpretação de Personagem). Joga no Google que vão explicar (excluindo tratametos de postura que custam caro demais pra quem caga pra isso e fica torto no computador 24 horas). Também usado para designar alguns jogos eletrônicos, há outra forma de jogar, que já foi muito popular e acho que tá voltando a ser.

O que é RPG de Mesa

O RPG eletrônico, esse de videogame ou computador, segue um padrão que veio do RPG de mesa (ou de papel): personagens com várias opções de classe, capacidade de distribuir pontos ganhos com experiência em habilidades e características especializadas para torna-lo único, e muita, muita interação com outros jogadores.
No RPG de mesa, não temos monitores de 32″ e não usamos teclados ou joysticks. Com alguns dados (alguns com 4 ou até 20 faces), lápis, papel, borracha, um manual e uma cozinha espaçosa abastecida com comida até não conseguir fechar as portas (que vai acabar antes mesmo da primeira jornada ter fim), é possível brincar de imaginar masmorras, guerras, invasões alienígenas, ruas cyberpunks, manipulações políticas por vampiros e lobisomens e o que mais a mente dos jogadores permitir, claro que dentro da temática do jogo.
QUAL É A GRAÇA DESSA MERDA?

Teatro. Quando você desenvolve a personagem (uma das partes mais divertidas, é viciante que nem The Sims), você cria uma vida. Imagina a história dela, as tendências, fecha todo um comportamento que DEVE ser posto em prática dentro do jogo! Se você é vegetariano mas seu personagem é um canibal sádico, dentro do jogo você DEVE agir como um canibal sádico! Dificilmente um canibal sádico teria pena, remorso ou se importaria com a quantidade de pessoas que teria de matar pra satisfazer sua necessidade, mesmo que você, jogador, pense o extremo contrário.

RPG de Mesa

A possibilidade de viver diversas vidas, de maneiras diferentes, em dimensões diferentes e com seus amigos, cara, é impagável! A capacidade imaginativa evolui com o tempo, como se você estivesse lendo um livro e recriando as cenas em sua mente. A diferença é que você é o personagem principal, você vai estar na pele de quem vive todas as aventuras!
COMO SE JOGA ESSA BOSTA?

Então, primeiro você vai ter que se reunir com seus amiguénhos e decidir que tipo de jogo vão querer. Opções são muitas, indo do clássico “masmorras, dragões e feiticeiros” a cenários onde você é um hacker-acrobata com implantes cibernéticos vivendo num universo de tecnologia mais alta do que fã do Charlie Brown depois de fumar maconha, tendo que combater o tráfico de cupcakes em forma de pokémon retrô dos anos 90 levados como reféns por ursos com patas de gancho, boca de gorila e crina de cavalo. É só escolher.

O MESTRE
Depois de escolhido o cenário, vocês vão eleger o Mestre. No RPG, o Mestre funciona como o videogame: ele vai narraR a linha da história, controlar os NPCs (Non-Player Character, personagens não controlados pelos jogadores como a cigana da praça ou os inimigos), descrever ambientes, climas e o que os jogadores/personagens estão vendo, para assim poderem agir livremente (dentro das capacidades das personagens) e influenciarem todo o rumo dessa história.
O Mestre é como um deus, que vai criar o universo onde os jogadores vão viver. Mas não se engane! Apesar de todo o poder, o Mestre não deveria jogar CONTRA os jogadores, isso é bobo. O cara tem que entender que ele é apenas um dado, o acaso, que vai fazer com que as coisas funcionem dentro do enredo. Nada de fazer um Behemoth matar todo mundo de uma vez, seu safado escroto!

jogo RPG de Mesa

O SISTEMA
Mas como vamos lutar? Como vamos saber se arrancamos as tripas daquela aranha gigante? Como saber se conseguimos hackear as contas bancárias protegidas? Como saberemos se estamos vivos?!
Calma. Pra isso é usado o sistema de jogo, um compêndio de regras e mecânicas que vão deixar o jogo justo pra todo mundo. É, porque você vai querer calcular quanto de dano recebeu de uma espadada ou se conseguiu bloquear o golpe. Ou se conseguiu pular até a beirada do precipício quando a ponte apodrecida por qual você passava ruiu sob seus pés de repente.
O sistema não deixa ninguém dizer que o Mestre está ajudando ou fodendo com alguém, padronizando distribuição de pontos em habilidades e mantendo a coerência da realidade do jogo dentro de si, sem roubos, sem caos (ou sem muito caos, né) e sem personagens iniciais que sabem todos os feitiços mais poderosos. Como no RPG eletrônico, é necessesário limites.

O que é RPG de papel

Um sistema muito bom para iniciantes é o nacional 3D&T Alpha, que retornou há pouco tempo e pode ser comprado OU baixado de graça no site da editora Jambô. Ele é simples, bem explicativo e funciona para campanhas usando animes e histórias menos realistas. Já pensou em jogar no mundo de Naruto como um ninja ou ser um treinador Pokémon? 3D&T te oferece a possibilidade com o mínimo de complicação. Além de ser muito mais barato do que sistemas estrangeiros, pfvr.
Também temos clássicos como GURPS, Dungeons & Dragons (D&D) e seus filhos do sistema d20, Vampiro: A Máscara (mais adulto e sombrio a ponto de ter aviso para que o jogador saiba diferenciar a realidade da ficção) e muitos outros (nacionais também). Pesquise, leia artigos e escolha com seus amigos. Se ficar muito caro (alguns livros chegam a custar centenas de reais), por que não fazer uma vaquinha e deixar o livro com o Mestre da vez?
AINDA NÃO TE CONVENCI?

Olha, alguns dos melhores momentos do meu ensino fundamental passei sentado na sala de leitura com os amigos, a mesa cheia de papéis e livro coloridos. A gente tomando esporro por afinar a voz, rir alto, fazer gestos e tomar atitudes engraçadas dentro de um mundo que só a gente podia enxergar. É como ler, como disse antes, só que você vive na história que é contada (e que VAI SER modificada dependendo de seus atos).
Se gosta de filmes de ação e se imagina interpretando personagens neles, ou se gosta de ler, ou se gosta de quadrinhos ou só quer experimentar um tipo de jogo mais dinâmico e um pouco mais livre do digital, experimente o RPG de mesa.

Além de render ótimas histórias e piadas para serem contadas para o resto da vida, rende enredos que podem se transformar em livros (se gosta de escrever), quadrinhos (se gosta de desenhar) ou fragmentos para sua estréia como Mestre.
Acima de tudo, se o objetivo de todos for se divertir de forma saudável, te garanto que pelo menos uma vez por mês você vai querer aqueles restos de borracha assopradas afogando os pés da mesa enquanto os dados rolam por cima da madeira.
EVENTOS!
Não tem com quem jogar ou não quer gastar dinheiro antes de experimentar? Você pode ir pra um evento de RPG! Não tenho visto muitas mesas em eventos de anime, mas existem eventos diretamente ligados à esse jogo, como os encontros mensais no Bob’s Tijuca, ao lado do Off-Shopping e o RPG no Bob’s Campo Grande, tudo no Rio de Janeiro! Só entrar nos grupos e se manter informado!
Se você é de outros estados, entre no site da RedeRPG ou entre nos grupos acima e saia perguntando. Quem tem boca vai à Roma e isso pega muito mal se dito em voz alta.

Gossip Girl Psycho Killer – Resenha

Sou apaixonado demais pela série literária Gossip Girl, do primeiro ao décimo terceiro volume. Em 2012, quando Gossip Girl Psycho Killer foi lançado aqui, fiquei louco pra ler, mas por causa da faculdade não deu. Eis que semana passada comprei e numa bocada li, pensando em desistir diversas vezes. É um pouco arrastado, perde identidade e não faz sentir nostalgia. Sabe por quê?

Porque não é engraçado, nem divertido e não tem novidade nenhuma que faça valer a compra do livro, infelizmente. A história é a mesma do primeiro volume, pois Cecily von Ziegesar apenas reescreveu e enfiou um monte de sangue, referências a séries como Dexter e filmes como Sexta-Feira 13:
Depois de desaparecer durante um ano entre viagens pra Europa e o internato, Serena van der Woodsen retorna para Manhattan roubando a atenção (e o namorado) de quem deveria ser sua melhor amiga, mas acaba se tornando sua pior inimiga, Blair Waldorf. Entre assassinatos de pessoas avulsas, apartamentos gigantes, roupas da moda, montes de dinheiro, rodadas de drinques, sexo e a narrativa irônica da “Garota do Blog” (me recuso, em nome de Jesus) a dúvida que fica é: Serena vai decepar a cabeça de Blair antes que Blair estripe a ex-melhor amiga?
Na série original, uma sinopse dessa soa fútil, mas lendo a história você percebe que mesmo que role certa admiração por um mundo de riquezas e exageros, a narrativa é irônica, crítica. Isso não dá pra perceber em Psycho Killer, o que deveria se traduzir pelo fato de meninas do terceiro ano matarem quem quiserem, a torto e a direito, só porque estão de chilique, criticando o egocentrismo da alta sociedade, que acha que pode fazer tudo. Mas isso é sufocado por uma tentativa boba de fazer mais dinheiro reescrevendo o primeiro volume da série, transformando todos em potenciais assassinos.
As mortes poderiam beirar o ridículo para serem, ao menos, engraçados, mas são tão pouco explorados que ficam mais deslocadas do que a real intenção do livro. Tudo bem que Serena é uma loira altíssima, a garota mais sedutora que seus olhos jamais viram, mas sua tranformação em psicopata é vazia e, repito, nem um pouco engraçada.
É só no final, com todo mundo querendo se matar, que a coisa parece pegar o ritmo, mas aí o livro acaba com aquela sensação escrota de “que merda é essa?!”. E não é conclusivo, o final não é fechado. Fica aberto, dando corda pra qualquer outra maluquice que Cecily pense pra ganhar mais dinheiro.

Para ter acesso essa serie completa e de forma barata faça um teste de iptv, esse sistema é pela internet funciona na sua smart tv e até no celular, depois de fazer um teste grátis você escolhe se quer comprar lista iptv ou não.
Durante todas as mortes em lugares como elevadores do prédio, calçada da pizzaria na frente de todo mundo, tentei visualizar cenas de sitcom, absurdas como um Todo Mundo em Pânico dentro de sapatos Louboutin, mas não rola. Primeiro que poucas mortes têm uma descrição decente e o clima que Cecily gera pra cena não fica leve, não fica cômico. Ela não tem jeito pra isso e as mortes ficam comuns, sem sal, só com exagero de sangue e cabelo queimado. Fica gore e patético.
O que me fez ser fã da série de livros original, além da acidez da narradora Gossip Girl, foi a sensibilidade de Cecily tratar das amizades que permanecem desde que as personagens eram pequenas, as viagens de família, a primeira vez, essas coisas de “menininha”. A maior qualidade dos livros não foi aproveitada aqui, se tornando um pedaço de madeira oca, sem nada a dizer, sem nada por dentro. Sem alma, apesar das personagens serem impecáveis em temos de construção (excluindo os momentos de psicopata), suportando nas costas o peso-pena dessa história.
Isso sem falar no formato do livro, que mede 22,5cm de altura contra os 20,5cm do formato original, ou seja, ele não vai uniformizar a coleção na sua estante (que bom que na minha ele não vai ficar, já que vou no sebo trocar por qualquer outro livro, talvez algo do Stephen King pra ficar no clima).

Gossip Girl Psycho Killer

É uma decepção, realmente. Cecily é uma de minhas autoras preferidas só por causa da série que a deixou famosa, mas se The Carlyles (spin-off da série original) seguir o modelo de futilidade encontrada em Gossip Girl Psycho Killer, vou ter de dar as costas pra ela. 

Django Livre (2012) Critica

Imagine faroeste. Jogue escravidão e um ex-escravo com altíssimo senso pra moda. E cérebros explodindo direto. E sangue pra todo lado. E hip-hop. E Quentin Tarantino. Conseguiu visualizar? Django Livre é o que chamam de salada pop, misturando gêneros, fazendo referências e divertindo como todo filme que Tarantino se propõe a fazer (mesmo que eu não seja o maior fã de Bastardos Inglórios).
Apesar de ter gostado muito dos trailers, assumo que envolver faroeste me deixa com a pulga atrás da orelha, porque não gosto. Não a ponto de odiar, mas de nem ler a sinopse, se assim for. É como filme falando do sertão brasileiro, por exemplo: viro a cara. Mas tem o dedo de Tarantino e apesar de não ser fanboy, reconheço que ele é um dos poucos diretores que consegue fazer filme pra massa mantendo um estilo próprio, deixando claro que acima da fome dos estúdios, ele pensa por si, e isso me faz dar chances ao cara.

Django Livre

E com o dedo dele, sabia que a temática faroeste + escravidão + resgate da amada não ficaria presa na realidade. Se tem uma coisa que gosto muito nesse diretor é a capacidade de usar o lúdico, de criar cenas que fogem da realidade com carisma, sem deixar que apontemos o dedo e digamos, num tom de crítica, que aquilo tudo é “a maior mentira”. A gente sabe que é mentira e amamos os filmes dele por isso. E pela quantidade absurda de sangue aguado espirrando.

Para assistir o filme na tv fechada esta passando no Warner Channel, mas não deseja pagar um valor absurdo para na sky ou claro para ter esse canal? conheça o um servidor cs o você tem todos canais por um valor 90% mais barato.
Django é libertado por um caçador de recompensas/dentista alemão contratado pelo governo americano [?], Dr. Schultz (referência à Paula Schultz, de Kill Bill, nome do túmulo em que Budd enterra Beatrix Kiddo?) porque sabe que o escravo já serviu aos homens que está procurando. Dr. Schultz não apóia escravidão e logo os dois se tornam bons amigos, fazem uma ótima quantidade de dinheiro matando procurados pela justiça e comprando roupas cada vez mais extravagantes. Depois, a grande missão dos parceiros é encontrar e libertar a esposa de Django, presa em Candyland, lugar dominado pela personagem de Leonardo DiCaprio, Calvin Candie.

Django Livre opinião sincera

O filme tem 2hrs45mins e não consegue ficar chato. A trama, apesar de não ser láááá muito original, recebe corpo pela estética, pelo lúdico que falei ali em cima, pela trilha sonora que vai de músicas super antigas ao hip-hop atual e pelo roteiro orgânico que não faz perder o ritmo. Parece mesmo uma brincadeira, que Tarantino tem 18 anos e joga suas ideias e diálogos incríveis nas telas. Não de uma forma infantil, mas jovem, viva, mesmo que o longa seja baseado em faroestes dos anos 60/70. 
Ele cria um faroeste pop, moderno, brinca com clichês e desenvolve cenas de ação maravilhosas (apesar de eu ter esperado mais sangue e cortes nas cenas com chicote). A cena de tiroteio na Grande Casa, cara, é maravilhosa! E ele parece fazer referência aos próprios filmes, como Pulp Fiction (e temos Samuel L. Jackson incrível como o velho/peste Stephen) e o próprio Kill Bill (como a cena dos Crazy 88 no restaurante, quando A Noiva corta todo mundo, até as frases são parecidas). 

Além disso, ele, o diretor, participa do filme e se torna uma ótima piada, mas não supera a cena da Ku Klux Klan, o grupo que odiava negros, lembra? Tarantino coloca os caras como um bando de Kuzões atrapalhados e fica hi-lá-ri-o! Se bobear, a melhor cena de comédia de Django.

A fotografia não é belíssima, mas tem seu sex appeal, sabe? Tem estilo. E mostra muito bem os óóótimos cenários! Isso sem falar nas atuações de Cristoph Waltz (Dr. Schutlz) que desenvolve uma personagem absurdamente querida, irônica e cheia de identidade, e DiCaprio, que a cada dia se torna cada vez melhor ator pra mim (e mais bonito conforme envelhece, já que quando mais novo o achava bem comum). O cara só escolhe filme bom pra fazer! Nicolas Cage e Milla Jovovich têm que aprender com ele…
Vale o ingresso, vale as risadas, vale o drama, vale replay! E eu vou correndo baixar a trilha sonora, porque, porra, é de tirar o chapéu de caubói. Adorei esse trocadilho.